PASSATEMPO FATAL Cidade Autoada

Para um de dois bilhetes duplos, aponta para este e-mail de que peça de Mário Cesariny de Vasconcelos foi o Sin-Cera, Grupo de Teatro da Universidade de Algarve, buscar inspiração (e transpiração)  para «Cidade Autoada».

Dica: metade de parte do nome já dá resposta.

CIDADE AUTOADA | Teatro da Politécnica | 9 de Maio às 21h30

Junta o teu nome e identificação à resposta (BI, CC ou Passaporte) 

- PASSATEMPO TERMINADO -

Le Entrevista a Jovana Bobic (ŠUND Festival) por Rafa

Tomando o lema do ŠUND Festival, o «What Does Art Offer to Society?», o que de facto pode a arte oferecer à sociedade? Ainda mais hoje em dia, onde a arte pode transportar tanto uma necessidade de protesto, como o desejo de fazer diferença.

A questão - e tema - do Festival é algo a que tentámos responder com o nosso Festival. Vemo-lo como uma retrospectiva anual de peças de arte de jovens artistas que aspiram a abrir o seu caminho para o futuro. Oferecer esta chance a pessoas jovens é uma óptima coisa. Todos crescemos juntos, desenvolvemo-nos e mudamos.

Le Entrevista a Leonor Zamith por Fernando Mondego

Falamos com Leonor Zamith, a pretexto da exposição que vai ter no espaço Balneário, LX Factory, a inaugurar a 10 de Maio.

Tens um apelido bem reconhecível e apetecível no mundo da ilustração.
Estarei errado, certo? Quem é, antes de tudo, a Leonor Zamith e a sua obra?

Não sei se o meu nome já é reconhecível no sentido em que mais preciso dele, como garantia de trabalho! Acho que não, mas sinto cada vez mais vontade de trabalhar e continuar a ser só ilustradora, o que me parece suficiente para chegar ao apetecível! 

Le Entrevista a Nuno Mendonça por Rafa El

Nuno Mendonça, artista, académico e investigador, relacionado intima e profissionalmente Às disciplinas de Arquitectura Paisagista e de Estética da Paisagem, fala sobre Land Art e sobre o Festival LandArt Cascais 2013, onde coordena um Workshop de Desenho de Paisagem. 

Gostaria, em forma de introdução, que se apresentasse e tratasse amiúde o seu percurso artístico que sei ser vasto.

Não é tão vasto quanto desejaria, o meu percurso artístico, dado que o reparti com a docência. 


No entanto, foi este repartir que muitas vezes contribuiu, quer para um, quer para outro lado da minha actividade um tanto dispersa, mas profundamente rica. Entre a pintura, a escultura, a azulejaria, o ensino e a investigação sobre a estética e poética da paisagem, encontrei um espaço de manifestação invulgarmente produtivo, sobretudo pela sua complementaridade. Diria, então, que a arte, a investigação e o ensino se consubstanciaram num só acontecimento, numa reciprocidade criadora a que o tempo e as circunstâncias deram a forma possível.


PASSATEMPO Panorama | Sessão Lisboa I.

Um de dois bilhetes duplos a quem acertar no nome das ruas da foto. Vá, atira para aqui esta rua e esta travessa de Lisboa.

SESSÃO LISBOA I | Cinema São Jorge, Sala 3 | 9 de Maio às 19h 

Junta à resposta o teu nome completo e identificação (CC, BI ou Passaporte)

Filmes incluídos na sessão :

Para um Álbum de Lisboa/Abandonados/Santa Maria dos Olivais/Sem Anos/As Coisas dos Outros/Alfama, Bairro Típico de Lisboa 
Faria de Almeida/Júlio Pereira/Susanne Malorny/Lino de Oliveira,Marta Tavares/Alexandra Côrte-Real/António Ruano,Miguel Spiguel
1966,14'/2013,8'/2012,7'/2012,30'/2012,16'/1970,10'


- PASSATEMPO CONCLUÍDO - 

PASSATEMPO Panorama | Sessão Lisboa I

Sabemos que queres um bilhete duplo para esta sessão. E como consegui-lo? Basta que me digas para este e-mail aqui, de que bairros de Lisboa falam os filmes: «Santa Maria dos Olivais» / «Sem Anos» / «As Coisas dos Outros» e «Alfama, Bairro Típico de Lisboa».

SESSÃO LISBOA I | Cinema São Jorge, Sala 3 | 9 de Maio às 19h 


Junta à resposta o teu nome completo e identificação (CC, BI ou Passaporte)

Filmes incluídos na sessão :
Para um Álbum de Lisboa/Abandonados/Santa Maria dos Olivais/Sem Anos/As Coisas dos Outros/Alfama, Bairro Típico de Lisboa 
Faria de Almeida/Júlio Pereira/Susanne Malorny/Lino de Oliveira,Marta Tavares/Alexandra Côrte-Real/António Ruano,Miguel Spiguel
1966,14'/2013,8'/2012,7'/2012,30'/2012,16'/1970,10'


- PASSATEMPO FECHADO -

Fogo

«FOGO é uma noite para dançar com música de raízes, próxima do chão, que é onde todos nós andamos. Acontece na Sexta-feira (3 de Maio) pelas 23h30 no Frágil pela primeira vez e a honra de receber sons feitos ao vivo por TROPA MACACA é grande, porque eles são grandes. Tambor para sempre!» 
 
FOGO com Tropa Macaca (concerto), Javenger Dourado e Major | Frágil | 3 de Maio às 23h30 | 5€ com oferta de 1 bebida, livre com convite.

PASSATEMPO Chico em Pessoa

Ganha um bilhete duplo para assistir a esta peça. Basta que nomeies para este e-mail qual o nome completo da mulher da vida de Fernando Pessoa.

CHICO EM PESSOA | Centro Cultural Olga Cadaval | 3 de Maio às 22h

Junta identificação e nome à resposta - CC, BI, Passaporte.


- PASSATEMPO FECHADO - 

PASSATEMPO A Mesa Mistura-se

Para um de cinco entradas duplas para o evento «A Mesa Mistura-se», responde para este e-mail, qual o nome do blog de Davide Pinheiro e a que banda pertence Fred, que partilha esta noite em música.

A MESA MISTURA-SE | Musicbox | 3 de Maio da 1h30 às 3h30

Junta o teu nome e identificação (BI/CC, Passaporte) à resposta.


- PASSATEMPO FECHADO - 

El-rei D. Frango

Frango, é nem vê-lo na lista, nem no prato. Está ausente de ambos, mesmo que o nome do sítio te dê uma falsa-partida. O que encontras por aqui, que comer e que beber, é uma pequena dádiva para o estômago. E logo na selva de restaurantes e de angariadores de clientes da Calçada do Duque. É obra. Deliciosa. É certo que não deves esperar muito fausto, a não ser que o gajo da mesa do lado, em marcação cerrada a um bitoque, se chame Fausto. E a decoração? meh. Mas a simpatia e dedicação de Carla e de Luciana e a dose de lulas (e a de sardinhas) que me acompanham quando vou a este (falso) rei do Frango, valem por todo o restante. Em digestão e palato. Apostas para jantar? Começa no digestivo este reinado. / Fernando Mondego (Foto daqui)

A Provinciana

Espera. Quero preparar o cenário para esta revelação: senta-te, escuta com atenção, coloca a mão sobre o estômago em expectativa, ouve rufos em crescendo de anúncio. Agora, um pequeno restaurante, casa-de-pasto, tasca, um pequeno útero familiar. Pai no leme, mãe na confecção e filha na distribuição, um trio de magos à disposição. Um, dois, três, vinhos óptimos ao preço da uva mijona. E a carta? Torno-me quase religioso tal a benção! Caras de bacalhau, peixes a tiracolo (sardinhas, bacalhau à minhota), chanfana à verdadeiro beirão (sou, eu eu, mata-saudades!), bolo de bolacha de querer outro e um mostruário de doces que me fazem colar os olhos (e a língua, babosa, quase) à vitrine. Provinciana? E com orgulho de querer voltar! / Fauna Maria

A Batalha de Tabatô


Acredita se quiseres, mas a batalha é real. Verdade, são os resquícios da chamada guerra das colónias. Fisicamente acabou, mas ainda está bem viva na cabeça dos que a lutaram. Um ex-soldado regressa, vindo de Portugal, à sua Guiné-Bissau para o casamento da filha, mas o único reencontro que lhe acontece é com as suas memórias manchadas de vermelho. Felizmente, Tabatô é um lugar especial. Um lugar de muitos e muitos séculos que todo esse tempo deixou a guerra e abraçou a vida. Um lugar onde todos os habitantes são músicos. E se fazes música, não fazes a guerra. «A Batalha de Tabatô» de João Viana nasceu para ser e é, na realidade, um documentário. Mas um documentário que nos obriga ao exercício da observação para descobrir uma Guiné-Bissau que tanto é moderna, como passada. É estranho, mas mesmo depois de dizer tudo isto é como se ainda estivesse no ponto de partida. Procurem-no. / Cláudio Braga

Le Artista da Capa * 390, Ricardo Filho de Josefina

Apresenta-te e fala-me de como começaste a fotografar.

Tenho uma caixa em casa, dentro dessa caixa está um projector de slides e com ele uns quantos slides.

Lembro-me que o meu pai tirava imensas fotografias fosse onde fosse e nada importava, o que importava é que ele tirava. Algo veio daí. Gostava de as mostrar um dia porque são realmente boas e de tudo o que tenho, elas acabam por ser. Tudo muito simples ali guardado em pedaços quase transparentes e com tanto o que nos prende tentar enquandrar o que vivemos, ali.

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* Originalmente publicado a 2 de Maio de 2013, na Le Cool Lisboa * 390

Le Editorial * 390 por Henry Limit

Jogar com todas as cartas do baralho, é coisa que não lembra nem ao diabo. E uma loucura boa é como um pote de doce de tomate caseiro. Bommmm. Tenho andado de táxi e a conversar com os condutores, aquilo é gente que teve sei umas quantas outras vidas. Estou ainda para encontrar um que tenha sido padre, ou uma que tenha viajado ao espaço, porque não? Hoje não falo de tempo, não tenho tempo e está de nuvens. E, que ninguém nos aqui, o que está escrito na calçada defronte a «Velha Senhora»? / Henry Limit

O Miguel e o Rafa.El andam a ver se orientam uma horta para si. Também estás em campo?
 
Somos parceiros de comunicação do LandArt Cascais 2013, do FATAL, do Chico em Pessoa, do SÛND, do Panorama, do Alfama-te, do Café Improv, do Pecha Kucha Night Lisboa e da Madame. E sonhamos em ser da NASA C:|

Le Capa * 390

por Ricardo Filho de Josefina

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* Originalmente publicada a 2 de Maio de 2013, na Le Cool Lisboa * 390

PASSATEMPO Photo

Para uma de 10 entradas duplas para a antestreia de Photo, de Carlos Saboga, responde que prémio recebeu este da Sociedade Portuguesa de Autores. Respostas para este e-mail

Junta o teu nome completo e BI/CC ou passaporte à tua resposta. 

- PASSATEMPO FECHADO -

Le Entrevista a João Rapazote, Madalena Miranda e Fernando Carrilho (Panorama) por Fernando Mondego

Um prolongado e belíssimo panorama à produção cinematográfica portuguesa é aquilo de que nos falam os programadores do Panorama - 7ª Mostra do Documentário Português.

Iniciam a apresentação do Panorama com a própria definição do termo. Do grego Pán + hórama, «todo» + «vista». Agora que a Cinemateca anunciou cancelamento de ciclos por falta de verbas para a sua manutenção e que o Estado emagrece em financiamento cultural, qual é o panorama da produção cinematográfica em Portugal? Como é que criadores - como são - e programadores - o assunto ao que venho - se acham no meio desta situação, há um esvaziamento ou isto tudo potencia a criação?

O ano de 2012 foi um «ano zero» para o cinema feito em Portugal na medida em que o ICA não teve disponibilidade financeira para o apoiar, como é sua obrigação (é para isso que existe). As consequências deste facto vão com certeza fazer-se sentir por vários anos. 

Não serve de consolo, mas a verdade é que nesse mesmo ano houve pelo menos a possibilidade de alguns realizadores trabalharem no âmbito de Guimarães-Capital Europeia da Cultura que, através do seu programa de cinema e audiovisuais, acabou por financiar vários filmes.

Foi por isso que o PANORAMA deste ano resolveu dar destaque a essa produção, criando duas sessões (ambas no Cinema S. Jorge) onde se mostram três filmes produzidos nesse contexto: «Em Honra de São Gualter» (de Rui Simões) e «A Menina dos Olhos» (de Regina Guimarães) passam no Sábado, 4 de Maio, às 15h; «O Fantasma do Novais» (de Margarida Gil) passa no Domingo, 5 de Maio, às 21h.

Apesar deste panorama desolador, mais chocante por sabermos que o cinema português vive um grande momento de reconhecimento internacional, é quase incrível perceber que, na área do documentário, as coisas ainda funcionam, o que se deve, sem dúvida, à persistência dos autores e às características pouco industriais, para não dizer artesanais, de produção deste género de cinema. O documentário português faz-se cada vez mais de diferentes percursos e identidades, que têm tido amplo reconhecimento também lá fora.

Qual o papel de um festival, de documentário, eminentemente português, como o Panorama? Está à partida balizado como de género, o público acompanha?

Podemos dizer que o público adere ao documentário com entusiasmo… Talvez por ser difícil ver este género de cinema nas salas comerciais, talvez por a televisão marginalizar a sua exibição, talvez por toda a gente estar cansada das fantasias «hollywoodescas», talvez por causa dos tempos cruéis que vivemos, que impelem à necessidade de estarmos atentos às realidades.

Mas atenção, o PANORAMA não é um festival, não é uma competição. É uma Mostra que tem como principal objetivo dar a ver a diversificada produção nacional de documentários; é uma Mostra que pretende ser um espaço de reflexão sobre os caminhos para onde vai e por onde se move o documentário português.

O nosso trabalho todos os anos (já vamos no sétimo ano de existência) é tentar construir, através da exibição dos filmes que selecionamos, um retrato alargado do tipo de documentários que se vão fazendo em Portugal, ao qual associamos uma plataforma de reflexão que se materializa em quatro vertentes: 

1) na rubrica «Percursos no Documentário Português», dedicada a períodos históricos ou a autores relevantes da história do documentário em Portugal, que este ano é sobre «O Documentário no Cinema Novo» e passa na Cinemateca nos dias 6, 7 e 8 de Maio;

2) nos encontros e conversas entre público e realizadores que proporcionamos no final de cada sessão;

3) nos debates que organizamos em torno de temas pertinentes, sendo que este ano o tema em foco é «Televisão: Experimentar ou Normalizar», às 17h de Sábado, 11 de Maio;

4) e no Caderno que publicamos, que reflecte a estrutura anual do PANORAMA e desenvolve as temáticas em causa com ensaios, textos teóricos, entrevistas e inventários da produção anual de documentários.

Temos consciência de que uma Mostra de filmes sem prémios é uma proposta um pouco a contracorrente do consumo cultural dos dias que correm, mas talvez estejamos a trabalhar mais para o futuro, contribuindo para a construção de públicos culturais que têm conhecimento da sua própria história, neste caso do documentário português.

O documentário é um favorito pessoal dos realizadores portugueses, temos inúmera produção, realizadores de topo, um historial longo no género, festivais de monta e o público - revejo-me - também lhe pisca o olho. O português gosta de observar e de o registar em filme? Há espaço para a reinvenção e para novas temáticas e abordagens? Tiveram 120 inscrições para esta edição...

Vimos mais de 200 filmes produzidos entre finais de 2011, princípios de 2013 e seleccionamos 56 documentários para mostrar no Cinema S. Jorge e, uma novidade deste ano, no Teatro do Bairro. Temos 17 estreias e 16 primeiras obras de realizadores. Como se pode constatar por estes números, ainda se fazem muitos documentários em Portugal e para mostrarmos mais filmes foi essencial abrirmos outro espaço de visionamento – os responsáveis pelo Teatro do Bairro foram muito generosos e aderiram logo à nossa proposta.

É lá que se vão poder ver as sessões dedicadas a filmes que se destacaram no DocLisboa de 2012 e que também se inscreveram no PANORAMA, cinco filmes com os quais construímos um programa que designámos de «Panorama DocLisboa» e que passam nos dias 6, 7 e 8 de Maio, pelas 17h ou 18h.

Mas, para respondermos à pergunta, sugerimos que se olhe para as sessões que compõem o PANORAMA, pois é aí que se reflectem as temáticas e as diferentes abordagens cinematográficas que conseguimos detectar na produção actual. Por exemplo, na sessão de Sábado, 4 de Maio, às 19h, temos quatro filmes que abordam questões relacionadas com a ocupação do território e o urbanismo: «5040» (de Inês Teixeira), «A Luz da Terra Antiga» (de Luís Oliveira Santos), «A Rua da Estrada» (de Graça Castanheira) e «Pequenos Teatros de Rua» (de Regina Guimarães).

No Domingo, 5 de Maio, às 15h, passamos dois filmes de clara intenção política que acompanham as revoltas sociais decorrentes da actual crise, mas que o fazem com linguagens cinematográficas distintas: «Manifestação» (de Carlos Godinho) é quase uma instalação artística em que a imagem em movimento é quase paralisada, enquanto «Quero-vos, Respeito-vos, Preciso de Vocês - 15M de Dentro» (de Alex Campos García) é um «cinema direto» e agitado, sobre a ocupação da Puerta del Sol em Madrid.

Na Sexta-feira, 10 de Maio, às 17h, exibem-se três filmes que exemplificam um tema clássico do documentário, ou seja, a dedicação a um protagonista e a descoberta de uma personagem que surpreende tanto o realizador como o espectador: «Teles» (de José Magro), «As Partes e o Todo» (de Levi Martins) e «Thierry» (de Rodrigo Lacerda). No Sábado, 11 de Maio, às 15h, é África que está em foco, com dois filmes em que o espaço e o tempo de um lugar se mostram em diferentes fôlegos. É disto que também é feito o documentário português.

Arrancam com uma pérola do Cinema Novo português e terminam com três biografias de três grandes sobre três grandes. Há portanto um papel de fixar a história por parte do Panorama. É importante esta revisão, cada vez mais?

Como já é tradição no PANORAMA, as sessões de Abertura e Encerramento são preenchidas com documentários da rubrica histórica dos «Percursos no Documentário Português». Esta revisitação à história do documentário feito em Portugal é uma particularidade do nosso programa que muito acarinhamos e que só é possível fazer com a colaboração da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, nosso estimado parceiro.

Pensamos que é uma oportunidade estimulante, estruturada, de dar a ver ao público em geral e, em particular, aos estudantes e investigadores de cinema, filmes que raramente podem ser vistos onde devem – numa sala de cinema. Como este ano os Percursos são dedicados ao «Documentário no Cinema Novo», vamos poder ver uma série de documentários realizados por cineastas como Fernando Lopes, Manuel Costa e Silva, José Fonseca e Costa, Faria de Almeida, António de Macedo ou António Escudeiro, quando estes estavam a iniciar as suas carreiras.

A maioria das sessões passa na Cinemateca e estão estruturadas de forma a poderem dar pistas de leitura dos filmes enquanto parte da «revolução» estética e política que caracterizou o movimento que hoje conhecemos como Cinema Novo português. Mas as sessões de Abertura e de Encerramento do PANORAMA são no S. Jorge e na sala Manoel de Oliveira, a sala perfeita para podermos ver em toda a sua dimensão o «Belarmino», logo seguido da actuação ao vivo do grupo de jazz que participou no filme em 1964 (Trio Hot Clube de Portugal), que escolhemos para abrir em homenagem a Fernando Lopes – que faleceu exactamente há um ano, no dia 2 de Maio de 2012. Pareceu-nos também que esta sala enorme e o seu ecrã gigante eram ideais para mostrar três filmes que até já se podem ter visto isoladamente, mas que garantirmos terem outro impacto vistos em conjunto.

São três curtas biografias realizadas em 1969 por três cineastas em afirmação e que aí já demonstram o que querem do cinema: uma sobre Almada Negreiros (de António de Macedo), outra sobre Fernando Lopes Graça (de António-Pedro Vasconcelos) e a última com Sofia de Mello Breyner (de João César Monteiro).

Que destacariam nesta edição - seja filmes, debates ou conversas. Sei que é inglório um destaque no meio de um programa escolhido a dedo mas, talvez, um par de sugestões pessoais?

Podemos começar por destacar mais uma inovação deste ano na estrutura do PANORAMA, que são as duas sessões dedicadas à cidade de Lisboa, filmes que nos dão uma peculiar visão da cidade e onde vamos misturar documentários dos anos 1960 com filmes recentes: a «Sessão Lisboa I» é na Quinta-feira, 9 de Maio, às 19h, que inicia com um pequeno filme de 1966, «Para um Álbum de Lisboa» (de Faria de Almeida) e termina com «Alfama, Bairro Típico de Lisboa», realizado António Ruano e Miguel Spiguel em 1970, entre os quais passam os filmes contemporâneos «Abandonados» (de Júlio Pereira), «Santa Maria dos Olivais» (de Susanne Malorny), «Sem Anos» (de Lino de Oliveira/Marta Tavares) e «As Coisas dos Outros» (de Alexandra Côrte-Real); a «Sessão Lisboa II» passa quase a encerrar o PANORAMA, no Sábado, 11 de Maio, às 19h, com os filmes «225, Rua da Rosa» (de José Ricardo Lopes) e «Domingo à Tarde» (de Cristina Ferreira Gomes).

Podemos ainda destacar a sessão das 21h do dia 4 de Maio, por ser uma Estreia do filme de João Botelho «Anquando La Lhéngua Fur Cantada». É um documentário muito original porque faz a ponte com um género de cinema muito específico na ficção, o musical, e vai passar na sala grande do S. Jorge – arriscamos porque achamos que o filme merece ser visto aí… Esperemos que encha!

Por fim destacamos o debate «Documentário no Cinema Novo», no dia 8 de Maio às 18h, na Cinemateca, pois vamos reflectir sobre a importância do documentário para os realizadores e para a renovação do cinema português da época.

«Panorama é uma plataforma aberta e viva», o que serve de antecâmara a um convite. Naturalmente que espera maior afluência do que desde 2006, mas e que tal um convite personalizado para esta edição?

Permitam-nos a ironia, mas não sei se já repararam que nos autocarros da Carris existe um slogan para incentivar as pessoas a pagarem bilhetes que diz qualquer coisa como: «valide o seu bilhete se quer que esta carreira continue a funcionar». Pois bem, nestes tempos de crise, com grandes cortes orçamentais também no PANORAMA, quase arriscaríamos a dizer mesmo: VENHAM AO PANORAMA, pois com muito público é mais fácil argumentarmos a validade desta Mostra única no contexto português, exclusivamente dedicada ao documentário e a quem gosta de cinema.

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Foto por Luís Martins


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* Originalmente publicado a 2 de Maio de 2013, na Le Cool Lisboa * 000

Le Entrevista a Rui Teigão por El Rafa

Ao aproximar de mais uma edição do FATAL, o Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa na sua 14ª edição, falamos com um dos seus programadores, Rui Teigão.
 
O teatro, mormente o teatro académico, está vivo e recomenda-se ou há alguma fatalidade também no teatro relacionado com o emagrecimento - ou a redução de visão - do desinvestimento cultural? O FATAL pretende, como grande festival de teatro académico, de carácter seminal e de natureza amadora (no sentido de profissionalização), criticar e contrariar isso?

O Teatro Universitário está vivo sim, recomenda-se e pretende sobretudo contrariar o desinvestimento cultural. É por isso que este ano voltámos a aumentar o número de grupos a apresentarem espectáculos no Festival. São cerca de 24, a maior ou uma das maiores programações de sempre. 

ŠUND Festival

«É já amanhã que começa o festival ŠUND (lê-se shund), dedicado à arte, um concurso a nível internacional para todos os estudantes e futuros artistas. A partir das 19h, a Fábrica Braço de Prata entrará na 4ª Edição do festival, com muita música e arte.»

ŠUND FESTIVAL | Fábrica Braço de Prata | 1 a 12 Maio | Inaugura a 1 de Maio às 19h

Le Entrevista a Davide Pinheiro por Ana Pracaschandra

Davide Pinheiro e a sua Mesa de Mistura:

«Para mim gostar de música é gostar sem géneros e sem barreiras, porque a música é liberdade.»

Davide Pinheiro

Conta-nos a história da «Mesa de Mistura». Em que é que se diferencia dos outros blogues e sites de música e como nasceu?

A história começa em 2011 quando comecei a ter ideias, mas não sabia como as pôr em prática. Essas ideias envolviam, mais do que a crítica de música, ser um filtro, de uma forma que eu não encontrava nem na internet em Portugal, e muito menos na imprensa.