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Le Entrevista a Twin Shadow por Luísa Rosa Baptista
"Pronto, têm 20 minutos! Quando estiver quase a acabar eu depois venho aqui avisar que é para fazerem as últimas perguntas, está bem?” E com as indicações da responsável portuguesa do Pepe Jeans Singular Festival começou a entrevista a Twin Shadow, meio-dia solarento, Chiado, Lisboa, 1 de Setembro de 2011.
Data extra no Clube Ferroviário, numa tournée já longa e que não tem prazo para acabar, uma vez que “o objectivo é cobrir o máximo da Terra possível”. Este concerto fez a cidade andar num reboliço à conta dos bilhetes. Os portugueses parecem adorá-lo, tocou 4 vezes este ano no nosso país. Nós chegamos pertinho para tentar saber o que este rapaz (George Lewis Jr.), nascido na República Dominicana e crescido na Flórida, tem de tão especial para andar a tocar nos melhores festivais do mundo. Numa conversa que acabou por ser tudo menos formal, revelam-se pequenos detalhes da vida do homem por detrás do músico.
A banda que o acompanha (Andy Bauer – baterista; Wynne Bennett – teclista e Russell Manning – baixista) estava presente e deu-nos algumas dicas. Mais cool que isto era fazer as malas e entrar com eles no próximo avião. Vontade não faltou.
Le Entrevista a Dj Ride por NunoT
Quem é Dj Ride?
Dj Ride é um miúdo que gosta de scratch, bicicletas, gadget's, electrónica e hip hop. Cheguei a fazer downhill quando tinha 14 anos, mas como perdia sempre virei-me para os campeonatos de Turntablism. Ficava dias e dias fechado em casa só a treinar scratch. Comecei por fazer festas no sótão com uns amigos, mas nunca ninguém aparecia. Tive alguns projectos com MCs e bandas, desde o jazz ao rock. Nessa altura conheci o Stereossauro e formámos os Beatbombers. Foi mais ou menos nessa altura em que participámos no primeiro campeonato de scratch, em Lisboa. Ninguém me conhecia na altura e, como ganhei, para além de levar algo bastante diferente dos outros djs, aquela noite teve mesmo muito impacto na comunidade de djs/turntablism nacional. Basicamente a partir daí nunca mais parei, lancei álbuns, vinis, colaborações com músicos, bandas e actuações de norte a sul do país e algumas idas lá fora também. Vi o meu hobby tornar-se aos poucos o meu full time job e tem sido incrível poder viver da música a fazer aquilo que
amo.
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