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Le Editorial * 382 por Henry Limit


Enquanto o São Pedro goza comigo, nessa sua saga de fazer de nós marionetas ora à chuva, ora ao sol; vou pensando em Lisboa. Porque raio, diz-me tu Lisboa, é que tanta casa definha sem gente, nesta terra de bem? Os censos talvez registem ar e espaço, paredes vazias, mas eu preferiria pessoas, famílias, cães e gatos, a encher janelas e quartos, portas e travessas. / Henry Limit

O Miguel e o Rafa.El pensam em coisas constantemente. E depois põe-nas catitas, vírgulas e tudo, ilustram com foto à medida e publicam com pompa no Facebook. A isto chamam filosofia pronta-a-vestir (prêt-à-porter era presunçoso).

Le Artista da Capa * 382, Bolos & Bolachas

Lisboa está mais doce.

Chama-se Bolos & Bolachas e é realmente um doce de trabalho. Tal como Lisboa, onde a tradição e a inovação se cruzam, em novos bares e novas casas dentro de bairros típicos e antigos, a Bolos & Bolachas cruza velhos sabores com a imaginação de duas amigas jovens e dinâmicas.

Cristina Luís e Paula Brandão, nascidas na tradicional cidade de Lisboa, arregaçaram as mangas, pegaram nos sabores antigos das receitas das avós, recriaram receitas e inventaram novos paladares para bolos, bolachas e compotas caseiras.

A aventura começou em novembro de 2010 e desde então surgem parcerias com casas tradicionais, além da venda direta a particulares, geralmente alguém que provou as bolachas em casa de um amigo… e adorou. A produção cresce todos os dias, e diariamente nascem ideias para novos sabores. Lembrar o antigamente com bolachas de manteiga, personalizadas ou simples, ou inovando com uma deliciosa compota de pimento vermelho, eis um projeto de fazer crescer água na boca.

Le Capa * 382

Por Bolos & Bolachas

Le Entrevista a Ana Duarte Carmo (Le Cool Team) por Rafa

És certamente uma apaixonada da cidade, pois claro, o que te agrada mais ao fazer uma descrição de Lisboa?

A verdade é que trago Lisboa no coração. Agora estou a viver em Nova Iorque e sabe ainda melhor descrever Lisboa a quem por nunca lá passou - descrever as ruas, os cheiros e as pessoas do lugar de onde venho. Contar-lhes como é bonita a luz, o rio e as colinas. Mostrar-lhes a música e o cinema que lá se faz e convencê-los, por fim, com as comidinhas que irão provar. Dizer-lhes como Lisboa consegue ser antiga, cosmopolita e uma pechincha tudo ao mesmo tempo. E depois ter de lhes explicar porque é que a deixei para trás, mas poder dizer-lhes que por ser tão apaixonada por ela, escrevo textos à distância para a sentir mais perto.