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BarAlto

Este restaurante, aparte tudo o restante que se encontra reunido numa visita que vive na memória e no palato como inesquecível, tem um ponto alto no meu percurso gastronómico. O BarAlto, que reabriu no passado Outubro de 2012 com nova - e dedicada - gerência, exibe cozinha de autor por parte das diligentes mãos criativas de António Latas. Tasca de fusão comodamente decorado - sentes-te que nem em casa - é descrita pelo chef como "tasca de fusão". O seu playground é a ementa. O ponto alto foi a primeira experiência em cozinha molecular. O restante, foram uma sucessão de vivas por parte da claque dos sentidos: Paté de salmão com cebolinho, Pão com azeitona, Risotto em papadine com molho de iogurte e um Risotto de camarão com vinho tinto. Pausa para um sem número de onomatopeias de apreciação. Agora mesmo a visita. / Óscar Amado

Le Editorial * 386 por Óscar Amado


Caro Pedro, São, sei que a austeridade te cabo da pinha, pois da minha também, achaques. Deixa de fazer cair o chuvisco inconstante ou terei que sacrificar uma ou um virgem para te aplacar? A procura seria complicada e austero era o Inverno. Tu, que controlas ventos e marés, tempestades e greves da Transtejo, se arranjas uma série da Fox para acompanhar e deixas de jogar com o tempo lisboeta como se fôssemos Pinball. A paciência e os chapéus de chuva do chinês têm limites e estes normalmente duram uma chuvada  (parece-me que os chapéus são descartáveis, todo um cemitério pelas ruas da cidade). isso, OK? / Óscar Amado

O Miguel e o Rafa.El recusam-se a usar chapelinhos, não sabem o que é isso. Somos parceiros de comunicação do FESTin, do Alfama-te, do Café Improv e da Madame. E gostávamos de ser do Museu de Cera (o Tussauds, não o outro).

Le Editorial * 381 por Óscar Amado


Fecham-se bares e agendam-se manifs! Pintam-se palavras de ordem ao tempo do PREC e jigajoga a malta pela escadarias todas de São Bento. A malta das feiras que assentou arraias no Camões se foi, alto ia o baile Rua do Alecrim abaixo. Contesta-se horas de abertura e de fecho, malditem-se os notívagos que estão tramados para beber um copo entre as 4h e o após. Ou entre as 24h e o até (depende do sítio). Outra época e isto era Carson City. Mas é Lisboa, espera-se que assente, porque tanto de bom por e como está. Ou não? / Óscar Amado

O Miguel e o Rafa.El jogam à bisca no Jardim da Parada e tomam um mata-bicho no café do bairro. Só porque pisca o sol em Lisboa.

Le Editorial * 380 por Óscar Amado


As escadas rolantes da Baixa-Chiado são a metáfora da situação económica portuguesa. Sempre lentas, a maior parte do tempo paradas na subida e (quase) nunca bloqueadas na descida, aos solavancos nos vão levando até ao topo da colina do Chiado, que tarda sempre em chegar. E depois, claro, os chicos que ultrapassam pela esquerda, na melhor parábola do desenrasque de que me lembrei hoje. Mas não quero estar aziago, até porque contorno essa viagem usando a bicla, pois então. Acho, sobretudo, que esta história de crises pode dar um infinito alimento para a criação. Filmes, vinhetas, caricaturas, partituras, novas óperas do falhado, curtas aziadas, comédia e canção de intervenção, viagens de pregação e pregadeiras, muitas pregadeiras. Vamos começar a criar? Isto é um oceano de motivos! / Óscar Amado

O Miguel e o Rafa.El previnem-se e investem em postais para o verão (Para o inverno, enchem-se de gabardinas e de peúgas, para contrabalançar os chapéus de chuva dos chineses).