Le Artista da Capa * 250, Preta Lisboa

Surge “no” momento. Constituída “por” pessoas. Cria “os” projectos dela e deles. De Lisboa para “os mundos”, Dos “nossos mundos” para Lisboa. Vê e contacta-nos AQUI

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* Originalmente publicada a 29 de Julho de 2010, na Le Cool Lisboa * 250

Le Capa * 250

por Preta Lisboa

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* Originalmente publicada a 29 de Julho de 2010, na Le Cool Lisboa * 250

Le Entrevista a Jordi Burch por Mami

Sou o Jordi Burch, fotógrafo que vive em São Paulo. Sou apaixonado por Lisboa e, porque sou apaixonado pelos meus amigos – quando chego, o que mais interessa é estar com eles e Lisboa é um cenário de paixões. Costumo passar o tempo na galeria Kameraphoto e gosto de tomar um vinho no Noobai. À noite vou muitas vezes jantar ao Estrela Morena e de seguida, encontro sempre alguém no bar Agito. Em Lisboa só consigo fotografar pessoas – aprecio a luz "fetiche" da cidade, mas não me dedico muito a fotografá-la. Dedico-me mais a levar com ela.

Se pudesse mudar alguma coisa, mudaria o Martim Moniz. É a nossa Chinatown, mas é tão desprezado que se torna pouco frequentado. Se fosse ladrão por um dia roubaria o Terreiro do Paço, para o oferecer às pessoas.

Le Editorial * 249 por Rafa

Avecedário

Agora entra a LeCool que nem torpedo pelo Verão adentro, velocidade de cruzeiro entrando pelos teus olhos, apetitando adocicando-te as noites, fresca que nem gelado de manga com bolas em minarete escorrendo já sobre a bolacha crocante, refrescando-te as tardes e fazendo sombra sobre a pachorrice e o monótono passajar do sol enquanto penteias das pernas grãos de areia de tardes passadas em praia. Os grãos de areia são já um prenúncio de Oceano. E o concurso de oleados e de bronzeados ainda vai no adro do aquecimento. Lisboa quer-se marota; cheia de histórias para colares aos turistas ou mostrares de peito cheio que conheces todos os botecos para beber jolas ao preço da uva mijona ou aquele restaurante escondido ilegal que parece que existe só para ti. Puxa dos galões de alfacinha enrobustecido e mostra como ninguém, ainda que verdes-alface como tu, que dominas a movida de Lx 24/7!

E a LeCool dá-te um abecedário lisboeta que te faz ser ave! René, Miguel , Mami e Rafa apostam em certeza absoluta, que este será o melhor Verão que tiveste até agora! Quem nem brisa, a LeCool segue suavemente planando de olhar em olhar! 

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* Originalmente publicada a 22 de Julho de 2010, na Le Cool Lisboa * 249

Le Artista da Capa * 249, Preta Lisboa

15 de Outubro de 2009, algures numa taberna ideal a PRETA ecoou. Entre ovos mexidos e xerém de bacalhau, entre vinho e chá da Marcela, entre designers, artistas plásticos e ilustradores, confirmava-se e desejava-se a urgência e vontade de criar. Criar por criar, criar para nós, criar para os outros, criar por desejar, criar para encantar, criar para trabalhar, criar para viver, criar para aprender, criar para crescer, criar para nascer. “São os putos deste povo a aprenderem a ser Homens” como canta Carlos do Carmo. Lisboa inspirou-nos e juntou-nos. No Outono concretizámos o primeiro projecto, no Inverno outros. Na Primavera a Le Cool sorriu-nos no Castelo.

No Verão sorrimos todos juntos. Lisboa é eléctrico, Lisboa é fadista, Lisboa é carril, Lisboa é criança, Lisboa é sardinha, Lisboa é mulher, Lisboa é corvo, Lisboa é rio, Lisboa é...
 Vê-nos por aqui : PRETA

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* Originalmente publicada a 22 de Julho de 2010, na Le Cool Lisboa * 249

Le Capa * 249

por Preta Lisboa

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* Originalmente publicado a 22 de Julho de 2010, na Le Cool Lisboa * 249

Le Entrevista a Bob Da Rage Sense por Luísa Baptista

Olá, chamo-me Robert Montargil da Silva aka Bob da Rage Sense link, nascido em Luanda, vivo há 9 anos em Lisboa e sou músico de profissão, tenho 3 álbuns desde 2003. Diários de Marcos Robert é o meu mais recente trabalho discográfico e o meu favorito, o que me deu mais trabalho e prazer a fazer, o mais introspectivo liricamente. Sonhos? Dar aulas em África e viajar pela América Latina. Sou muito observador, adoro aprender todos os dias e ensinar o que aprendo a outras pessoas, partilhar coisas boas que existem na sociedade e no mundo. Adoro viver em Lisboa, a cidade mágica, cada canto conta uma história, é uma cidade que me inspira a escrever por si só.

Neste momento é a capital "mestiça" da Europa, pelo grande crescimento de diversidade cultural. As pessoas são muito particulares tanto pró bem como pró mal, enfim, um povo e uma cidade única e original.

Le Editorial * 248 por Rafa

Lisboa é uma mulher a vezes dura e impiedosa. Mas sempre quente e uma excelente anfitriã. Das suas colinas seios desce a sua pele cidade em encostas até ao rio, vencidas por meios mecânicos que vacilam em carris chilreando há um século. Do seu sulco se faz rio e se chama Tejo, feito Mar da Palha a perder de vista e rasgada de pontes, perfeita moldura para tardes em jogo de miradouros, petiscando cerveja e linguajando conversas de amigo. Feminina femina Lisboa, cidade do ocidente cheia de Oriente e bem vindo áfricas e américas em igual. Mulher com porto de abrigo e mulher de risco medido, feminina de toque lento de sol assolapado enquanto descreve o arco do dia no vácuo azul de céu, feminina de aveludada luz mancheando as suas casas de tonalidades que fazem morrer de inveja qualquer povo que se diga de norte. Lisboa é uma mulher inconquistável e tu o seu amante.

Desfruta a cidade pela mão da LeCool. René, Miguel , Mami e Rafa beijam Lisboa pela manhã ao acordar, de tarde pela canícula e pela noite fora refrescando! Beija também Lisboa continuamente! O brinde para a grande festa lisboeta é este, passa-os de mão em mão!

Le Artista da Capa * 248, Bráulio Amado

A capa é uma ilustração sobre acção, movimento, mãos sujas e mergulhos de cabeça. Fazer coisas, criar. O tema é FAZ. Lisboa não está morta, precisa é de mais gente apaixonada e romântica o suficiente para se parar de queixar. Podes ver-me por aqui e por aqui.

Le Capa * 248

por Bráulio Amado

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* Originalmente publicada a 14 de Julho de 2010, na Le Cool Lisboa * 248

Le Editorial * 247 por Rafa

Dia Internacional de Alguma Coisa ou o Dia Internacional de Algo. Brincamos com expressões como em palpos de aranha, meter o Rossio na Betesga e o Bota-Abaixo, enchemos a boca delas sem lhe saber o significado e nem um dia lhes dedicamos.

A LeCool desata o nó górdio que é a atribulada Lisboa pela via que lhe convém, lavando as mãos de um programa de dias que não se quer vazio. Povoam-se as ruas agora que é Verão e já se ouve o trovejar dos carros na ponte, atropelando-se em ânsias de praias da outra margem. Se Marta morresse de calor, ao menos morreria farta e não é só a arraia-miúda que deseja sol e praia, é a Lisboa inteira que se vê de toalha e de cerveja arrefecendo nas mãos! A LeCool baliza-te as noites e dá-te a movida para o Verão! René, Miguel , Mami e Rafa cantam em coro: hoje é o Dia Internacional de Lisboa!

Rola, desliza, dedilha, tacteia e folheia a tua LeCool, logo aqui pela tua direita. Passa que nem estafeta a LeCool de mão em mão!

Le Entrevista a André Correia por Mami

Olá! Sou o André. Ando a ver os rios navegarem e as pessoas a mudarem. Arranco sorrisos ao ritmo do sol, isqueiros solares na mão e olhos nos olhos, coração quente e contente. Lisboa soa-me a cidade-filme, suspensa no deixa-andar... acelerada e apressada.

Sem saber para onde quer ir. Encanto-me a retocá-la na imaginação. Acorda, Lisboa radiante! E sorri à tua beleza. Canta e dança, às tuas gentes e ruas. Suspira aos teus fados. Deixa-te ser mas sê! Acorda e brilha corajosa, na tua luz tão deliciosa. Um sonho? Ocuparmos os telhados de Lisboa, uma-grande-festa, operação-relâmpago-inesperada, larga-escala-combinada. Grafitarmos o “Tecto” da cidade todo de cores, limpas e puras. Celebrar e criar. Maravilhar. A lembrar que é tão fácil mudar.

Le Capa * 247

por Bego Claveria

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* Originalmente publicada a 8 de Julho de 2010, na Le Cool Lisboa * 247

Le Artista da Capa * 247, Bego Claveria

Sou designer gráfica e ilustradora, e acho que é mesmo por isso que quando trabalho gosto de misturar técnicas analógicas e digitais. Quando faço ilustração normalmente começo com a caneta e o papel, mas dou sempre os toques finais no computador. É a maneira de ter o melhor dos dois mundos. Para esta capa fiz muitos desenhos de coisas que me lembram o Verão, e depois fiz a composição final, a tipografia e a cor no Photoshop.

Desde que cheguei a Lisboa tenho estado a trabalhar como freelancer, mas quando morava em Barcelona trabalhei em diferentes estúdios. Acho interessante trabalhar com outras pessoas, pois é a melhor maneira de continuar a aprender. Para mim o ideal seria combinar essas duas vertentes - trabalho individual e em grupo. Eis-me então à procura de trabalho num estúdio de design em Lisboa.

Nesse sentido, nada melhor que dar uma vista de olhos no meu (_portfolio_). 

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* Originalmente publicada a 8 de Julho de 2010, na Le Cool Lisboa * 247

Le Entrevista a Rita Ruivo por Rafa


Rita Ruivo, joalheira e artista plástica ou qualquer outra designação desde que não me limite. Crio jóias e objectos mediante uso de técnicas de joalharia e de artes plásticas no geral, utilizando todas as técnicas de manipulação de materiais possíveis, aplicadas à pequena escala e em objectos usados no corpo. Gosto de experimentar outras áreas e técnicas, colaborei em moda e em direcção de arte para publicidade. Divertir-me com o trabalho é essencial.

Projectos e ideias são muitas: uma exposição numa ourivesaria tradicional da baixa de Lisboa, contrapondo o trabalho tradicional com uma abordagem pessoal e cruzar a joalharia com outras áreas, como a ilustração por exemplo, que adoro.
Lisboa é um diamante fluorescente. Raro e valioso! É uma cidade com um potencial do qual por vezes parece não se aperceber.

Le Editorial * 246 por Rafa

Ensaboamo-nos de trabalho até que a secretária sugira a miragem de um divã a vogar tranquilo sobre as águas de um qualquer Oceano, preferencialmente um que acabe em ICO ou então em ÍBAS e em que a ideia de Verão é de ano inteiro. O computador ganha a forma de fruta exótica onde se pode inserir uma palha listrada de branco/vermelho e de onde se pode sugar o suco da cena sordidamente. Qualquer pequena leve brisa parece empurrar o corpo por uma corrente de ar e de água e de ondas, onde o tuga não se ouve como língua oficial nem de bola corrida. As vuvuzuelas morreram e ficaram prostradas em África esmagadas por elefantes bicolores; morra Vuvu, morra! No país volta-se a ouvir a engrenagem mecânica e pouco oleada que dormitou destes dias em demasia e bola-se a bola para a frente. Em entretanto, nesta frente de eventos LeCool, nós sugerimos-te o melhor a melhorar desde já o Verão! Verás que não é pouco não. Discorre a lista, discorre!

O René, o Miguel , a Mami e o Rafa indicam 1 X 2 e apostas múltiplas nos eventos LeCool desta semana – vai a todas!

Isto é um doce para passares aos teus!

Le Entrevista a Francisco Bahia Nogueira


Posso dizer que me chamo Francisco Bahia Nogueira, sou arquitecto e fotógrafo – ainda que sem qualquer ordem – mas suspeito que isso não me defina. Sou, isso sim, fascinado por imagens. Gosto daquelas que impõem perguntas e adivinham respostas.
Dá-me gozo jogar com o espaço, o tempo e outras dimensões improváveis cristalizadas numa fotografia. Construir uma memória paralela através de jogos de luzes e contrastes. Estar – enquanto fotógrafo – dentro e fora do cenário fotografado.

Talvez fruto desta ilusão, não sou o maior fã de tele-objectivas e prefiro as grandes angulares. A lente com que leio o mundo vibra com pessoas, lugares desconhecidos, arquitectura. Derrete-se com a luz de Lisboa, de onde venho e onde não posso deixar de voltar.

Le Editorial * 245 por Rafa

O manjerico vive da cultura da oferta e da troca por alturas dos Santos lisboetas – trocam-se mimos e votos, frases feitas e outras apontadas de momento, piropos e brejeirices. É a planta do quero-te, do desejo-te, do vou ter-te – uma tradição pagã por alturas da divina festa da sardinha e da bifana.

Apetecia oferecer-te o número 7, assim de bandeja, toma. 7 dias faz a LeCool o teu programa de semana com as suas sugestões; 7 são os dias que de 5ª a 4ª vêm preenchidos com o que de melhor se passa por aqui. E 7 são os golos que nos fazem caminhar e sonhar mais além que o Cabo das Tormentas. E Sextas são conhecidas por fazerem história, de começo de fim-de-semana pelo menos…

O país voga como Jangada de Pedra e a LeCool é a timoneira de Lisboa, traz a Mensagem do bom que é para ti seres alfacinha de pronto, de gema, de sopro, de corpo; alfacinha, pois então!

O René, o Miguel , a Mami e o Rafa sugerem que escolhas ao calhés um evento LeCool e que vás, que saias – atreve-te a fazer algo não planeado!

Dá esta de presente, posta numa bandeirinha de manjerico!

Le Editorial * 244 por Rafa

... galaró, a puxar a brasa toda a si, brilhante e prateada, senhora cheia de si.

Com todos ou a solo, despida deitada sobre o pão, enxugada ao de leve de sal, toma duche de azeite e então sai para o arraial. Ela é a rainha dos Santos, dona e senhora de Lisboa, mete-te o apetite a jeito em tarde de sol e também em noite de meloa! A bela sardinha gingona, toda pimpona, dengosa – rainha do teu prato e enfeite do teu estômago, ternura para o teu palato e carinho de Lisboa.

O lisboeta veste-se já quase de Verão, brinca trocando a cidade pela areia de praia, o chato sapato pelo chinelo de dedo e a camisa pelo tronco em pêlo. E enquanto sonhas com paisagens idílicas, dolce fare niente e marguerita na mão, damos-te o menu da cidade.

O René, o Miguel , a Mami e o Rafa já comeram mais sardinhas este ano que eu sei lá e aconselham – uma sardinha e uma leitura à LeCool por dia prolongam a longevidade e a fertilidade!

Passa este manjerico aos teus amigos que amam Lisboa!

Le Entrevista a João Gomes por Rafa

João Gomes, sociólogo e gestor, cinéfilo aspirante a cineasta que procura novo fôlego pessoal e criativo. Tenho um projecto de documentário no qual sou co-autor e serei realizador, que está prestes a garantir financiamento e arrancar. Colaboro na reescrita e produção de uma curta metragem sobre o Fernando Pessoa. Criei recentemente um cineclube na área de Alfama e entretenho-me a escrever sobre cinema no meu blog e na revista Take.

Adoro a cidade onde sempre vivi, há inúmeros recantos a conhecer em Lisboa, muitos mesmo. É grande a sensação de casa aqui, várias das suas zonas se associam a fases da minha vida. Costumo dizer que tenho 4 casas que são as minhas raízes, a minha morada espiritual (expressão do Scorsese): a minha casa na Estefânia, a Cinemateca, o Estádio da Luz e o Incógnito. Longa vida às 4, não passo sem elas.