Depois de um período a especializar-se em fotografia de moda em Nova Iorque, Nian Canard experienciou, o que foi um ponto decisivo para o seu trabalho se definir como artista. Mais do que uma fotografia o seu trabalho é uma experiência, um disparo. De volta a Portugal onde reside e continua a desenvolver o seu estilo, por entre reflexos, arquitetura urbana e vida frenética de uma cidade, Nian Canard mantém a sua fotografia tão misteriosa como o seu próprio nome artístico.
Arquitectura da Natureza (Edição Lisboa)
Esta série de trabalhos de Nian Canard podia ter como cenário Nova Iorque ou Tóquio, mas é a nossa bela Lisboa.
Tão frenética e barulhenta como tantas outras cidades, no entanto, neste caso, a Natureza sobressai mais que o betão das estradas ou o azulejo das paredes. Lisboa também é feita de cimento e tijolos, trânsito barulhento e peões apressados em hora de ponta, neste caso estamos a ver tudo isso e muito mais mas de outra forma.
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Le Artista da Capa * 336, Nian Canard
Nian Canard nasce do reflexo de um acrílico espalhado pelo meio da multidão. Feito de camadas fotográficas inspirou-se na vida frenética de Nova York para desenvolver o seu olhar pela cidade. Especializou-se em fotografia de moda no ICP em NY e voltou para Portugal, onde agora se encontra.
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Numa cidade onde a natureza emerge do betão e os tijolos empilhados são o nosso habitat; esta fusão, resultado de uma urbanização, faz parte das nossas memórias do quotidiano?
Por muito que um mesmo caminho seja feito vezes sem conta, a memória pouco retém da calçada que pisamos, o riacho que atravessamos e que certo arranha-céus ocupou o lugar de várias árvores centenárias, transformando-se em objetos que servem para servir o Homem, como por exemplo um relógio de cuco, exposto num museu; desta forma será contemplado, sem vida.
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Numa cidade onde a natureza emerge do betão e os tijolos empilhados são o nosso habitat; esta fusão, resultado de uma urbanização, faz parte das nossas memórias do quotidiano?
Por muito que um mesmo caminho seja feito vezes sem conta, a memória pouco retém da calçada que pisamos, o riacho que atravessamos e que certo arranha-céus ocupou o lugar de várias árvores centenárias, transformando-se em objetos que servem para servir o Homem, como por exemplo um relógio de cuco, exposto num museu; desta forma será contemplado, sem vida.
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