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Le Artista da Capa * 365, Luís Ferreira

Esta foto faz parte de um projeto que, acompanhado do grande Carlos Paredes, mostra o outro lado da passerelle, os momentos vividos no backstage da MODALISBOA summer 2013.
 
Os mais curiosos podem ver o vídeo aqui.
 
Galão é o nome que dei ao meu projeto de fotografia. No dia a dia tenho, juntamente com dois amigos, uma pequena produtoraother featuresque está ligada à produção audiovisual.
 
Lisboa é o azul feito em forma de céu.Viajar é o que me oxigénio para viver.

Le Artista da Capa * 364, Ricardo Filho de Josefina

título do texto/legenda

.aguenta, eu estou aqui.

texto:
o tempo não se decide, bruto e inoportuno, e eu no quinto passo
ideia primitiva de carne e pele e não sei o que faço.
tu bem perto e tão demasiado com os pés na água fria.
larga, apanha-me depois nas palavras que embaciam qualquer dor.
senti o deixar que não quer na noite que vai tarde e deserta.
volta que não vem e aqui não ondas nem mares em que te vens.
cheguei agora e pouco mais.

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* Originalmente publicada a 1 de Novembro de 2012, na Le Cool Lisboa * 364

Le Artista da Capa * 363, Ricardo Filho de Josefina

Amor ao Tejo

quero-te entre tanto que não passa, mas traça e amassa.
o pequeno lince finge deitado e amordaçado, ao sol é dourado.
o que vai não fica esmurrado como a maior parte que não parte.
nem sequer olhei para o relógio e ainda não é meia noite.
foram quatro dias em tão pouco tempo em que nada fiz,
pelo tamanho era aquilo e dentro de pouco o habitual.
língua sem tento morde os dentes,
cala as vozes de quem com dentes nem as nozes devora e engole vento.
ao largo passa o barco enquanto o medo caminha ao relento.

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Foto: fome de rouca, dura


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* Originalmente publicado a 25 de Outubro de 2012, na Le Cool Lisboa * 363

Le Artista da Capa * 362, Maria Bouza Pinto

Chamo-me Maria, tenho 28 anos... e na verdade não gosto muito de falar sobre mim...

Quando era pequenina (e continuo a ser, mas um bocadinho menos) gostava de desenhar casas e queria ser arquitecta como o meu pai... No entanto a vida trocou-me as voltas e foram os imensos livros infantis que a minha mãe colecciona e do qual sempre estive rodeada que me trouxeram até aqui. 

Cheguei a passar pela faculdade de arquitectura, mas ao fim de uns anos e desgostosa com o curso fiz as malas e mudei-me para Barcelona. Trabalhei em bares (aproveitava para desenhar nos guardanapos), numa loja ( desenhava as pessoas que passavam na rua), num museu de zoologia (desenhava os animais, coitados... embalsamados), call-center (aqui não dava mesmo para desenhar), traduções (nem aqui)... e estudei ilustração!!  

Desde
2006 tenho vindo a trabalhar como freelancer tanto para Espanha como para Portugal. Depois de cinco anos e meio regressei a Lisboa em abril e às vezes ainda falo «portinhol». 


Podem encontrar-me aqui e aqui.

Lisboa é um grande amor, mas farto-me de zangar com ela. como com (quase) todos os grandes amores. 

Obrigada :)

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* Originalmente publicada a 18 de Outubro de 2010, na Le Cool Lisboa * 362

Le Artista da Capa * 361, Sara Osório

O meu nome é Sara Osório e três anos (precisamente) fiz duas capas Lecool (aqui e aqui), também elas dedicadas ao nosso querido mês de Outono (também o podemos acarinhar, ).

Desde então, continuo a pertencer à parcela de licenciados que, após passar vários anos a projectar cenários perfeitos, acaba a trabalhar numa área que nada tem a ver com as suas qualificações, mas luta para manter o lado criativo (pelo menos, nos tempos livres).
Foi com esta luta, que me tornei designer e ilustradora freelancer a meio-gás, tendo o meu último projecto sido a ilustração do livro «Palhincócegas», de Alexandre Honrado, publicado pela Editora Planeta Júnior e que foi considerado um dos 100 melhores livros europeus para crianças, pela revista La Revue des livres pour enfants, e teve também um destaque, na Feira de Bolonha de 2012, como um dos 150 melhores livros Portugueses.
 
Recentemente, desenvolvi o meu projecto sara-a-dias, um blog que actualizo diariamente e que procura partilhar histórias (que, por certo, acontecerão com outras tantas pessoas). O nome surge, não , porque o meu último apelido é "dias" (apesar de não o usar), mas também porque me tornei numa "mulher-a-dias" que gosta de "polir" o quotidiano que me rodeia. No entanto, ao mesmo tempo, é um dedo que aponto para pormenores alheios.

Dia sim, dia não. À hora ou ao minuto. São apontamentos de um quotidiano.
Para visitar aqui e aqui.

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* Originalmente publicada a 11 de Outubro de 2012, na Le Cool Lisboa * 361

Le Artista da Capa * 360, Rafa

Cicloturista. Ou como fazer a vida toda em bicicleta por Lisboa. A aritmética das rodas é desnecessária, podia correr a vida num monociclo, num triciclo, num tandem ou noutro veículo qualquer motorizado a gémeos e a sartórios. E Lisboa surge aqui porque é aqui que estou aqui. E o velocípede fica sempre tão bem na minha paisagem.
 
Eu dispenso o casco, mas não ponho de lado os constantes prémios de montanha a cada uma das colinas. Sabe-me bem. E o chegar ao topo de algo não implica o içar de bandeira, mas é cometimento que arreda meia mensalidade em ginásios. Precisas de ir ao centro e ao mercado, ao café do bairro e à manif da semana? Bicicla-te! Eu acometo a ir de rodas para o trabalho, dez quilómetros em Lisboa é (atenção, que aqui assino manifesto) camisola amarela ao ambiente, à carteira e à saúde. Palavra de ciclomobilizado.
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A Capa é um momento de fim de tarde captado ao longo da ciclopista que se amarrou à beira do Tejo, Lisboa.
 
Imagem de Rafa por L.

Le Artista da Capa * 359, RAM

Artista Plástico, Designer, Ilustrador, Land Artist e Street Artist. entre muitas outras coisas. Acima de tudo o primeiro artista de Graffiti a acreditar no Sonho de viver desta Arte.
Viajante entre Universos e contador de histórias em paredes e espaços abandonados. pintei em 33 países diferentes e daí retirei influências visuais que fazem o estilo único no Mundo e que me definemPsicadélico experimental voo entre momentos e cores. Em Lisboa fui fundador organizador de inumeros eventos relacionados com graffiti e Street-Art e acredito que Lisboa é uma cidade muito melhor quando as pessoas podem ver cor nos prédios abandonados.
Pintava todos os telhados de verdes diferentes e fazia pequenos olhos em todas as antenas parabólicas se me deixassem...

Lisboa um dia volto para ti... e esse dia é hoje.  

Foto de RAM por Francisco Seco.
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* Originalmente publicado a 27 de Setembro de 2012, na Le Cool Lisboa * 359

Le Artista da Capa * 358, RAM

Artista Plástico, Designer, Ilustrador, Land Artist e Street Artist. entre muitas outras coisas. Acima de tudo o primeiro artista de Graffiti a acreditar no Sonho de viver desta Arte.
Viajante entre Universos e contador de histórias em paredes e espaços abandonados. pintei em 33 países diferentes e daí retirei influências visuais que fazem o estilo único no Mundo e que me definemPsicadélico experimental voo entre momentos e cores. Em Lisboa fui fundador organizador de inumeros eventos relacionados com graffiti e Street-Art e acredito que Lisboa é uma cidade muito melhor quando as pessoas podem ver cor nos prédios abandonados.
Pintava todos os telhados de verdes diferentes e fazia pequenos olhos em todas as antenas parabólicas se me deixassem...

Lisboa um dia volto para ti... e esse dia é hoje.  
Espreita-me por aqui.

Foto de RAM por Francisco Seco.

Le Artista da Capa * 357, Rafa

Lisagna

experimentaste fazer lasagna em casa? Experimenta a minha própria receita: em vez de tiras de lasagna, usa pão cortado em tiras finas e embebidas em azeite. Utiliza somente produtos frescos, faz um molho de tomate com base em refogado de cebola e alho. Entremeia as camadas com muitos legumes e fruta da horta: cebola, tomate, alho francês, gengibre fresco, couve e courgette.

Leva ao forno pré-aquecido durante meia hora e está. Adiciona queijo - pode ser da Ilha ou Palhais, bem fortes e nossos, coentros ou salsa e um toque pimenta rosa ou preta. E está. Prometo um dos teus mais saborosos e suculentos momentos.

Vai a servir com boa companhia e com um copo de vinho Dão de reserva. De preferência com boa vista sobre Lisboa e com luz baixa. Garantido.
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Imagem por L.

Le Artista da Capa * 356, João Mel

Retirei de Lisboa uma das suas faces mais visíveis, a sua epiderme de azulejos. Muito antes de Pixelejo, ainda antes de Typo&Tiles e do Recuperarte, o azulejo se deixava ir preenchendo como calhava nos seus espaços desfalcados. É tão normal - e adoro esse caos - de ir encontrando em Lisboa painéis na fachadas com 2, 3 e 4 tipos diferentes de padrões.

Este instantâneo - de que não me recordo o local, pois foi tempos, numa dessas deambulações, é puro, é padrão único, é vosso. visitaste o magnífico Museu do Azulejo?

Le Artista da Capa * 355, João Mel


Eis que ofereço uma foto improvável de Lisboa.
É uma muralha dos anos 60 a 80, encimando uma avenida que era nada e hortas até então.
Padrão dos Descobrimentos é um monumento dos anos 40 ao nosso quattrocentoesta visão - em máquina LC-A de 1981,clássico tambémportanto - é um monumento à pujança construtiva de LisboaBelo ou feiopreenchido, com pouco verde,excessivamente alto, maciçoseja o que for, tenho para mim esta vista como belíssima.
Tutira as conclusões que quiseres. E adivinha onde é.

Le Artista da Capa * 354, Editor

E segue uma boa foto da Lisboa fora dos postais de férias que ilustram álbuns, visitas, escapadinhas, chegadas, partidas, passagens, aportagens, acostagens, viagens, estadias, visitações, aparições e demais vistas da cidade. Uma foto mal comportada, blagh!

Lomo por máquina de 81 e zona bem dentro da cidade, mas fora do polígono centro.

A quem acertar o nome da rua e bairro, dou a hipótese de fazerem uma capa para uma Le Cool próxima.
No entretanto, segue a semana, enquanto me emborracho de sol.

Le Artista da Capa * 353, Editor

Lisboa é uma cidade-macaca porque é dependurado dos seus galhos-colina que lhe vemos os topos dos campanários todos. É um gozo topográfico. Uma sei  chalaça dos deuses que lhe arranjaram o arranjo urbanístico. Urbe em antecipa-ocupação, em equilíbrio sobre um mar que é rio que é mar, que tem até é nome de mar, mas é é estuário, é habitada por uma raça de homens que, sem racismos entre o que lhe é casa e o que lhe é verde, foram colhendo e acolhendo as partes melhores deste mundo. Se o mundo girasse uma terceira rotação, a sua translação seria em torno desta Ulissipona (corruptela, ora toma, de Ulisses e Olissipona). Ou então não, o epicentro coincidiria mesmo era com o Tejo.

Tenho dito. Agora vão de férias.