Le Entrevista a Adeline Michèle (Escort) por João Freire

Em princípios de 2000 Dan Balis e Eugene Cho conheceram-se e iniciaram uma longa viagem musical. Após uma breve conversa telefónica de 15 minutos com Adeline Michèle, francesa de nascimento e vocalista da banda, fiquei a conhecer um pouco mais do que move esta (grande) banda.

Como é que a banda começou?

O Dan e o Eugene conheceram-se na faculdade. Queriam fazer música disco, da maneira antiga. Primeiro em sets de DJ, depois mais a sério começaram a compor.


A banda é grande. Chegam a ser 18 em palco. Qual a razão para uma banda tão multi-instrumentista?

Quando eles começaram a gravar sabiam a sonoridade que queriam. E acima de tudo queriam usar o som de instrumentos reais nas gravações, não apenas usar samples. E queriam que os concertos tivessem o mesmo som que as gravações, daí terem optado por usar também instrumentos reais nos concertos em vez de os "samplarem".



Portanto a música é feita já com concertos em mente?

Sim, a parte ao vivo tem uma grande importância na maneira de ver e sentir a nossa música. Queremos que as pessoas se divirtam, que passem uns bons momentos, que dancem.

A vossa música é feita de luz, cor, alegria, movimento. Acham que bandas como a vossa podem contribuir para retirar as pessoas de um estado de tristeza e de quase depressão, fruto das dificuldades dos dias de hoje?

Claro que sim. É mesmo isso que pretendemos ao vivo. Que as pessoas deixem os problemas na rua, à entrada do concerto. E que vibrem e se divirtam tanto como nós o fazemos quando tocamos.

A banda já existe há muitos anos. Nunca vieram a Portugal por falta de vontade ou por falta de oportunidade?

Nós somos uma banda complicada de viajar. Mesmo em formato reduzido somos cerca de 10, num concerto normal cerca de 18. Já imaginaste a logística de transporte, alojamento, alimentação? Tem que ser num contexto interessante quer para os promotores, quer para nós. No dia antes de tocarmos em Lisboa vamos estar em Barcelona. Só assim é que rende fazermos concertos. Até porque, se calhar por sermos uma banda com tantos elementos, nunca fazemos tours muito grandes. Tocamos 2 ou 3 dias seguidos e voltamos a casa para descansar.

Obrigado. E espero que gostem da vossa estadia em Portugal.

Obrigado. Sim, que apesar de não irmos ficar muito tempo queremos sem dúvida sentir o ambiente da cidade e, claro, a comida.

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