PASSATEMPO Doclisboa 4 - Berlin Alexanderplatz (partes VI e VII)

Rainer Werner Fassbinder assina esta série que é apresentada em segmentos no Doclisboa. Para um de dois bilhetes duplos para assistires a Berlin Alexanderplatz (partes VI e VII), responde para aqui a

- Qual o único filme de ficção científica feito por Rainer Werner Fassbinder?

BERLIN ALEXANDERPLATZ (PARTES VI E VII) | City Alvalade - Sala 1 | 31 Out às 11h

- PASSATEMPO CONCLUÍDO - 

PASSATEMPO Doclisboa 3 - The Pervert's Guide to Ideology

Seria demasiado fácil perguntar-te quem é o senhor ao centro da ilustração, mas já te arranjo outra questão.


Para um de dois bilhetes duplos e para aqui, diz-me pelo menos cinco filmes comentados por Slavoj Žižek neste «The Pervert's Guide to Ideology».


THE PERVERT'S GUIDE TO IDEOLOGY | Voz do Operário | 30 Out às 22h

- PASSATEMPO FECHADO - 

PASSATEMPO Doclisboa 2 - Pussy Riot: A Punk Prayer

As Pussy Riot tornaram-se um fenómeno global após a sua actuação em duas catedrais moscovitas, em dois momentos que montaram num clip só e do qual receberam represálias. 
Para um de dois bilhetes duplos para esta sessão, responde para aqui a
- Que membros das Pussy Riot foram (ou estão ainda) encarceradas? 


* Foto por Igor Mukhin



- PASSATEMPO FECHADO -

PASSATEMPO Doclisboa 1 - Olho Nu

Para a Sessão Especial de Abertura Heart Beat, do Doclisboa, lança-se o filme Olho Nu, de Joel Pizzini. Para um de quatro bilhetes individuais, enumera para este e-mail, cinco álbuns da figura em que se centra o documentário de Pizzini.

Olho Nu | Cinema São Jorge - Sala Manoel de Oliveira | 25 de Outubro às 21h30

- PASSATEMPO FECHADO -

Retrosaria Rosa Pomar

locais em Lisboa que nos fazem lembrar a infância. Pode ser por causa dos gelados que comíamos em pequenos, dos caramelos que os avós nos compravam, do cinema onde fomos ver o primeiro filme ou do jardim onde conhecemos o nosso primeiro amor. E depois a Retrosaria Rosa Pomar que vende tecidos, lãs e outros artigos, que pretende recuperar as tradições do tricot, do crochet e do patchwork e que especial atenção à qualidade dos produtos e do serviço prestado aos clientes de forma presencial e online. E se te fizemos ter saudades dos tempos de criança, fica a saber que podes frequentar workshops de técnicas têxteis todas as semanas ao Sábado. Além de ocupares o teu fim-de-semana de forma original ainda podes aproveitar para tricotar umas meias quentinhas para o Inverno que vem. / Ana Azevedo

onde 
Retrosaria Rosa Pomar, Rua do Loreto, 61 - 2.º Dto

quando 
3ªa Sábado: 10h-19h 

quanto 
Diverso

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* Originalmente publicado a 24 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 412

Le Capa * 412

por Sérgio Augusto

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* Originalmente publicado a 24 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 412

Le Entrevista a Ana Azevedo (Le Cool Team) por Rafa

De onde vens, quem és e para onde vais (mesmo que não bebas Nicola)? 

Venho de muitos sítios, depende sempre do dia em que me encontres. Posso estar facilmente a regressar do Porto, de Istambul, Berlim, Nova Iorque ou mesmo da República Dominicana, mas é certo e sabido que regresso sempre a Lisboa. 

Sou um amontoado de contradicções que fazem perfeito sentido em mim e na minha cabeça. Ainda assim é mais fácil dizer-te o que já fui: o bebé mais antigo da maternidade, a portuguesinha em Itália, a nortenha em Lisboa e a lisboeta no Porto, a pessoa com mais sotaque no local de trabalho (ganhei um prémio e tudo!), aquela que envia SMS românticos à chefe por engano, trabalhadora-estudante durante 2 anos, a child-hater organizadora de babyshowers, alguém esquisito que só fuma depois de jantar, a maior devoradora de delícias turcas do país, locutora de rádio por um dia, estrela de karaoke por umas horas, visiante em prisões holandesas e portuguesas também, trendscout
nas horas vagas, redactora do Zoomarine e Le Cooliana até na alma.

Vou para onde me deixarem e sei sempre para onde vou antes de partir, mesmo que me baralhem o ponto de partida. Não tenho nunca medo de ir mas tenho muito medo de um dia não querer voltar. 

E bebo sempre café, mesmo que não seja Nicola. 

O que te dá prazer em escrever para a le cool, esquecendo os meus elogios, claro? 

Os teus elogios são aquilo que me tem mantido por cá e que espero que ainda me mantenham mais uns tempos! Acho que se não fosse isso já tinha ido escrever para outra cidade. Mas o que me dá mesmo prazer a escrever é não só poder partilhar com os lisboetas as coisas boas da vida, mas poder sempre mostrar esta paixão que me une à cidade onde nasci mas donde fui levada aos 5 anos. É como se estivesse a regressar à minha cidade-alma e Lisboa me estivesse a receber de braços abertos, qual polvo alface!

Lisboa é uma... a) Cidade de que adoro sair para poder sempre voltar, b) Um amontoado de casas com tesouros por entre todas as suas gretas-rua, c) Onde o fado recebeu presentes dos reis magos,
d) Todas as anteriores? 

Todas as anteriores. E ainda mais algumas que me fazem sempre muito feliz. Lisboa é casa, é a minha cidade-berço, a minha amante e a minha amada.

O que surgiu primeiro, o Fado ou a Amália? e há todas as severas e os marceneiros... 

Para mim é o fado! Gosto de acreditar naquela coisa do Destino, de um intricado de linhas emaranhadas que nos guiam ao próximo passo e confluem num bordado perfeito que é a vida de cada um. A minha de preferência vivida em Lisboa, com amores menos ilícitos que os das severas, mas igualmente musicados pelos marceneiros alfacinhas.

Por onde levas a conhecer lisboa, quem nada dela conheça? 

Ao Mundo todo, como te disse! 

Depende sempre dos dias e onde vou, mas já converti muitos portuenses, alentejanos, algarvios de gema e na categoria internacional, turcos, lituanos, espanhóis, franceses, húngaros, alemães, holandeses, austríacos, finlandeses, suecos e espanhóis que são os mais fáceis! E sabes que aquilo de que todos falam é a luz de Lisboa, a comida, o rio, o sol que nos mima e os bairros típicos. 

Mas tenho de confessar que de vez em quando também me deixo converter por eles um bocadinho. No entanto, sou incapaz de trair Lisboa, por mais do que uns dias. Flirto e tenho casos românticos com outras cidades, mas namoro sério para casar, só com Lisboa.

Qual será o pódio dos teus segredos de lisboa. Ou «schiu», que ninguém deve descobri-los.

O pódio dos meus segredos é o bairro onde vivo, Campo de Ourique. Esses não conto a ninguém. 

Já os outros, deixo-os por estas páginas, quando valem mesmo a pena. Não tivesse eu como lema de vida: «Um amor só se torna maior, quando partilhado». É assim com tudo na minha vida e Lisboa não é excepção.
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* Originalmente publicado a 23 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 412

Um, dois e muitos

Ainda que à primeira enganadora mirada, a cabana de leitura de Marta Wengorovius (em colaboração com Francisco Aires Mateus e Ana de Almada Pimentel) se assemelhe a uma sauna aninhada junto às árvores do Botânico, ao virar de página piscando o olho, essa aparência esfuma-se. Que nem uma brasa se tocasse ao de leve o gelo finlandês. Um, dois e muitos é um projecto associado da Trienal de Arquitectura de Lisboa e «consiste numa biblioteca itinerante dentro de uma cabana de leitura». 60 livros dispostos numa prateleira, para quem os apanhar e para quem os quiser. Uma reclusão desejada, num objecto volante, acomodada num dos locais mais pacíficos de Lisboa. É um eremitério dentro de um deserto, um convite. / Rafartiri

onde 
Jardim Botânico, Museu de História Natural, Rua da Escola Politécnica

quando 
3ª-6ª: 10h-17h, sáb-dom: 11h-18h 

quanto 
Gratuita, sujeita a marcação
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* Originalmente publicado a 22 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 411

Embaixada

O Príncipe Real é um jardim de embaixadas. Mas, se de um lado da Praça os Emirados se vêem representados, do outro a embaixada é em solo português e reserva surpresas em dois pisos. Fora isso, a simetria esgota-se no nome e nas árvores que preenchem de verde o jardim. A Embaixada recheia o neo-árabe Palacete Ribeiro da Cunha, de 1877, de diversas marcas que se unem transversalmente: são independentes, na portugalidade... Storytailors, Amélie au Théâtre, Shoes Closet, Paez, Urze etc. Não se confunda com a LX Factory (aqui expõe-se a criatividade, não assentam os criativos) e nem se tome o espaço como centro comercial (é uma galeria com o sabor de - ironia ao revivalismo - bazar). O Restaurante Le Jardin oferece, a aliar aos prazeres do prato, a contemplação total do caroço do edifício. / Rafael Alfacinha

onde 
Embaixada, Praça do Príncipe Real, 26


quando 
Das 12h às 2h, todos os dias 

quanto 
Entrada livre
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* Originalmente publicado a 22 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 411

Qosqo

A premiar um salivanço por comida peruana que vinha desde a rua, uma desarmante simpatia por parte de quem nos recebe no QosqoUma daquelas que, antevejo, certamente abraçará qualquer viajante que almeje percorrer os caminhos andinos do Inca (com ou sem lama). Como qualquer lisboeta que não tenha posto ainda os cotos naquele país da América do Sul (com nome de ave doméstica, os anglo-saxónicos acenam em espanto e grugulejam outro), o meu saber culinário peruano resume-se a Ceviche. Mas nesta cevicheria, pela sabedora e peruana mão da chef Sara Zegarra, de Lima, mergulhamos de quechua levantado na gastronomia peruana. Além do mais, este é um Pisco Bar e o Sour é, à falta de mais nuvens a rondar a Machu Picchu que lhe orna a parede esquerda, etéreo! Que é como dizer Sumacmi! / Rafa El

onde 
Qosqo, Rua dos Bacalhoeiros, 26A

quando 
3ª-5ª: 13h-16h e 20h-23h, 6ª-sáb: 13h-16h e 20h-00h, dom: 13h-16h
quanto 
~15€/pessoa

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* Originalmente publicado a 22 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 411

Forte de Santa Apolónia

E agora, para algo completamente novo: o Forte de Santa Apolónia. Não me refiro às casas de banho dessa estação ferroviária, nem sequer a algum taxista mais entroncado que lhe habita a praça de táxis. Comento mesmo o Forte de Santa Apolónia, também apelidado de Baluarte de Santa Apolónia ou Bateria do Maniqueduas colinas a norte da estação que te povoa o imaginário. Construído por volta de 1650-60, inacabado e colocado na prateleira bélica porque a guerra se tinha esgotado, chegou-nos em tal estado de ruína que a Torre de Belém viraria rubra. Mas um plano, regozija, que prevê transformar o fraco forte num franco espaço verde, com um parque infantil e talvez uma cafetaria. É pr'amanhã? / El Rafa (Foto de 1947)

onde Rua do Forte de Santa Apolónia


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* Originalmente publicado a 22 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 411

Cone à Portuguesa

Quando me descreveram a coisa, franzi a língua. Como ao tirar e pôr o carro, eternamente, na garagem da vizinha, também a minha língua se recolheu melindrosa. Mas se ser um pouco de pessoa portuguesa envolve o estranhar antes de o entranhar, que ser aventureira com o palato. Assim, parti à descoberta, em misto de amazona e de Pessoa sem buço, disposta a abraçar a experiência deliciosa que é o Cone à Portuguesa. Ataquei o Cone Pescador, onde bacalhau desfiado, queijo da ilha, cebolada e espinafres se degladiavam pela atenção do meu paladar. Continuei a demanda com um Cone Selvagem, em remate certeiro de cogumelos, queijo de cabra e pesto artesanal. Enquanto as papilas gustativas recuperavam os sentidos, enxaguei-as com uma limonada da casa e atapetei-as de batatas em oitavos. Delicioso! Se bem que o conceito seja de grab n' go, o difícil é desmarcar da Rua de O Século! / Ana Ema

onde 
Cone à Portuguesa, Rua de O Século, 224


quando 
2ª-sáb, das 12h à 00h 

quanto 
Entre 4,25€ e 4,95€ o cone

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* Originalmente publicado a 22 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 411

Le Entrevista a Vera Marmelo, por Rafa

Para quem anda nestas andanças de acompanha-eventos-e-assiste-a-concertos-e-
escreve-sobre-os-ditos, o teu nome e o teu trabalho não passam despercebidos. Como te apresentarias para os restantes?


Sou uma rapariga que vai a muitos concertos. Gosta de música e de pessoas. Usa a fotografia para comunicar e se ligar a estas duas coisas. Ao mundo da música e a pessoas.

De certeza que já ouviste muita malta a gozar com o teu apelido. Como - civilizadamente - lhes respondes? E sem civismos, como é?

Nunca foi necessário responder a gozos. Na verdade sou sempre eu a fazer questão de sublinhar o meu apelido. No final de contas ninguém se irá esquecer muito facilmente de uma Marmelo.

Como e quando começaste a ver a fotografia como algo mais do que mera observação quotidiana?

A viragem foi o início do blog. Partilho o meu trabalho, sem pudores, na internet. E foi no início dessa partilha que marcou o início. Foi no final de 2006, depois de fotografar uma edição do Festival OUT.FEST, no Barreiro, cidade onde ainda moro.

Os teus retratos e reportagens versam muito sobre o mundo da música, como é que começou este «arranjinho»? A malta vai voltando e pedindo novos trabalhos? Tens lugar cativo - esta é curiosidade minha, que já te vi lá inúmeras vezes, em pose e lugar privilegiado de observação - junto ao palco do aquário da ZDB?

Este arranjinho não é um contrato, é natural. Tal como tu te habituaste a ver-me em lugares «cativos», também os músicos se acostumaram a mim. E é diferente ser um modelo, ou ser uma pessoa que «tem de ser fotografada», mas que a maior parte das vezes não gosta de o fazer. Mais vale que a tortura seja sempre infligida pelo mesmo. Aconteceu ser eu, no caso de muitos deles. Na ZDB encontras-me muitas vezes porque me agrada a programação, porque gosto de lá fotografar e porque encontro lá amigos.

Para onde te leva o mundo da fotografia - fala-me de livros editados e a editar, de exposições e de outros projectos volantes. 
Vou continuar a fotografar, óbvio. Estou a preparar as coisas novas do You Can’t Win Charlie Brown e isso deixa-me muito contente. Há e-mails de outros músicos à espera de respostas.

Vou, obrigatoriamente e sem sofrimento algum, continuar a fotografar os concertos de que gosto. Tenho sempre em stand by uma série de retratos que vou fazendo a amigos quando os visito. E sim, depois desta zine, há a vontade de continuar com edições neste formato, para arrumar a casa. Preciso de me organizar. Andei, sem grande cuidado, a fotografar durante os últimos 7 anos e pode ser interessante tentar perceber o que tenho.

Projectos e ideias não me faltam, vai faltando o tempo para os concretizar.

Lisboa é uma menina e moça? O que te cativa na nossa cidade?

A luz, como a todos, a massa de água infindável que temos à nossa frente e os sorrisos familiares dos amigos com quem é tão fácil me cruzar por aqui. Sentir espaços como a ZDB, a Casa Independente e outros como um bocado meus. E estar a ser constantemente motivada, por pessoas que conheço por cá, a fazer cenas.

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Foto por Margarida Pinto 

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Ligação v-miopia.blogspot.com


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* Originalmente publicado a 21 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 412

LISBOA DESENHADA 22

22 (7-02-2014) ► Bem a jeito da esferográfica na Praça das Flores. A motoreta do Quiosque de Refresco.

Le Entrevista a Noiserv, David Santos, por Rafa

Sem mais necessárias apresentações, até porque esta não é a primeira entrevista que te faço, como está agora a faceta musical do David Santos? Ou seja, em matéria de adjectivações, mais madura, mais contido, mais seguro, mais firme?

Acho que acabas por responder na pergunta. Sinto que enquanto músico estou mais maduro e até tecnicamente mais evoluido, e acho que isso se sente nas músicas. No entanto, não acho que isso me dê mais segurança porque o receio de fazer algo que as pessoas não gostem se mantém. 




Como tem sido o percurso do Noiserv nestes últimos tempos, um maior tempo dedicado à composição, à criação e a colaborações, como com os You Can't Win, Charlie Brown? O teu percurso tem sido, recentemente, de produção contínua, com A day in the day of the days em 2010, o duplo One hundred miles from thoughtlessness, A day in the day of the days em 2011 e, este teu último, AVO (Almost Visible Orchestra), de 7 de Outubro de 2013. É seguro afirmar-se que a música - o ser músico - já é aquilo que te define em absoluto?

Acho que sim, estes últimos 3 anos 100% dedicado à música e a tudo que a ela dizem respeito, fazem acreditar que isto já é a minha vida em completo.

O ser músico em Portugal, mesmo um em ascenção e com notoriedade como Noiserv, é uma caminhada complicada. Julgo que concordarás. O que achas que é necessário e que foi necessário para ti neste processo de crescimento?

Acho que é complicado e que continuará sempre a ser uma caminhada longa e dificil. Acima de tudo, acho que é necessário nunca desitir, e acreditar que realmente se sentimos que existe algo que gostamos mesmo de fazer não podemos desistir apenas porque às vezes é dificil ou parece impossível. Não há truques, nem formas de fazer da melhor maneira. Apenas não desistir é uma certeza para que um dia resulte.

Quanto ao novo álbum, o AVO (Almost Visible Orchestra), já antes de o ouvirmos se revela uma óptima peça de colecção, com um puzzle que te revela frontalmente e por detrás. Como te surgiu esta ideia criativa - que imagino todos irão querer guardar ciosamente, como objecto de colecção que é - e representa algo na tua música e nesta edição? A desconstrução de algo?

A ideia tem muito a ver com todo o processo que envolveu a composição deste disco. O qual, no inicio não era mais que um puzzle totalmente desconstruido, com vários pedaços de músicas soltas. As ilustrações que compõem o puzzle, essas sim, poderão revelar todos os meus estados de espirito em todo este processo, por vezes construído e outras vezes descontruído.

Cada música que fazes representa um pedaço de ti, correspondem a episódios, a histórias? Será, cada álbum que fazes, e este em particular, uma autobiografia?
Acho que os meus discos serão sempre uma autobiografia musical da minha vida, e do período em que fiz as canções. As músicas acabam por relatar episódios, histórias, mas acima tudo as vivências e estados de espirito que fui tendo.

Que podemos contar para próximas edições, o que te interessa criar e que te puxa a curiosidade em termos musicais?

Estou ainda muito perto deste novo disco para perceber qual será o próximo passo, neste momento estou focado em conseguir que estas novas músicas cheguem da melhor maneira possível às pessoas, só daqui a uns tempo, conseguirei pensar qual será o meu «futuro» musical.

Foto por Vera Marmelo


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Ligação : www.noiserv.net


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* Originalmente publicado a 18 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 412

Le Editorial * 411 por Ana Ema

TAKE ON ME

Estava eu a saborear deliciada um fecundo triângulo de leitão num boteco de canto ao Cais, quando a bomba rebenta. A televisão dependurada no canto, a altura de pessoa e meia (mais meio, menos meio Modulor), debitava VH1. Desde sempre que este canal se destina a repescar coisas que batem na alma e nos glúteos de quem trilhou pistas de dança e ginásios de liceu, nos oitentas e nos noventas. Agora, deixei uma trinca em espera, triângulo na mão e espanto no semblante, passava «Take on Me» dos a-ha. Toda a malta no balcão se calou, clientes viraram-se, três empregados estancaram, extasiados, estáticos, todos em escuta e fincados no ecrã - sinto até que os eléctricos e a cidade fora os acompanharam. Quase quatro minutos de puro delírio e volta a trinca. / Ana Ema

Miguel e o Rafa.El darão o nome de Morten ao seu primeiro filho (a cada respectivo, claro).

Somos parceiros de comunicação do Alfama-te, do Pecha Kucha Night Lisboa e da Madame. A Le Cool Lisboa não se arruma pelo AO90.


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* Originalmente publicado a 17 de Outubro de 2013, na Le Cool Lisboa * 411