Jonas Runa encontra-se com João Barradas no Lisbon Week, num concerto que
será memorável em toda a adjectivação possível, no Teatro Thalia, a 26 de Setembro.
Tocam no Teatro Thalia, um espaço cultural devolvido a Lisboa, no contexto do Lisbon Week e a convite do programador musical deste evento, Carlos Martins. Como encararam este convite e a hipótese de se apresentarem num espaço que não recebia música há dezenas de anos?
É um privilégio actuar no Teatro Thalia, onde foi estreado o Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett e óperas significativas para a cultura musical em Portugal. De facto, durante o século XIX, passaram por esse teatro as mais importantes figuras musicais da época. Sinto-me particularmente tocado pelo «mote» em latim do teatro, que se encontra à entrada: «Hic Mores Hominum Castigantur», que significa «Aqui serão castigados os costumes do homens». A música, tal como o teatro satírico, deve ser um desafio à inteligência, sensibilidade, e aos costumes (musicais) de cada época. A música de arte procura a revolução na continuidade.