Depois de um período a especializar-se em fotografia de moda em Nova Iorque, Nian Canard experienciou, o que foi um ponto decisivo para o seu trabalho se definir como artista. Mais do que uma fotografia o seu trabalho é uma experiência, um disparo. De volta a Portugal onde reside e continua a desenvolver o seu estilo, por entre reflexos, arquitetura urbana e vida frenética de uma cidade, Nian Canard mantém a sua fotografia tão misteriosa como o seu próprio nome artístico.
Arquitectura da Natureza (Edição Lisboa)
Esta série de trabalhos de Nian Canard podia ter como cenário Nova Iorque ou Tóquio, mas é a nossa bela Lisboa.
Tão frenética e barulhenta como tantas outras cidades, no entanto, neste caso, a Natureza sobressai mais que o betão das estradas ou o azulejo das paredes. Lisboa também é feita de cimento e tijolos, trânsito barulhento e peões apressados em hora de ponta, neste caso estamos a ver tudo isso e muito mais mas de outra forma.
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Le Entrevista a Lucas Bora-Bora por Francisco
Fomos almoçar com o Lucas Bora-Bora, onde se falou sobre material musical (amplificadores, pedais entre outros onde a maioria dos mortais são leigos), sobre o génio e magia de Bob Dylan, antes de arrancarem para um fim de semana de concertos em terras Alentejanas. Era necessário encher o bucho para a viagem, da mesma forma que nós enchemos a alma de musicalidade.
Preferes cantar ou tocar bateria?
É diferente. Nos Velhos gosto de tocar bateria, mas não sou tão viciado no instrumento. Eu estou a sentir que não tenho um grande amor pelo instrumento. Eu nos Velhos [O vocalista de Lucas Bora-Bora é o mesmo baterista da banda "Os Velhos") era mais um e ao contrário do [Manuel] Fúria; onde o que se exige é que não sejas mais um, mas que sejas um músico.
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