PASSATEMPO BFF - Bicycle Film Festival Lisbon 1

Prende lá bem a bicicleta do olhar do amigo do alheio. Há gente com gula para exercitar o glúteo. Gula benfazeja é quereres ver a sessão Cinematic Shorts, do Bicycle Film Festival. 

Ganha um bilhete duplo para os Cinematic Shorts, ao dizer-me quantos filmes fazem parte desta sessão. Junta o teu nome e identificação à resposta, para aqui.

PALÁCIO FOZ | Sexta-feira, 13 de Setembro | Às 19h30 

- PASSATEMPO ENCERRADO -

Tertúlia Jazz 2, na Livraria Barata




Joaquim Monte, «Sou um sortudo»

texto: Pedro Tavares 
fotografia: Nuno Martins

Regra geral, os apreciadores de música não estão conscientes da estrutura que está em redor dos músicos e que faz com que a própria música exista. É o caso da gravação, da fotografia, do «design» ou do trabalho de edição. Os músicos são o centro da atenção, mas para que o seu trabalho chegue ao público é necessário que todo um conjunto de pessoas garanta as condições da sua actividade.

Uma dessas figuras de bastidores é Joaquim Monte, director do estúdio de gravação Namouche, em Lisboa, responsável por uma grande fatia dos registos de jazz que se fazem no nosso país e não só. 

Esta segunda Tertúlia Jazz realizou-se na Livraria Barata em Julho passado, com a participação do público presente, e é agora reproduzida em simultâneo pelas revistas online Rua de Baixo, Le Cool Lisboa e jazz.pt. 

Como é que nasceu o Estúdio Namouche?

Inicialmente pertencia à Rádio Triunfo, mas não sei a história em detalhe. Foi com Arnaldo Trindade, em Abril de 1973, que passou a chamar-se Namouche. Inicialmente situava-se em Campolide, tendo-se transformado mais tarde num estúdio também muito conhecido, o Xangrilá. Há uma história curiosa com José Fortes, que inaugurou aquilo como director técnico. O Namouche abriu a 25 de Abril de 1973 e ele estava, na véspera, com um colega a fazer os últimos retoques. O colega disse-lhe: «Que grande dia! Amanhã devia ser feriado.» Um ano depois deu-se o 25 de Abril e neste dia é feriado deste então. Passou por lá muita coisa e durante muito tempo fez-se, essencialmente, publicidade.

Le Editorial * 406 por La Cucarafa

CAOS DE SODRÉ

O i grego das ruas pejadas de bares, um porta-sim-porta-sim, sim oh sim, entremeado a Casa Conveniente e restaurantes de garfo e faca na mão sobre a chicha em bitoque. A cavalo. Mulheres a demarcar esquinas, em conta e fazendo de conta, em bicho-de-conta, patrulhando com os olhos, as ancas flácidas e a língua afilada, áreas invisíveis a estrangeiros como eu. Templos de todos os vícios e mais alguns fora da carta. Um chão rosado e um firmamento a negro, das horas tardias de todos os pardos. O Cais é um caos, em bom e infinito. Quem não gosta, não toca, mas há-de sempre - sempre - lá desaguar. / La Cucarafa

Miguel e o Rafa.El concordam com ambas as duas visões da coisa.

Somos parceiros de comunicação do Alfama-te, do Pecha Kucha Night Lisboa e da Madame. A Le Cool Lisboa não se rege pelo AO90.

Le Capa * 406

por Sérgio Augusto
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* Originalmente publicado a 12 de Setembro de 2013, na Le Cool Lisboa * 406

FILMES COM LISBOA DENTRO (1955/1959)

[1] «Lisbon» é um filme policial do actor/realizador Ray Milland, de 1956, filmado na sua quase totalidade por aqui e ainda por Cascais, Seteais e com interiores filmados na Tobis (estaria ainda na Quinta das Conchas?). É considerado o primeiro filme de Hollywood feito em Portugal e inclui esta, «Lisbon Antigua», de Nelson Riddle, adaptada de uma música portuguesa de 1937: http://bit.ly/17Sx7f7

Le Artista da Capa * 405, Rita Mota


Apresenta-te e fala-me de ti em pinceladas leves.

Gosto de coisas e pessoas simples mas desafiadoras. Coisas e pessoas felizes e com sentido de humor porque me revejo em tudo isso e apenas isso é preciso para me sentir feliz!
O que te leva a fotografar, porque fotografas tu?

Porque quando os meus pais me começaram a dar prendas «a sério», decidiram começar por me oferecer uma máquina fotográfica e logo isso bastou para deixar lá a curiosidade!

A seguir a essa e que eu me lembre, veio pelo menos mais uma, até eu comprar a minha primeira máquina! A partir daí e até aos dias de hoje, a fotografia têm-me ajudado a abrir horizontes, a ver muitas mais interpretações além das que captamos a olho nu, a desenvolver a criatividade e o sentido crítico, a conhecer pessoas e partilhar conhecimentos mas essencialmente é um exercício de relaxamento!

Le Editorial * 405 por La Cucarafa

Em cada café, uma cara nórdica a soletrar um pedido em sorriso: ga-la-o. Assim, chocalhando vogais entre língua e céu da boca. E desmonta-se o mundo todo se lhe replicam em pergunta de volta: frio, cheio, de máquina, escuro, com espuma, claro, heim? Em cada eléctrico, a qualquer hora que seja, um casal e a sua prole. De boca aberta estes e aqueles, imaginando talvez corridas de diligência pelo Oeste Selvagem aos solavancos lisboetas. Um «índio» aborda o eléctrico, finca as mãos na porta lateral e segue de pendura até onde lhe der na telha. Sem quaisquer escalpes. E sem mitos se cuidado com os carteiristas. É verdade, de onde surgiu este tão badalado receio? / La Cucarafa

Miguel e o Rafa.El acham tudo muito bem.

Somos parceiros de comunicação do Alfama-te, do Pecha Kucha Night Lisboa e da Madame. A Le Cool Lisboa não se rege pelo AO90.

Le Capa * 405

por Rita Mota

Estátua Equestre de D. José I


Um rei montado a cavalo, plantado no caroço da titânica praça que mandou rasgar depois do Terramoto. Tudo por obra e graça de um grande ministro que não deu embaraço ao arregaçar as mangas. O Marquês está , em alto-relevo na frente do pedestal da estátua. Confirma. Os dados históricos e a cronologia construtiva da coisa estão ao alcance, basta desenterrar. o restante que interessa reconhecer é todo o alarido de que são feitos os mitos e o gracejo que rodeiam o monumento. De que cor é afinal o cavalo branco de D. José? Nasceu bronzeado, mas «pátinou» com o tempo e fez-se verde. Recuperado, revive umas nuances acobreadas, mas, para bem do arco-íris, o cavalo que lhe serviu de musa e que se chamava Gentil, era negro! E agora, qual é afinal a pata direita do cavalo? / Fernando Mondego (Quadro de Louis-Michel van Loo, de 1766, comentado aqui)

Pelourinho de Lisboa

Os pelourinhos (essa coisa com tanto de menir como de totem, objecto fálico do poder judicial do passado), apreciados historicamente, evocam um passado pouco simpático. Um nada sorridente mesmo, sobretudo do ponto de vista dos prisioneiros que eram agrilhoados a ferragens para deleite dos restantes. O pelourinho de Lisboa, o da Praça do Município, perdeu essas ferragens exibicionistas em 1883, passando de mostrengo a monumento. Destruído o anterior, manuelino, durante o terramoto de 1755, o que se agora é de construção oitocentista. Agulha central da Praça, à falta de um qualquer obelisco como na Praça de São Paulo, ali perto, exibe-se agora como pelo facial lisboeta, apontado ao firmamento. / Fauna Maria (Foto de Dias dos Reis, aqui)

Eléctrico 15



Restam em Lisboa o 12, o 15, o 18, o 25 e o 28. Ditos assim, artigo e número, percebendo-se logo que falamos de eléctricos. Uma combinação de totoloto a saltitar de 5 em 5 e de 8 a 8 e com uma data de 1 e 2. Qualquer seguidor de numerologia encontraria aqui algo que comentar. Comenta-se também, rotineiramente, em eliminar um ou outro eléctrico, em repuxar esta ou aquela linha a reavivar uma Lisboa mais eléctrica e menos poluente. O 15, o eléctrico 15, cospomolita e ribeirinho, será sempre uma das últimas cartas do baralho a descartar, assim como o 28, o que fica sempre bem nos postais. Num percurso que toma mais de meia hora, Belém e Algés são servidos de bandeja a quem, de nova ou velha composição, nele embarcar desde a Praça da Figueira. / Rafa (Ilustração por M. Ramos)

Le Artista da Capa * 404, Rita Mota

- Sobe Sobe Glória Sobe

É um sobe e desce sem parar! Seja Verão ou Inverno, faça chuva ou faça sol, a Glória pertence a quem sobe e desce aquelas carruagens amarelas!

Apinhadas de gente, com turistas ou meros Lisboetas que, ou por não terem opção ou pelo prazer genuíno que sentem em se deixarem transportar pelo velhinho amarelo, vão elas, rua abaixo e rua acima. Pelo meio, um ou outro atrevido salta para a carruagem, agarra-se e ali vai ele, do lado de fora, para toda a gente ver.
Em cima: Alfama, o Castelo, Miradouros, o Chiado...

Em baixo: Rossio, Restauradores, as ruelas da Baixa Pombalina, com as suas lojas e lojistas singulares…

Dois pequenos mundos que se completam energicamente. Um leque distintíssimo de cores, cheiros e sabores, ligados pela eterna Glória da cidade das 7 colinas.

Do Miradouro de São Pedro de Alcântara inspiro uma Lisboa rendida a quem a percorre. No regresso a casa expiro a eterna vontade de voltar.

Le Capa * 404

por Rita Mota

Le Editorial * 404 por Le Cool



LIVRO DE PONTA

Regressamos dali do lado (uns quantos e quantas de baixo, este e aquela de cima e aqueloutro, o bandalho, de além-mares), ligeiramente mais tatuados de sol do que à partida. A cor bronzeada liga bem com o azul do céu e com gelado de pistacchio a deslizar em cascata pela queixada. Lisboa devia ser apenas uma praça, nada mais, uma praça. Com mantos de areia sobre o Tejo, espreguiçadeiras em vez de colinas e um penacho de verde e coqueiros aqui e ali. que concordar, não é?

Miguel e o Rafa.El acham tudo muito bem.

Somos parceiros de comunicação do Alfama-te, do Pecha Kucha Night Lisboa, da Madame e das Amêijoas à Bulhão Pato de Odeceixe. A Le Cool Lisboa não se rege pelo AO90.

Le Entrevista a Dito Von Tease por La Cucarafa [ENG]

Who is, in fact, Il Dito?

“Behind the finger” there is an art director, illustrator and graphic
designer.

I’m from central Italy. Actually I live and work in Bologna, a beautiful city
known as “the red, the fat and the acknowledged” so famous for being red-
painted and political-left-positioned, for good food and for arts and culture.

I think that growing up nestling in beauty of arts, eating good food and
Italian friendly sociality have created the right atmosphere to help developing
my creativity.
Although sometimes I have the temptation to turn me from an index into a middle-finger and to flee abroad.

Le Editorial * 403, por Le Cool

O SOL...

... quando nasce é para todos. E para a Le Cool Lisboa também. Nós vamos a banhos e voltaremos em Setembro, com as pilhas recarregadas para melhorar o apontamento cultural a Lisboa. Vamos à vida, fazemo-nos ao mar, ao frete da areia entre os dedos dos pés e à bola de gelado a escorregar queixo abaixo, a malandra. Ao campo, sem cidade e com serras, daqui a nada nos vemos, agora mesmo nos vamos. Estica-te aí na lona e deixa-me passar-te a loção solar pelo lombo. Depois trocamos que é devido. E, enquanto suspiras e coças o olho, estaremos de volta aqui. Beijos e abraços e todos os Le Coolios!
 
Miguel e o Rafa.El acham tudo muito bem.
 
Somos parceiros de comunicação do Alfama-te, do Pecha Kucha Night Lisboa, da Madame e do Verão. A Le Cool Lisboa não se rege pelo AO90.

Le Capa * 403

por Margarida Girão


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* Originalmente publicada a 8 de Agosto de 2013, na Le Cool Lisboa * 403

Le Entrevista a Margarida Girão por Rafa

Tu, Margarida Girão, portuguesa e afins, que voltaste agora de calcorrear o mundo (américas latinas, sul e semelhantes), que achas daquela velha história de turistas versus viajantes?

São opções e por vezes circunstâncias, ah! e também atitude. O resto são nomes numa história velha e chata. :)

O que trouxeste da tua viagem de volta a Portugal, Lisboa criou-te aquele bichinho carpinteiro português chamado de saudadinha?

Não criou bichinho algumApenas tive saudades gastronómicas: do verdadeiro caldo verde e da dourada grelhada.

Agora, por dentro ou não consegues deixar de pensar em fora, a viagem deu fruta?

Agora quero ter calma.

Deu muito sumo e um livro de recordaçõeshttp://margaridagirao.com/?portfolio=south-america-book


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* Originalmente publicada a 8 de Agosto de 2013, na Le Cool Lisboa * 403

Le Entrevista a Peter Evans (Octeto) por Pedro Tavares [PT]

O Peter Evans Octet vai tocar a 8 de Agosto em Lisboa, durante a 30ª edição do Jazz em Agosto na Fundação Gulbenkian. O Pedro Tavares trocou umas palavras familiares com o músico.

Este octeto surge do teu quinteto, com a inclusão de Brandon Seabrock, Dan Peck e Ian Antonio. O que estás a tentar alcançar e/ou explorar com esta adição e com estes músicos? 

Este grupo é sobretudo sobre juntar personalidades e «vozes» musicais incríveis - todos estes tipos são únicos. Posso dizer sobre os músicos que eles são «caracteres» extremos, em alguns casos, completamente lunáticos. Então a ideia é gerar uma situação e que os seus estilos e sons possam ser combinados e libertados para o público em geral. O meu objectivo é explorar com composição e improvisação com estes músicos e permitir que todos explorem o seu máximo alcance. Quase todos tocam múltiplos instrumentos.

Fala-me da importância de Mark Gould e Evan Parker no teu trabalho como músico.

Ambos são importantes influências e mentores na minha entrada na música criativa!

Quais são os teus favoritos trompetistas?





Aqui tens uma lista de alguns dos meus favoritos:
Roy Eldridge, Kenny Wheeler, Woody Shaw, Axel Dörner, Mongezi Feza, Nate Wooley.

Le Entrevista a Peter Evans (Octet) por Pedro Tavares [ENG]

Peter Evans Octet is due to play on the 8th of August 2013 in Lisbon, while on the 30th edition of Jazz in August (Jazz em Agosto) in Gulbenkian Foundation. Pedro Tavares exchanged a few familiar words with the musician.

This octet comes from your quintet, Brandon Seabrook, Dan Peck and Ian Antonio coming in. What are you trying to achieve and/or explore with this addition and with these musicians?

This group is mostly about featuring incredible personalities and musical voices - all of these guys are so unique. I can say about all of the players that they are extreme “characters”, in some cases complete lunatics. So the idea is to provide a situation where their sounds and styles can be combined and unleashed on the general public. My goal is to explore and experiment with composing for and improvising with these musicians and allowing everyone to explore their full range.  Almost everyone is playing multiple instruments. 

Tell me about the importance of Mark Gould and Evan Parker in your work as a musician.


Both are important mentors and influences at my entry into creative music making!

Who are your favorite trumpeters?

 Here is a short list of some of my favorites: Roy Eldridge, Kenny Wheeler, Woody Shaw, Axel Dörner, Mongezi Feza, Nate Wooley.