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Le Entrevista a Kumpania Algazarra (Luís Barrocas) por Rafael

A começar, uma apresentação. Quem são então os elementos desta Kumpania? 9 elementos para 9 anos de história, há aqui coincidências?

Os membros são: Luís Barrocas no sax alto, voz e guitarra; Luís Bastos no clarinete e sax tenor; Ricardo Pinto no trompete; Francisco Amorim no trombone e guitarra; Paul Robert no trompete; Pedro Pereira no sousafone e baixo eléctrico; Hélder Silva na percussão e electrónica; Gil Goncalves na tuba; Hugo Fontainhas na bateria.

É uma coincidência, pois o número de elementos foi mudando: no início eram 7, já fomos 11, e agora 9. Não somos muito estáticos.

Le Entrevista a Pedro Sena Nunes por Rafael


Lisboa volta a desfraldar o InShadow em vários espaços da cidade. Mais do que pretexto para um saborosa corrida entre os pontos da cidade que alcança o Festival, serve também para uma conversa com Pedro Sena Nunes - cujas lides profissionais não são resumíveis numa linha ou palavra só.

Conte-me um pouco de si, em traços gerais. O desafio será mesmo condensar um currículo extenso em poucas linhas, mas apresente-se sumariamente.


Nasci em Lisboa, onde já fui três vezes pai. Sou realizador, professor, produtor e programador. No meu trabalho destaco o lugar do outro. Crio para filmar. Entre inúmeras cidades europeias, viajei e participei em cursos e workshops de cinema, fotografia, vídeo, teatro e escrita criativa como bolseiro de várias instituições. Estudei 7 anos cinema na Europa. Fui co-fundador da Companhia de Teatro Meridional. Já realizei vários documentários, ficções e trabalhos experimentais e produzi mais de 100 spots publicitários para televisão e rádio. Participei com diversos projectos nas Capitais Europeias e Nacionais da Cultura e fui júri em vários festivais e concursos. Dedico-me bastante ao ensino, lecciono realização e documentário em diversas universidades e escolas. Fui coordenador pedagógico e director criativo na ETIC. Com Ana Rita Barata, assumo a direcção artística da Associação Vo’Arte, onde co-dirijo diversos Festivais de dança, cinema, dança/arquitectura e tecnologia. Os nossos projectos actuais são Festival InShadow - Vídeo, Performance e Tecnologias, InArte - Encontros Internacionais Inclusão pela Arte e CiM - Companhia Integrada Multidisciplinar que integra pessoas com necessidades especiais e bailarinos profissionais.

Le Entrevista a Left Hand Rotation por Rafael


Os Left Hand Rotation por eles próprios :

Left Hand Rotation é um colectivo artístico que trabalha em intervenções no espaço público, em vídeo e instalações - aquilo que viemos a denominar de Alterações. A expressão "Left Hand Rotation" tem a sua origem nos parafusos que se apertam da direita para a esquerda em lugar de ser da esquerda para a direita, algo como em "contra-mão".

O colectivo trabalha de forma anónima, sendo que duas pessoas são o seu núcleo principal. No www.lefthandrotation.com aparecem os nossos projectos e convidamos outros artistas interessantes a participar.

Left Hand Rotation pretende provocar um aluvião incessante de contradições irresolúveis, cuja finalidade é a busca da sua integração paradóxica. Como colectivo, trabalhamos com os meios e os formatos na fronteira entre a arte e todos os demais canais, adoptando a forma do que viemos a chamar de "arte questionável" (que não questionadora).

Tudo o descrito anteriormente pode cair anulado a qualquer momento, devido a uma alteração constante de estratégia.

Le Entrevista ao Joel Moedas Miguel por Rafael

Conversar com o Joel do Culturas da Horta é partilhar de uma paixão profunda pela terra e é também beber de um entendimento que vem de quem aprendeu a respeitá-la desde antes e de quem a concebe em certeza de palavra e convicção, como sendo absolutamente necessário estar em perfeita harmonia e comunhão com o homem. A conversa é despoletada pela presença da sua banca de venda de produtos biológicos no Mercado Biológico ao Príncipe Real, entrecortada pela passagem no Moleiro ali perto e rematada - já depois - com deliciosa laranja de sua produção.

A Culturas da Horta começou com os pais do Joel, ela de Belas Artes e ele, de seu nome João Maria Moedas Miguel, tinha produtora de televisão, foi repórter de imagem e director de fotografia em inúmeras produções. Tinham um terreno de familiares e começaram a cultivá-lo, tendo formado a empresa em 2007.

O Joel é formado em História e deu aulas durante dois anos - mas a falta de paciência para a metodologia de ensino (mantém interesse especial e próximo em investigação) e a morte do pai, levaram a que gradualmente passasse para os terrenos, para o cultivo do terreno familiar e para a empresa ao lado da mãe.

A empresa foi reformulada em 2009 e desde Março de 2009 que se instalaram no Mercado do Príncipe - vendendo para a Biocoop no Figo Maduro, para os Brio (que são já dois quase a tornarem-se em três), para o Miosótis no Campo Grande e fornecem ainda o Puro Acaso no Calvário e o Paladar Zen à Na Sra de Fátima, enquanto pensam em se instalar também no Mercado Biológico de Cascais. É interessante reparar no seu cuidado ao detalhe de juntar poemas de Caeiro, de Espanca, et caetera e também receitas, aos cabazes de produtos biológicos que distribuem aos clientes, os biocabaz (a casa, via mail, pelo Natal e pela Páscoa) essa é também parte da explicação para o nome da empresa.

A outra é a atenção ao modo de produção - não há intervenção sintética, há equilíbrio com a terra, a busca da harmonia em bio-diversidade. A filosofia não é ambientalista, mas sim pela lógica da sustentabilidade, não há estufa, apenas abrigo e produtos exteriores apenas os homologados, é uma agricultura semi bio-dinâmica, mais natural e de permacultura. E essa sustentabilidade perpassa não apenas no que produzem mas também no relacionamento humano, é da mais fina filigrana de cortesia e simpatia o tratamento por parte da mãe e do filho da Culturas da Horta para com os demais.

Culturas da Horta aqui > http://culturasdahorta.blogspot.com

Todos os Sábados no Mercado de Produtos Biológicos do Príncipe Real, entre as 7h30 e as 14h30

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Entrevista feita no Moleiro ao Príncipe Real, Reportagem fotográfica por Rui Soares

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* Originalmente publicada a 2 de Dezembro de 2010, na Le Cool Lisboa * 264