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Le Artista da Capa * 383, Gajo

As ruas de Alfama - e as casas de Alfama - têm uns quantos segredos dentro, por fora, por detrás. Incluindo este cão, que parece questionar-me de uma maneira muito humana. Ou é isso ou é um olhar tipo *wtf*.

Le Editorial * 383 por Ana Ema

LISBORAMA

Eu sempre quis dizer: o ponto G da ordem de trabalhos não vai ao âmago da coisa ou não é profundo como devia. Pois então. E tenho também o sonho de ser fotografada pelo Alfaiate Lisboeta, em transe de compras ou a dar um passo à frente do outro no Carmo. Lisboa e o sol, recomeçaram a sua história de amor. Mais dia menos dia e estamos em modo primavera, a colecionar cafés e esplanadas, vistas e miradouros. / Ana Ema

O Miguel e o Rafa.El chocam uma virose - parece que anda por , por todo o lado.

Le Capa * 383

Por Gajo

cemitério de comboios

A visita propriamente dita é ilegal: ou se ou se salta a cerca. A Refer zela pela "segurança" nos intervalos de zelar pelos seus negócios muito próprios. Mais o Frazão (isto rima!) da EMEF e o (hard)core business da CP. Um ponto de arrabalde a poucas dezenas de metros de uma antiga estação urbana, substituída entretanto por um bloco suburbano. Por vezes uma máquina a destruir material ferroviário, um pico de uma máquina estúpida que tudo arrasa. Ainda sobram carruagens, locomotivas, pinturas, encenações... Abate? Salte-se a cerca. / Fotografia e texto de Hugo Strawn

Peixaria É Fish

Quem se lembrar daquela velha e parva expressão adolescente que dizia «Se é fixe, é peixe», ponha o dedo no ar! Nós desconfiamos que os donos do nº 55 da Praça das Flores são pessoas também com boa memória e foi exatamente nesta frase que se inspiraram cerca de 5 meses quando batizaram o seu novo espaço com um nome que É fish”. Para combinar com o nome, várias espécies do dito, em versão fresco e diretamente vindo dos Açores todos os dias, que pode ser entregue gratuitamente em tua casa, desde que mores na cidade mais bonita do Mundo. Mas se peixe não for bem a tua onda podes sempre escolher sabores mais nipónicos que vão chegar a ti graças à parceria destes senhores com o famoso Umai. Não precisas de ser fixe, para mesmo assim teres entrada na peixaria com o nome mais fish de Lisboa. / Ana Azevedo

Super Mário

De sítio mais improvável de ser elogiado, o Super Mário passa a ser aquele com maior possibilidade de pôr a marchar uns estupendos Chocos à Lagareiro ao jantar. Com alguma tinta! A cada sábado, talvez, repetindo à segunda, em modo cozido/assado/preencher ao gosto da cozinha, quem sabe, acompanhados de umas ótimas batatas a murro, sempre, com ou sem futebol na televisão e alho a gosto a pedir ser aclamado rei pelo palato. Aconselha-se reserva se o grupo for grande, o resto é improviso, pois que no Super Mário a refeição é sempre sem rede. agora, que estamos por aqui, como se chama mesmo o dono? Pontos negativos se responderes o "óbvio" Mário. Bingo se acertares. / Rafa El

Le Entrevista a Lino Palmeiro (Le Cool Team) por Rafa

percebi também que és o segundo maior de Lisboa - o primeiro sou eu, claro. Como te aconteceu isto? É como ser de um clube, os teus pais ofereceram-te um cartão de sócio de Lisboa no berço?

Vou começar pela questão de ser o segundo maior fã de Lisboa - penso que o resto vem por acréscimo. Sou half alfacinha, alentejano de berço e cria. Mas em Lisboa, primeiro foram as pessoas, claro, e depois as casas o que me prendeu. Os interiores das casas antigas, com cozinhas com vista para o Tejo e quintais com nespereiras. De ir do Bairro até ao Príncipe Real a ouvir os galos a cantar e o som contínuo das rotativas dos jornais. Mas não foi no século XIX...

Ainda hoje não entendo a necessidade de manter a fachada mas sem se cuidar do estudo e da preservação dos interiores da arquitectura alfacinha. A gaiola pombalina, os tabiques, os estuques, o soalho de tábuas corridas - gosto disso tudo.