Mostrar mensagens com a etiqueta 384. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 384. Mostrar todas as mensagens

Moda Lisboa "Trust" por Pedro Alfacinha

Em março a Moda voltou às passerelles nos Paços do Concelho e no Pátio da Galé, com as novas propostas dos Criadores Portugueses para o próximo Outono/Inverno

Além dos criadores nacionais apresentou também a sua colecção a criadora polaca Monika Ptaszek, a convite da Moda Lisboa e no âmbito do protocolo estabelecido com a Fashion Week Poland.

O tema escolhido para a 40ª edição foi "Confiança" - "Trust" de forma a homenagear o trabalho desenvolvido pelos nossos criadores numa altura em que tudo está posto em causa. É preciso acreditar nas nossas capacidades, somos capazes de superar as dificuldades que estamos a enfrentar e a Moda tem um papel muito importante como dinamizador social, económico e cultural.  

Esta edição foi marcada por uma vasta quantidade de iniciativas e projectos que extravasaram para além dos próprios desfiles das colecções. O motivo para a apresentação das mesmas foi uma maior proximidade e interacção com o público. Tiveram lugar no MUDE - Museu do Design e da Moda, as conferências "Fast Talks/Fashion Today", uma sessão de conversas rápidas que abordaram o modo como a Moda influencia e é influenciada por tudo o que a rodeia.  

Igualmente no MUDE, foi exibido o documentário "The Eye Has to Travel" sobre a vida e a obra de Diana Vreeland, a mítica editora das revistas norte-americanas Harper's Bazaar e Vogue. Outra iniciativa teve lugar na Loja da Atalaia com a apresentação do projeto "Art Comes First" , um colectivo de criativos que considera que a Arte vem em primeiro lugar em relação à Moda. Durante os três dias do evento o público pode apreciar o seu gabinete de work in progress a que deram o nome "The Coal". 

A fotografia também marcou presença nesta edição com Amaranthine Beleza Intemporal, uma exposição do reconhecido fotógrafo de moda, Carlos Ramos, aberta ao público na Sala do Arquivo nos Paços do Concelho. Também de acesso ao público no Torreão Poente do Terreiro do Paço e durante a duração deste evento, teve lugar uma Pop Up Store, à qual foi dado o nome de Wonder Room - Cabinet of Wonder. Os visitantes do espaço puderam conhecer os trabalhos originais e inovadores de um grupo de criadores, artesãos e artistas industriais nacionais.

O desfile de abertura coube ao designer Valentim Quaresma, que apresentou uma colecção trabalhada sobre materiais não sintéticos, como os couros e cabedais, com um design vagamente de evocação mitológica.
               
Sábado, dia 9, o sol iluminou a Praça do Comércio para acolher o desfile de Luís Buchinho nas arcadas poente, junto à entrada do Pátio da Galé, onde centenas de lisboetas, entre eles alguns turistas surpreendidos, acorreram para admirar o desfile. A colecção de Buchinho para o outono/inverno de 2014, inspira-se nas cores e cortes de Portugal dos anos 70, onde não faltam as referências aos cravos e ao grafismo político da época.   

Na parte da tarde o Pátio da Galé encheu-se de visitantes, convidados e habitués, para assitir aos desfiles de Ricardo Andrez, Saymyname, Aleksandar Protic, Os Burgueses, Pedro Pedro, Alexandra Moura, Nuno Baltazar e Ricardo Preto.  

Os desfiles, sempre muito concorridos, demoraram-se até à noitinha. Colecções onde predominaram este ano os tons escuros e terra.  

no domingo, dia 10, a Sala do Risco, adjacente ao Pátio da Galé, voltou a encher para os grandes desfiles que se adivinhavam. O dia encerrou com a apresentação das propostas de estilistas com os nomes firmados, como Miguel Vieira, Filipe Faísca e Nuno Gama. Mas foi a colecção de Dino Alves que suscitou grande admiração na audiência, pela sobriedade das linhas e tons, onde a elegância dos peças revelou a capacidade inovadora do criador, sem cedências ao imediato ou ao facilmente provocatório.

A Moda Lisboa volta em Outubro com novas propostas e sugestões!

por Pedro Alfacinha

__ __ 

* Originalmente publicada a 26 de Março de 2013, na Le Cool Lisboa * 384

Lateral Bistro

Na arte de bem comer, não como contar também com um quanto de apresentação para auxiliar ao palato. O Lateral Bistro, que conjuga o saber apresentar ao comer bem, é um sítio que tal. Restaurante caseiro com um decoração moderna, pratos a encher o olhar e a apetecer à digestão nada minimal, é o novo sítio onde comer em Lisboa. Ao almoço apontam-se menus de almoço, com valores simpáticos a jogar entre o menu Lateral - o da casa - e o Focaccia&Burguer. Se saltita o olho, embala-se a saliva; e entre vinho a copo, degustam-se pregos do lombo em pão brioche caseiro, comida caseira e petiscos ao prato, saladas, pratos vegetarianos e o mais que te surja em desejo e que apareça descrito em carta. / Fauna Maria

Cowork Central

Se é verdade que a união faz a força, não se refere a expressão apenas a trabalhos de grupo. O Coworking, conceito que chegou a força em Lisboa alguns anos, na forma de um sem número de espaços, permite responder a necessidades de trabalho específicas. Para , trabalha-se em conjunto, sem que seja a meias. Eliminam-se solitários, trocam-se ideias, partilham-se o tempo, o espaço, as sinergias adjacentes e a logística associada a um espaço de trabalho comum. A Cowork Central, espaço de coworking, é o mais recente e atapeta-se de umas quantas novidades no género. Central, tal como o nome que o apresenta, permite ocupações de dia ou de meio dia, para aqueles que precisam mesmo de um teto de trabalho por algumas horas. / El Rafa

Le Editorial * 384 por Ana Ema

O INVERNO JÁ ERA

É isso que me faz gostar de Equinócios e de Solstícios, antípodas um do outro, periélios de bom com sol e marés cheia vai-não-vai. Os senhores marcam passagens, assinalam a mudança, fazem a gravidade ser grávida em água e até têm qualquer coisa a ver com a lua ser comida à bolacha, lua cheia sim, lua cheia não. Não se papam passas, nem se apontam promessas muito nossas por esta altura, mas foi feito no passado. O arranque da primavera que é agora, era o início da época de semeadura e o verdadeiro símbolo de começar o ano. Começa pelo menos, por aqui, a semana. / Ana Ema

O Miguel e o Rafa.El deram bye bye ao bicho que lhes dava espirro e estão para as curvas (e as retas). Somos parceiros de comunicação da Festa do Cinema Italiano, do Alfama-te, do Café Improv e da Madame. E gostávamos de ser do Museu de Cera (o Tussauds, não o outro).

Le Artista da Capa * 384, Ricardo Filho de Josefina

sair em frente a quente. deixar tocar, continuar a deixar e tudo senão
tocar
em tudo o que é teu.

__ __

* Originalmente publicado a 21 de Março de 2013, na Le Cool Lisboa * 384

Le Capa * 384

por Ricardo Filho de Josefina

__ __

* Originalmente publicado a 21 de Março de 2013, na Le Cool Lisboa * 384

Le Entrevista a Clélia Bettini por Pedro Alfacinha

A  8 ½ Festa da Cinema Italiano é organizada pela Associação Il Sorpasso e regressa a Lisboa de 21 a 28 de março para celebrar a sua 6ª edição, que balanço é possível fazer nesta altura?

No início era um projeto de pequenas dimensões alicerçado na vontade de fazermos algo de diferente em relação aos festivais que existiam na altura. Sempre acreditámos que íamos crescer e que o festival ia tornar-se cada vez mais abrangente e diversificado. Os objetivos mantêm-se, que é o de trazer para Portugal o melhor do cinema italiano contemporâneo, mas sempre com um olhar muito atento no passado, nas obras que marcaram a historia do cinema em Itália.
 

Le Entrevista a Marcelo Valadares (Le Cool Team) por Rafa.el

Quem é o Marcelo e quem é o Valadares e como se juntaram os dois num só em Lisboa, Portugal?

O Marcelo ainda está em formação. O Valadares é a história que está por detrás disto: os vínculos, os lugares, as aprendizagens até aqui. A união dos dois é o que me trouxe a Lisboa, acho que foi aqui que eles se aproximaram. Penso que até uma certa idade somos aquilo que nos permitem ser, depois, vamos juntando estas permissões ao que queremos e, a partir daí, começamos a ser alguém. Lisboa talvez me tenha aproximado do que eu sempre quis de mim, esta cidade representa uma parte importante da minha formação.

Sei que salivas pela Lisboa underground. Partilha aí um pouco das tuas incursões. Sugere-me três espaços - podes esconder a localização e alguns detalhes, se forem sítios ilegais - que sejam mesmo de debaixo do tapete.

Salivo por Lisboa como um todo, por diversas Lisboa”s”, as que conheço e pelas que ainda vou conhecer. No fundo, penso ser isso o que mais me encanta na cidade, a possibilidade de sempre descobrir algo novo.