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Le Entrevista a João Ferreira por Pedro Alfacinha


O Queer Lisboa vai já na 16ª edição, qual o balanço que é possível fazer?

Olhando para estes 16 anos o festival cresceu, mudou muito. Quando apareceu erao único festival de cinema a acontecer em Lisboa. Estávamos em 1997 e houve uma necessidade de mostrar muitos filmes que tinham sido realizados até aquele ano. As primeiras edições ficaram um pouco marcadas por isso. Nos primeiros anos entrou muito cinema independente como o François Ozon e mesmo os filmes do Almodóvar.

Com a vinda do DOC para Lisboa e com o aparecimento do Indie isso acabou também por transformar um pouco o festival. Teve que se repensar toda a programação porque os filmes acabavam por ficar distribuídos por esses festivais.

Le Editorial * 358 por Rafa

Lisboa, a abandonada

O Miguel , a Fauna Maria e Rafa.El praticam em vida o que Lisboa tem em morte: a arte de derrubar edifícios. Enquanto a cidade se desmonta cada vez menos, pois que agora são os hostels, os hotéis e a ocupação temporária a tomar-lhe as veias, ainda muito por recuperar e devolver às pessoas. Enquanto tomamos o pulso às cicatrizes da cidade, vamos sonhando. Queremos um prédio para nós. Para lhe colocar gente, para lhe dar um ar, para lhe fazer um bar, para que tenha uma livraria, para que tenha uma barbearia. Das antigas, à The Man Who Wasn't There.

Le Artista da Capa * 358, RAM

Artista Plástico, Designer, Ilustrador, Land Artist e Street Artist. entre muitas outras coisas. Acima de tudo o primeiro artista de Graffiti a acreditar no Sonho de viver desta Arte.
Viajante entre Universos e contador de histórias em paredes e espaços abandonados. pintei em 33 países diferentes e daí retirei influências visuais que fazem o estilo único no Mundo e que me definemPsicadélico experimental voo entre momentos e cores. Em Lisboa fui fundador organizador de inumeros eventos relacionados com graffiti e Street-Art e acredito que Lisboa é uma cidade muito melhor quando as pessoas podem ver cor nos prédios abandonados.
Pintava todos os telhados de verdes diferentes e fazia pequenos olhos em todas as antenas parabólicas se me deixassem...

Lisboa um dia volto para ti... e esse dia é hoje.  
Espreita-me por aqui.

Foto de RAM por Francisco Seco.

Le Capa * 358


Por RAM