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Le Entrevista com Luís Vieira por Rafa El
Apresente-se sucintamente e diga-me como surgiu - e qual é - a sua relação com marionetas.
Desde criança sempre tive um fascínio por marionetas e imagens em movimento. Era algo que me emocionava. Ver aqueles seres que pareciam vivos e, ao mesmo tempo, intrigava-me a relação existente entre quem os manipulava e as próprias marionetas. Parecia-me algo mágico. Eu nasci na Guarda, onde passei a minha infância e adolescência, onde brinquei aos cowboys no meio de barrocos gigantes e foi aqui que estudei música e acabei por ter um grupo de música que dava bastantes concertos e me fazia sonhar. Mas esta atracção pela arte do movimento talvez tenha começado com o meu pai que, quando trabalhou para o Inatel, fez alguns acompanhamentos a bonecreiros, e eu ia com ele, levava-os aos sítios para fazerem espectáculos, tal como levava películas de cinema a aldeias aonde não havia cinema. Mas o início do meu trabalho como criador e actor-manipulador já foi em Lisboa.
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