Pessoa repousa em estátua em frente à Brasileira do
Chiado, estendendo a mão como que a acenar a quem passa (ou tentando
talvez afastar o turista que o massacra em fotos). Já brincou ao GeoCaching, tem Casa Museu e não aparece no seu próprio relato em Lisbon, What the Tourist Should See. Sentei-me com ele na pequena cadeira que o ombreia e perguntei-lhe:
Que tal esse ser estátua.
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
À força de diferente, isto é monótono,
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
