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Le Editorial * 367 por Rafa

Conto de Farras

O Miguel , a Fauna Maria e o  Rafa.El adoram uma boa farra. Para um melhor mapeamento destas serras que são colinas e que formam Lisboa, o que nos dá mais prazer é ir colecionando tascas em Mourarias e Alfamas e arrabaldes que tais. Jogo da bola se o houver na caixa, amendoins à descrição, sopa da Ti Juliana ou o verde caldo com ou sem uma rodela de chouriço como bóia, bifana abafada em molho que aperta artérias só de lhe colocar o olho em cima. Lisboa é também popular e ainda bem.

A uma farra das tuas, cubro a aposta com uma das minhas a dobrar. Cada taberna de Lisboa é um templo e assim um santuário onde a crise é comentada e surge palpável se alguma vez a mini escassa.

Le Artista da Capa * 367, Maria Bouza Pinto

Chamo-me Maria, tenho 28 anos... e na verdade não gosto muito de falar sobre mim...

Quando era pequenina (e continuo a ser, mas um bocadinho menos) gostava de desenhar casas e queria ser arquitecta como o meu pai... No entanto a vida trocou-me as voltas e foram os imensos livros infantis que a minha mãe colecciona e do qual sempre estive rodeada que me trouxeram até aqui.

Cheguei
a passar pela faculdade de arquitectura, mas ao fim de uns anos e desgostosa com o curso fiz as malas e mudei-me para Barcelona. Trabalhei em bares (aproveitava para desenhar nos guardanapos), numa loja ( desenhava as pessoas que passavam na rua), num museu de zoologia (desenhava os animais, coitados... embalsamados), call-center (aqui não dava mesmo para desenhar), traduções (nem aqui)... e estudei ilustração! Desde 2006 tenho vindo a trabalhar como freelancer tanto para Espanha como para Portugal. Depois de cinco anos e meio regressei a Lisboa em Abril e às vezes ainda falo «portinhol».

Podem
encontrar-me aqui e aqui.

Lisboa
é um grande amor, mas farto-me de zangar com ela. Como com (quase) todos os grandes amores.

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* Originalmente publicada a 22 de Novembro de 2012, na Le Cool Lisboa * 367

Le Capa * 367

por Maria Bouza Pinto

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* Originalmente publicada a 22 de Novembro de 2012, na Le Cool Lisboa * 367

Le Entrevista a Michel Simeão por Rafa


Quem é de facto Michel Simeão - o que não nos conta a biografia anexa ao Festival Córtex e que está por detrás do criador deste mesmo. Como se passa do teatro para um evento que catapulta o cinema?

O Michel Simeão é acima de tudo uma pessoa que não sabe estar parada! Quando dei por mim a gerir o meu próprio Espaço Cultural em Sintra, para além de fazer os meus espetáculos de teatro e programação em parceria com o José Chaíça, senti necessidade de olhar à minha volta e perceber que mais poderia eu fazer para dinamizar e agitar culturalmente a Vila de Sintra.

O cinema tornou-se o caminho óbvio, dado que sou um apaixonado por esta arte que nunca esteve devidamente representada no concelho. Quando percebi que nunca tinha havido nenhum evento cinematográfico em Sintra, foi claro para mim que teria terreno para desbravar e lancei-me em mais uma aventura. No fundo ando sempre à procura de poder oferecer culturalmente algo fresco e vibrante, isso tem caraterizado todo o trabalho que tenho desenvolvido até hoje, como "A Visita Guiada à Casa Assombrada" em Lisboa, por exemplo.