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Piscinas de Lisboa

Desenvolver guelras é ainda uma capacidade que não possuímos, até ver! Mas podemos sempre tentar arduamente que as ditas se desenvolvam em diferentes meios aquáticos. Por isso se o teu sonho é de alguma forma te tornares numa espécie de homem-peixe, se gostas de barbatanas nos pés ou se apenas achas que o teu sítio é mesmo dentro de água, sugerimos que não percas nada disso, mesmo no Inverno, e vás a banhos numa das várias piscinas municipais de Lisboa. Podes escolher qual a que fica mais perto de ti e tentar convencer os responsáveis que bom mesmo era se houvesse ondas e água salgada. Talvez tenhas sorte e eles te deixem entrar com as barbatanas e a prancha. Se não tiveres sorte pelo esforça-te o suficiente para que a tua touca de banho seja reconhecida como o objeto de desejo da próxima estação. / Ana Azevedo

Casa do Alentejo

Um outro edifício repleto de história e, possivelmente, dos melhores locais de Lisboa para mostrar a um amigo de visita com a segura pretensão de o deixar boquiaberto. A Casa do Alentejo mete neo em tudo, do átrio neo-mourisco ao salão neo-rococó, passando por elementos barrocos, arte nova, medievais, góticos, naturalistas, renascentistas e o mais que encontres em jogo de procura. Todo este caldo arquitetónico surgiu do Arquiteto Silva Júnior em 1919, aquando da adaptação do espaço a casino como Magestic Club, assente sobre o Palácio Alverca, do Século XVII, construído sobre trechos da muralha fernandina. Palco de teatro partilhado entre duas salas, pequena biblioteca, tasca e restaurante alentejanos e uma visita a agendar para amanhã. / Fauna Maria

Miradouro do Monte Agudo

Será dos miradouros menos conhecidos e menos frequentados do Centro de Lisboa. Mas nunca é tarde conhecê-lo. Apetrechado com quiosque e esplanada, convenientemente chamada de Café Esplanada do Miradouro do Monte Agudo, tem também uma pérgola e uma representação gráfica em azulejo da vista que se tem sobre Lisboa, como é habitual nos pontos de vista feitos na época (Sra. do Monte e São Pedro de Alcântara também têm). Os acessos estão meio encampotados, mas está assinalada uma entrada pela Rua Heliodoro Salgado, na Penha de França e uma escadaria desde a Rua Ilha do Príncipe, no Bairro das Colónias, que lhe chega a passada. Parque e floresta, uma escola como vizinha, Lisboa silenciosa e com muitos murmúrios, café ou chá em perfeição para ver a luz de Lisboa desvanecer-se num céu purpúreo de fim de tarde. / Rafa

Sociedade de Geografia de Lisboa

Este complexo é dos tesouros de Lisboa que serão menos conhecidos - lisboetas incluídos - numa linhagem que abarca o Procópio, a Estufa Fria e o Laboratório Chimico. De um tempo em que os exploradores e as suas explorações faziam todo o sentido de ter um ponto de encontro que os acolhesse, a Sociedade de Geografia de Lisboa inaugura o seu quarto e definitivo edifício em 1897 nas Portas de Santo Antão. Seguia a passos largos a exploração de África e Ivens, Capelo, Serpa Pinto e outros, deixavam as migalhas que fundamentavam o mapa cor de rosa. Quadro de Vasco da Gama perante o SamorimCartoteca e Biblioteca e um acervo vastíssimo relacionado com o Portugal explorador, como padrões autênticos colocados nas costas de africana. Leste bem - padrões! / Rafael

Le Artista da Capa * 381, Gajo

Não é porque sou um gajo de gatos, é porque Lisboa também é assim. Cheia de bichanos. Tenho a certeza de que concordarás. Se não é bem a mesma coisa dizer sobre felinos o que se diz dos portugueses, "o que faz um português fazem logo...", por outro lado aqui estes tarecos têm todos uma disposição que parece adivinhar que são irmãos. Até porque o são. Primeiro, gostam do quente porque está frio e até parece que vai nevar em Sintra. Segundo, as personalidades entram em conflito na altura do farnel e da bola (um é do Belenenses). O de chama-se Taco e é o rebelde da maralha, o do meio é Tantra e deve haver uma história sobre isso que se me eclipsou, o de é o Futre porque cresceu com os olhos um pouco mais em bico.

Le Editorial * 381 por Óscar Amado


Fecham-se bares e agendam-se manifs! Pintam-se palavras de ordem ao tempo do PREC e jigajoga a malta pela escadarias todas de São Bento. A malta das feiras que assentou arraias no Camões se foi, alto ia o baile Rua do Alecrim abaixo. Contesta-se horas de abertura e de fecho, malditem-se os notívagos que estão tramados para beber um copo entre as 4h e o após. Ou entre as 24h e o até (depende do sítio). Outra época e isto era Carson City. Mas é Lisboa, espera-se que assente, porque tanto de bom por e como está. Ou não? / Óscar Amado

O Miguel e o Rafa.El jogam à bisca no Jardim da Parada e tomam um mata-bicho no café do bairro. Só porque pisca o sol em Lisboa.

Le Capa * 381


Por Gajo

Le Entrevista a Nuno Félix (Le Cool Team) por Rafa

Diz-me lá, como o outro, quem és, de onde vens e para onde vais.

Acho que isso é tudo muito bonito... tu queres é saber por onde é que eu ando! Mas eu não vou dizer! (se calhar vou) Mas garanto-te que já bebemos uma cerveja juntos ou um café, podemos não nos conhecer, mas isso já aconteceu de certeza... precisamente nesse dia! Era eu. Mas posso-te dizer para onde vou... embora cliché... ando à procura da felicidade, não de um trabalho perfeito, de uma vida perfeita, mas da felicidade só, simples. E é para lá que estou a ir... e neste momento estou no largo do Rato. E amanhã? Também vou estar, depois já não sei!

Mas assim à bruta... tenho 27 anos “acabadinhos” de fazer e cheguei de uma odisseia no estrangeiro há relativamente pouco tempo. É a vida... é a vida...