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Le Entrevista a João Ferreira, director artístico do Queer Lisboa, por Pedro Alfacinha

O Pedro Alfacinha trocou umas palavras com João Ferreira, director artístico do Queer Lisboa 17, que corre na cidade até dia 28 de Setembro.

O Queer Lisboa já é um festival crescidinho e está quase a atingir a maioridade, o que mudou nos últimos anos?

Um festival tem sempre que adaptar-se e acompanha a sociedade, as mudanças políticas que vão ocorrendo e tem que estar sempre atento ao que se passa à sua volta. Tem que estar atento aos espectadores, que vão mudando, chegam novos, novas gerações e tem que ser sempre um reflexo e uma observação atenta da sociedade. 

É algo orgânico, tem que ir mudando. Depois há outros factores que operam essa mudança, o facto de no início sermos o único festival que havia em Lisboa, olhávamos para a programação de uma certa forma, uma preocupação política diferente e depois com a evolução das mentalidades e das leis e devido ao facto de haver mais festivais em Lisboa, a programação também tem que se adaptar. É um dos bons desafios do festival, não deve nunca estagnar.

Le Entrevista a Elena Piatok (Directora Executiva da Judaica) por Pedro Alfacinha

De 22 a 25 de Maio, no Cinema São Jorge, vai ter lugar a Judaica - 1ª Mostra de Cinema e Cultura, como surgiu
a ideia de organizar esta mostra?

O projecto nasce da convicção de que, como em tantas outras cidades do mundo, existe espaço para um certame de temática judaica. Outra razão é porque Lisboa é um local onde há uma forte raiz da cultura judaica,este ano não ficou evidenciada mas é algo que quero explorar numa próxima edição desta mostra. 

Tal só foi possível com o apoio da CML, da EGEAC, do Goethe Institut, da Alambique e, claro está, do Cinema São Jorge, com quem co-produzimos este festival.

Existe um grande ênfase em apresentar filmes em estreias absolutas.

Todos eles são estreias absolutas, com excepção do documentário polaco de Marian Marzynski que já foi apresentado na Cinemateca pelo próprio realizador. Em «Nunca te Esqueças de Mentir», o mais recente filme autobiográfico do aclamado realizador, Marzynski explora, pela primeira vez, a sua infância e as experiências de outras crianças sobreviventes durante a guerra, descobrindo os seus sentimentos sobre a Polónia, a Igreja Católica, e as consequências de identidades forjadas sob circunstâncias em que a sobrevivência começa com a instrução «Nunca te Esqueças de Mentir».

O que é os portugueses conhecem do povo judeu para além das notícias sobre os conflitos entre Israel e a Palestina?

Isso é algo que gostaria de esclarecer, existe uma grande confusão entre judeu e israelista, não é a mesma coisa. Nem todos os judeus são israelitas. Há judeus em todas as partes do mundo. Nós somos brasileiros, mexicanos, polacos, romenos, americanos judeus e há os israelitas. Vão passar dois filmes israelitas mas é um festival da cultura judaica universal e milenária. Alguns filmes acontecem na Suécia, em França, na Polónia, em Israel e muitos outros países.
Nesta 1ª Mostra também há sessões para um público mais jovem e para as suas famílias, fale-nos um pouco desta vertente.

Um dos aspectos mais importantes que queremos realçar nesta mostra é a didáctica com sessões para escolas, infelizmente a programação calha numa altura de exames por isso a afluência não vai ser tão grande como esperado.

Vamos apresentar o filme «A Mala de Hana», um filme canadiano/checo que conta a história duma professora japonesa que recebe uma mala com o nome duma menina que morreu num campo de concentração e procura saber mais acerca da sua vida. Consegue encontrar o irmão dela, George, que está vivo e que vive em Toronto. Tenta passar a mensagem que as crianças estão abertas a aprender e a amar. A sessão para as Escolas vai ser na Sexta-feira às 10h30 e a S. E. Embaixadora da República Checa, Dra. Markéta Šarbochová, honra-nos com a sua presença para falar do Concurso Internacional de Arte Plástica Infantil Lidice e a sessão para as famílias vai ser no Sábado pelas 16h30.

O filme de abertura, «O Comboio da Vida» de Radu Mihaileanu fala sobre a questão do Holocausto mas faz uma abordagem diferente do habitual.

Radu Mihaileanu já é bastante conhecido entre o público português por ter vencido, por duas vezes, o Prémio do Público da Festa do Cinema Francês, em 2010, com «O Concerto» e  em 2011, com «A Fonte das Mulheres». O filme de abertura tem elementos de humor e quando vi o filme pela primeira vez na televisão polaca fiquei algo confusa e não percebi muito bem mas depois de ver alguns dos seus filmes, sobretudo «O Concerto», percebi qual era o objectivo.

Ele trata as coisas muito sérias com humor mas sem chegar ao ridículo, sem banalizar, com uma mensagem tão subtil que vai tocar todas as pessoas e vai fazer rir o público. 

Radu nasceu na Roménia, em 1958, no seio de uma família judaica. O seu pai, Mordechai Buchman, perseguido pelos nazis, viu-se obrigado a mudar de nome - para Ion Mihaileanu, a fim de passar desapercebido na Roménia de Ceaucescu. A Judaica orgulha-se de apresentar, pela primeira vez em Portugal, «O Comboio da Vida», amplamente galardoado a nível internacional, na presença do seu realizador.

Outro dos convidados desta mostra é o realizador Eran Riklis que vem apresentar o seu filme «Zaytoun».

É um realizador muito equilibrado, tem uma visão da relação israelo-palestiniana que muitos apelidam de pouco realista mas nos seus filmes ele retrata pessoas que apesar de todos os problemas conseguem encontrar almas comuns e ultrapassar as barreiras políticas que são impostas a ambos. 

É um road movie sobre um paraquedista que é feito prisioneiro e que é salvo por um rapaz palestiniano quer ir à terra dele plantar uma oliveira (zaytoun). Daí tem origem a palavra portuguesa azeitona. Quis apresentar este filme para mostrar que entre os realizadores israelitas há esta ideia que é possível conciliar as divergências existentes.

Outro filme que também retrata situações terríveis é «O Tempo Perdido» de Anna Justice, porquê a sua escolha?

A guionista deste filme, Pam Katz, é co-autora do filme «Hannah Arendt» que vai encerrar a Judaica e daí ter querido fazer a ligação entre os dois filmes. O filme de Anna Justice fala dos horrores de Auschwitz mas o que vem ao de cima é uma história de amor eterna. O argumento é baseado em factos verídicos o que traz uma carga emocional ainda mais forte a toda a história. 

Gostava também de referir o lancinante «Lore» da realizadora australiana Cate Shortland que será apresentado pela S. E. Embaixadora da Austrália, Anne Plunkett, o que para nós é motivo de grande satisfação. É um filme muito forte, que aborda o outro lado dos vencidos, neste caso os alemães. Retrata a vida dos filhos de nazis que fogem enquanto os pais são feitos prisioneiros e que são salvos por um jovem judeu que fugiu a Auschwitz. Surge a questão que é possível salvar vidas independentemente de quem são essas pessoas.

Por falar em salvar vidas um nome que me vem à memória é um diplomata português Aristides de Sousa Mendes e vão ter uma exposição no Foyer do S. Jorge para homenagear o seu bom exemplo numa altura de medos e cobardias.

Foi uma feliz coincidência pois está em a ser preparada a 2ª Fase do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes (MVASM), estive em contacto com a Coordenadora, a Arquitecta Luísa Marques, e foi possível apresentar a exposição chamada «O Caminho (da Av.) da Liberdade». Através de fotografias vai-nos mostrar o que era esta Avenida na época e como foi vista pelos refugiados judeus como um paraíso.

Falando de mulheres realizadoras e dos temas abordados, toda a programação tem uma fortíssima componente feminina, quais os maiores destaques?

Gostava de fazer destaque ao filme «O Quinto Céu» de Dina Zvi-Riklis, que vem a Lisboa para apresentar o seu fime e «Simon e os Carvalhos» de Lisa Ohlin, nomeado para 13 óscares suecos. O filme de Dina Zvi-Riklis fala de um Israel que não aparece muito nos filmes, retrata uma época antes da fundação do estado. Em relação ao filme de Lisa Ohlin a história gira em torno dum segredo. É interessante por se passar na Suécia, que não foi ocupada pelo regime nazi, mas onde teve uma certa força. 
Cada uma destas realizadoras, com a sua maneira muito especial, passa o testemunho da História. História essa que, ainda mais uma mulher, Roberta Grossman, nos traz ao longo de séculos e através de variadas geografias contida numa única canção universal, «Hava Nagila (O Filme)», documentário delicioso, hilariante, comovedor e é a estreia absoluta na Europa. E ainda mais um filme cheio de força feminina, transbordante na Alma Mahler que, com os seus devaneios, leva o desconsolado Gustav a pedir ajuda a Freud e sujeitar-se a sessões de terapia, em «Mahler no Divã».

E após o visionamento do filme os espectadores podem participar num debate sobre Freud.

Sem dúvida, o filme com a sublime música do próprio compositor serve de pretexto para um debate partindo do livro de Michel Onfray «Anti-Freud», que desmonta o mito do pai da psicanálise, e que conta com a participação da psicanalista Maria do Carmo Sousa Lima e do musicólogo e crítico musical, Rui Vieira Nery. Vão falar sobre a relação de Mahler com a música e do papel da psicanálise. 

Vamos ter um outro debate no último dia, após o filme «Hannah Arendt» com um conjunto de convidados: Esther Mucznik, Vice-Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa e fundadora da Associação Portuguesa de Estudos Judaicos, António Araújo e Miguel Nogueira de Brito, ambos professores da Faculdade de Direito de Lisboa sob a moderação da jornalista, crítica literária e escritora Filipa Melo. Neste debate vai-se abordar o Julgamento de Eichmann em Jerusalém e o pensamento político de Hanna Arendt patente no filme.

O filme «Hannah Arendt» de Margarethe Von Trotta é sem duvida o filme do ano, pode levantar-nos um bocadinho do véu?

É um filme bastante polémico mas necessário que retrata o acompanhamento in loco dum grande acontecimento, o julgamento de Eichman em Jerusalém, por parte da filósofa e pensadora política alemã de origem judaica. Aldolf Eichmann foi um dos grandes responsáveis pela «Solução Final», que levou ao extermínio de seis milhões de judeus. Nos artigos publicados no prestigiado jornal New Yorker Hannah Arendt considera que Eichmann não é um monstro mas apenas um homem comum, um simples burocrata que se refugia em ordens superiores tornadas leis e que prescinde da capacidade humana de pensar. Eis Adolf Eichmann, a banalidade do mal em si mesmo.

Esta mostra não podia encerrar de forma mais alegre e descontraída, o que preparou para o último dia?

Preparámos uma divertida surpresa, cortesia de Woody Allen para todos os espectadores que assistam ao filme «Hava Nagila», está garantida muita diversão. A Judaica encerrará em beleza com um concerto de música Klezmer pelos fabulosos Lisbon Klezmer Brass que sem dúvida vai encher a Sala Montepio com entusiastas que queiram sentir ao vivo, a alma e o espírito do que esta Judaica representa.

Para terminar gostava que dissesse quais as suas expectativas para esta 1ª mostra e que desejos para o futuro.

Espero que esta mostra tenha muito sucesso e que se possa repetir e vir a crescer. Deixo o desejo de concretizar no futuro algumas iniciativas que este ano não foram possíveis, como a de organizar um concerto sinfónico com músicas de compositores judeus, muitos deles desconhecidos e também quero dar mais realce à rede de Judiarias existentes em Lisboa. 

Estou contente porque já apareceu um artigo no Jerusalem Post a falar deste festival, já chegámos à Terra Prometida. Expresso a vontade de que esta mostra faça parte do roteiro habitual dos festivais em Lisboa.

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Judaica – 1ª Mostra de Cinema e Cultura : http://www.judaicacinema.org

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* Originalmente publicada a 22 de Maio de 2013, na Le Cool Lisboa * 392

Inside Out

A partir de 17 de Abril, o Hotel Tivoli Lisboa apresenta a exposição «Inside Out» da artista
Conceição Abreu, acessível ao público durante os próximos 3 meses no lobby do hotel e
também no Restaurante Brasserie Flo, numa colaboração com a Galeria Caroline Pagès.

Ao posicionar-se como um espaço também de fruição cultural e artística o Tivoli Lisboa tem sido palco de exposições e instalações de diversos artistas portugueses. Porquê «Inside Out»? Com esta intervenção a artista pretende proporcionar uma experiência do avesso, ou seja, trazer para o espaço público algo que estava confinado a um ambiente privado com uma ligação à hotelaria e à restauração. Através da dicotomia Visível/Invisível a artista apresenta a sua visão pessoal de utensílios que representam uma localização que é fruto da deslocalização de pessoas. Assim, tanto os materiais como as formas foram escolhidos de maneira a reflectirem, numa concepção de ostentação e experiência de intimidade, os aspectos mais importantes no que diz respeito ao luxo em hotelaria. 
 
Os sítios em que os objectos estão colocados são de certa forma desviantes dos seus lugares habituais. Os materiais utilizados como fios de linho, ganchos de cabelo, metais, vidros, panos brancos remetem para as pratas, os cristais, os lençóis, as toalhas de linho
e outros que fazem parte deste universo. / Pedro Alfacinha

INSIDE OUT | Hotel Tivoli Lisboa e Brasserie Flo, Avenida da Liberdade 185 | De 17 de Abril a 10 de Julho de 2013

Moda Lisboa "Trust" por Pedro Alfacinha

Em março a Moda voltou às passerelles nos Paços do Concelho e no Pátio da Galé, com as novas propostas dos Criadores Portugueses para o próximo Outono/Inverno

Além dos criadores nacionais apresentou também a sua colecção a criadora polaca Monika Ptaszek, a convite da Moda Lisboa e no âmbito do protocolo estabelecido com a Fashion Week Poland.

O tema escolhido para a 40ª edição foi "Confiança" - "Trust" de forma a homenagear o trabalho desenvolvido pelos nossos criadores numa altura em que tudo está posto em causa. É preciso acreditar nas nossas capacidades, somos capazes de superar as dificuldades que estamos a enfrentar e a Moda tem um papel muito importante como dinamizador social, económico e cultural.  

Esta edição foi marcada por uma vasta quantidade de iniciativas e projectos que extravasaram para além dos próprios desfiles das colecções. O motivo para a apresentação das mesmas foi uma maior proximidade e interacção com o público. Tiveram lugar no MUDE - Museu do Design e da Moda, as conferências "Fast Talks/Fashion Today", uma sessão de conversas rápidas que abordaram o modo como a Moda influencia e é influenciada por tudo o que a rodeia.  

Igualmente no MUDE, foi exibido o documentário "The Eye Has to Travel" sobre a vida e a obra de Diana Vreeland, a mítica editora das revistas norte-americanas Harper's Bazaar e Vogue. Outra iniciativa teve lugar na Loja da Atalaia com a apresentação do projeto "Art Comes First" , um colectivo de criativos que considera que a Arte vem em primeiro lugar em relação à Moda. Durante os três dias do evento o público pode apreciar o seu gabinete de work in progress a que deram o nome "The Coal". 

A fotografia também marcou presença nesta edição com Amaranthine Beleza Intemporal, uma exposição do reconhecido fotógrafo de moda, Carlos Ramos, aberta ao público na Sala do Arquivo nos Paços do Concelho. Também de acesso ao público no Torreão Poente do Terreiro do Paço e durante a duração deste evento, teve lugar uma Pop Up Store, à qual foi dado o nome de Wonder Room - Cabinet of Wonder. Os visitantes do espaço puderam conhecer os trabalhos originais e inovadores de um grupo de criadores, artesãos e artistas industriais nacionais.

O desfile de abertura coube ao designer Valentim Quaresma, que apresentou uma colecção trabalhada sobre materiais não sintéticos, como os couros e cabedais, com um design vagamente de evocação mitológica.
               
Sábado, dia 9, o sol iluminou a Praça do Comércio para acolher o desfile de Luís Buchinho nas arcadas poente, junto à entrada do Pátio da Galé, onde centenas de lisboetas, entre eles alguns turistas surpreendidos, acorreram para admirar o desfile. A colecção de Buchinho para o outono/inverno de 2014, inspira-se nas cores e cortes de Portugal dos anos 70, onde não faltam as referências aos cravos e ao grafismo político da época.   

Na parte da tarde o Pátio da Galé encheu-se de visitantes, convidados e habitués, para assitir aos desfiles de Ricardo Andrez, Saymyname, Aleksandar Protic, Os Burgueses, Pedro Pedro, Alexandra Moura, Nuno Baltazar e Ricardo Preto.  

Os desfiles, sempre muito concorridos, demoraram-se até à noitinha. Colecções onde predominaram este ano os tons escuros e terra.  

no domingo, dia 10, a Sala do Risco, adjacente ao Pátio da Galé, voltou a encher para os grandes desfiles que se adivinhavam. O dia encerrou com a apresentação das propostas de estilistas com os nomes firmados, como Miguel Vieira, Filipe Faísca e Nuno Gama. Mas foi a colecção de Dino Alves que suscitou grande admiração na audiência, pela sobriedade das linhas e tons, onde a elegância dos peças revelou a capacidade inovadora do criador, sem cedências ao imediato ou ao facilmente provocatório.

A Moda Lisboa volta em Outubro com novas propostas e sugestões!

por Pedro Alfacinha

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* Originalmente publicada a 26 de Março de 2013, na Le Cool Lisboa * 384

Le Entrevista a Clélia Bettini por Pedro Alfacinha

A  8 ½ Festa da Cinema Italiano é organizada pela Associação Il Sorpasso e regressa a Lisboa de 21 a 28 de março para celebrar a sua 6ª edição, que balanço é possível fazer nesta altura?

No início era um projeto de pequenas dimensões alicerçado na vontade de fazermos algo de diferente em relação aos festivais que existiam na altura. Sempre acreditámos que íamos crescer e que o festival ia tornar-se cada vez mais abrangente e diversificado. Os objetivos mantêm-se, que é o de trazer para Portugal o melhor do cinema italiano contemporâneo, mas sempre com um olhar muito atento no passado, nas obras que marcaram a historia do cinema em Itália.
 

Le Entrevista a Maria Xavier por Pedro Alfacinha

Entrevista com Maria Xavier (MX), Coordenadora da Programação da Mostra de Cinema da América Latina

Nesta 3ª edição a Mostra de Cinema da América Latina surge com uma imagem diferente, qual o motivo?

Surge por uma vontade de mudança, de renovação. Na 1ª edição tivemos uma imagem, na 2ª outra e com esta é que pretendemos marcar a identidade desta mostra. Nós procuramos associar as características da América Latina que são transversais aos vários países, que remetem por um lado à natureza mas também a raízes no sentido das várias heranças culturais e também a qualquer coisa mais fresca, mais solar, mais esperançosa. Há muito ainda a aprender com esta região do mundo que tem passado por tantas coisas e esta mostra tem em si um sentido de esperança.

Mudar de caminho, numa altura em que os países europeus passam por uma grave crise financeira mas também de valores.

U Chiado Trendy Bar-Restaurante

Foi inaugurado na noite da Lisboa Fashion’s Night Out e promete ser uma das grandes atrações da movida noturna lisboeta. Além de localizado em pleno coração do Chiado, está rodeado de vida artística e cultural tendo como vizinhos dois dos principais teatros da cidade. Possui 2 pisos e um pequeno pátio onde se pode desfrutar de refeições num clima mais intimista e quiçá romântico.

A cereja no topo do bolo é o bar sofisticado com decoração industrial chic e uma cozinha de fazer crescer água na boca, assinada pelo Chefe Rui Fernandes. Apresenta um conceito que se pretende inovador e diferente.  

Le Entrevista a João Ferreira por Pedro Alfacinha


O Queer Lisboa vai já na 16ª edição, qual o balanço que é possível fazer?

Olhando para estes 16 anos o festival cresceu, mudou muito. Quando apareceu erao único festival de cinema a acontecer em Lisboa. Estávamos em 1997 e houve uma necessidade de mostrar muitos filmes que tinham sido realizados até aquele ano. As primeiras edições ficaram um pouco marcadas por isso. Nos primeiros anos entrou muito cinema independente como o François Ozon e mesmo os filmes do Almodóvar.

Com a vinda do DOC para Lisboa e com o aparecimento do Indie isso acabou também por transformar um pouco o festival. Teve que se repensar toda a programação porque os filmes acabavam por ficar distribuídos por esses festivais.

Le Entrevista a Sérgio Graciano por Pedro Alfacinha


Como surgiu a ideia para realização deste filme (Assim Assim)?

Sempre me atraiu filmar sobre essencialmente relações humanas, é um caminho que gosto, contar histórias de pessoas. Falei com o Pedro Lopes para escrever e assim nasceu a ideia do filme.

Porquê o nome "Assim Assim"?

Porque não há nada mais português do que isso, nunca estamos nem bem, nem mal, estamos sempre assim assim.

O que Lisboa tem de tão especial para atrair o olhar da câmara?

Para já, é a cidade onde nasci e cresci e tenho um grande fascínio por ela. É das cidades mais bonitas que existem. Mais que suficiente para fazer um filme com Lisboa como pano de fundo.

Le Entrevista a Adriano Smaldone por Pedro Alfacinha


Entrevista  com Adriano Smaldone, programador da 5ª Edição da Festa do Cinema Italiano

Fala-nos um pouco do percurso feito pela Festa do Cinema Italiano ao longo destes 5 anos.

A primeira forma deste festival era uma mostra de meia dúzia de filmes italianos e surgiu graças à vontade de um grupo de amigos italianos que vivem em Lisboa já há alguns anos, em que cada um trabalha em várias áreas, em vários âmbitos mas devido à paixão cinéfila decidiram juntar-se e forma a Associação Il Sorpasso, que é a entidade organizadora do festival, juntamente com o apoio do Instituto Italiano de Cultura e da Embaixada de Itália. A origem, a génese deste festival é uma mostra para promover a cultura italiana através do cinema.

Que tipo de público frequenta este festival?

O nosso objetivo é que cada vez mais pessoas desenvolvam o interesse pelo cinema italiano mas pensando num contexto mais geral é bom que haja festivais temáticos, que mostre uma outra vertente. Esta é uma forma de o fazer mas há outras, tais como propor ciclos, propor retrospetivas ao longo do ano. A Associação Il Sorpasso pretende propor outro tipo de eventos ao longo do ano e não se limitar à organização deste festival.

Le Entrevista ao elenco d'A Fuga por Pedro Alfacinha


Pedro Alfacinha da Le Cool Lisboa encontrou-se com o elenco da peça "A Fuga" que está ainda em cena no Teatro Tivoli por Lisboa. Bem humorado o grupo, foram respondendo sem ziguezagues ao ziguezagueio do Pedro pela produção. E sem fugas.

PA - Pedro Alfacinha
MR - Maria Rueff
JPG - José Pedro Gomes

PA - Falem-nos um pouco do que trata a peça.
MR – A ideia é justamente não se perceber. Não se pode dar o trunfo, é uma comédia de enganos, de surpresas e portanto como em todas as comédias não se pode dar logo a chave porque desvia a atenção do espectador, digamos assim. A graça disto é que é justamente parece que é mas não é, no fundo a comédia é assim.