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Le Editorial * 388 por Benjamin Juíz

Espírito de escada é aquela coisa que ficou por dizer, entaramelada na garganta e não verbalizada no momento certo. Pouco depois, mais tarde, é que te vem a coisa. Ressoa então: «Raios ma parta, se não devia ter dito isto» ou «Devia era tê-lo mandado ir ter filhos com o Gaspar», normalmente acompanhado de desagrado e de repuxões de cabelos. Se vinho afoga mágoas, Pessoa o saberia, aqui o resultado é um ressabiamento cruzado de rafeiro à cata de alimento e o álcool destoa. O «L'esprit de l'escalier» é uma coisa tramada de aturar. Aconselha-se resposta imediata para não assentar ressentimento (o Huxley o dizia). / Benjamin Juíz

O Miguel e o Rafa.El não se confundem com espíritos de escada; salta-lhes logo a língua afilada. Deve ser a costela de peixeira da Ribeira que têmSomos parceiros de comunicação do LandArt Cascais 2013, do Alfama-te, do Café Improv, do Pecha Kucha Night Lisboa, do Lisboa, Capital, República, Popular! e daMadame. E gostávamos de ser do Museu de Cera (o Tussauds, não o outro)

Le Editorial * 387 por Benjamin Juíz

Enquanto continua a triste saga de São Pedro, amandando gambozinos des'o céu, respigos da pequena era do gelo que  (?) passou. Infeliz porque quem ganha são apenas os vendilhões de apara-águas. Mas adiante, que conversa de tempo interessa para amolecer o tempo de espera de elevadores e das repartições da segurança social. Enquanto vejo esse grande clássico "They Live" penso que Lisboa daria um óptimo cenário para um jogo de plataformas. Em todo o caso, quem seriam os boss ao final de cada nível? Aquela gente de São Bento daria uma boa hipótese, mas gostava de pensar noutras espécies de vilões. Um para cada bairro. / Benjamin Juíz

O Miguel e o Rafa.El jogam o Wolfenstein e pensam que o Lissabonstein até não seria uma ideia tolaSomosparceiros de comunicação do Alfama-te, do Café Improv e da Madame. E gostávamos de ser do Museu de Cera (o Tussauds, não o outro).

Le Editorial * 373 por Benjamin Juíz

Pássara

Pareceu-me ter ouvido «pássara» da boca dela, enquanto passava por mim velozmente, trocando um olhar e uma impressão em algumas letras em atropelo. Como fiquei algo impressionado e antes de perceber que era mais algo como «para a Sara», entreabri a boca, em espera de mais alguma indicação ou de que pássara seria essa. Ainda apegado ao sono mal dormido da consoada de ano novo, sou bombardeado pela primeira polémica do ano. Esperam-se mais, pois é, que a polémica por aqui é uma macieira quase em época de dar fruto. Agora fala-se em discursos e dezcursos, em discursantes e em aumentar o buraco do cinto. Eu sei lá, não dou para isto nem vou com estes pequeno-almoços, mas acho simpático pensarem nos jornalistas.

Tanta polémica fará certamente imensas parangonas de jornais. / Benjamin Juíz