Para o menino e para a menina e para a velhinha que não quer que a açorda a faça gorda, para amantes da culinária nipónica, auspiciosos pretendentes da gastronomia de sol nascente. Para qualquer necessidade premente na mente, cozinhado oriental a orientar de última hora, maki a enrolar jantares conjugais, conjunções de sushi em porções abundantes de sésamo ou soja ou picante ou wasabi. Goyo-ya é a mercearia. É a escolha acertada, diria aquela revista que bem-conduz os consumidores. E, se não a escolha económica, é sobretudo a mais ampla. Aqui as marcas e os produtos são mesmo da terra do Sumo, sem cópias ou outros predicados. Até Maneki-neko autênticos têm, dos verdadeiros, japoneses como manda a tradição. Agora, sem hesitações, brinde-se a sake! / Fernando Mondego
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Muxima de Angola
A um passo do topo da Calçada de Santo André, a tal do caminho ascendente do 12 e descendente de turistas perdidos e boquiabertos, um restaurante angolano. Casa familiar, simpática e pequena no tamanho, mas grande no gesto e enorme na prova. É a gosto que o prato se enfeita de Muamba de Galinha (que a um olhar parecia óptimo, se bem que eu don't do carne, mas as caras de quem o provou sorriam deliciadas), de funge a acompanhar, de cacusso grelhado com um divinal molho benzido por uma qualquer divindade africana, de banana cozida, de batata doce-que-doce, de feijão de óleo de palma a atapetar a coisa toda. Numa expressão, o prazer; numa palavra, o desejo de voltar. O palato retiniu que sim. / maria ninguém (Foto de FlipVinagre)
Le Artista da Capa * 391, eLa
Um cultivo ao dia e a Lisboa não sabes o bem que lhe fazia. Eu tenho uma horta numa encosta de Lisboa - centro. Tenho um ponto de água, leiras por culturas, vizinhos diligentes, um cão que a ninguém pertence e a cada alguém dá um nome diferente, sementeiras em casa e sol no nabal. Não é apenas uma homenagem a Ribeiro Telles, é uma homenagem também à cidade e a mim.
Primeiro, saco da terra aquilo como que me coso.
Segundo, a cada cultura sua sentença e tenho aprendido tanto com os vizinhos e com o Borda D'Água.
Terceiro, aromáticas em casa a postos para a salada. O restante no campo, à espera da enxada.
Mais urbano do que ter uma horta urbana? Não o vejo. E a sopa que faço e a comida que teço, nunca souberam tão bem.
Le Editorial * 391 por maria ninguém
Grimes, disse eLa. E eu ouvi como ninguém. Lisboa nunca precisou tanto de heróis, daqueles a quem dedicam estátuas, descerram bustos ou a quem a necrologia dedica três páginas e cinco caixas. Além do herói colectivo que é a gente desta cidade desde o século XV, maré vai e não vai, juntam-se e untam-se umas quantas personagens ao nosso panteão das qualidades. Para já, Gonçalo Ribeiro Telles, que recebeu o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe em virtude de tantas utopias que marcaram passo em Lisboa e que agora até vai arrepiando caminho. Como a história das hortas, como foi com o corredor verde et cetera. Já tens também uma horta, nem que seja na varanda? / maria ninguém
O Miguel e o Rafa.El andam rezingas porque o Sol anda a gozar com a tropa.
Somos parceiros de comunicação do LandArt Cascais 2013, do FATAL, do SÛND, do Panorama, do Alfama-te, do Café Improv, do Pecha Kucha Night Lisboa e da Madame. E sonhamos em ser do Bieber. Ou não.
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