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Le Entrevista a Marcelo Valadares (Le Cool Team) por Rafa.el

Quem é o Marcelo e quem é o Valadares e como se juntaram os dois num só em Lisboa, Portugal?

O Marcelo ainda está em formação. O Valadares é a história que está por detrás disto: os vínculos, os lugares, as aprendizagens até aqui. A união dos dois é o que me trouxe a Lisboa, acho que foi aqui que eles se aproximaram. Penso que até uma certa idade somos aquilo que nos permitem ser, depois, vamos juntando estas permissões ao que queremos e, a partir daí, começamos a ser alguém. Lisboa talvez me tenha aproximado do que eu sempre quis de mim, esta cidade representa uma parte importante da minha formação.

Sei que salivas pela Lisboa underground. Partilha aí um pouco das tuas incursões. Sugere-me três espaços - podes esconder a localização e alguns detalhes, se forem sítios ilegais - que sejam mesmo de debaixo do tapete.

Salivo por Lisboa como um todo, por diversas Lisboa”s”, as que conheço e pelas que ainda vou conhecer. No fundo, penso ser isso o que mais me encanta na cidade, a possibilidade de sempre descobrir algo novo.

Le Entrevista a Adelino Gomes por Marcelo Valadares


Adelino Gomes é uma das vozes do 25 de abril e um personagem marcante do jornalismo em Portugal. É dele um dos principais relatos que ficaram para a história da revolução, tanto pelo lado informativo quanto pelo emocional. A Le Cool Lisboa teve uma rápida conversa com um dos principais nomes do jornalismo português sobre o 25 de abril.

Como entra Lisboa como personagem na sua vida?

Lisboa entra na minha vida como personagem no dia 25 de abril de 1974, no Terreiro do Paço – peço desculpa às outras cidades que têm belas praças, mas essa é a mais bela praça da minha aldeia. (risos).

Mas é de Lisboa?

Não, sou de Leiria. (Volta à resposta anterior)
 

Le Entrevista a Sueli de Souza por Marcelo Valadares


Sueli de Souza, sou fotógrafa, paulistana que viveu 10 anos no Natal e está há 1 ano, entre idas e vindas, em Lisboa. Sempre fui movida pelo amor e a minha vinda para Lisboa não poderia dar-se por outro motivo. Conheci uma pessoa no Brasil e um desejo que já existia antes, tomou forma, a paixão antecipou meus planos e vim parar em Lisboa de mala e cuia!

A  fotografia  entrou  na  minha  vida  quando  tinha,  aproximadamente, 18 anos. Nesta época, tinha um namorado que fazia tudo por mim, um dia manifestei o desejo de uma câmara fotográfica, um tempo  depois, ele me deu de presente  uma Canon analógica. O  namoro  acabou e a Canon ficou. Depois, a vida me levou por outros caminhos e virei produtora de TV, comerciais e documentários. Há, aproximadamente, 6 anos a fotografia voltou à minha vida, por acaso: um dia comprei uma Sony digital e, meio na brincadeira, comecei a fotografar. Como estava envolvida no meio artístico, o que era um hobby começou a virar uma profissão, comecei a ter convites para fotografar shows e fiz alguns trabalhos em fotojornalismo. Quando vi já estava completamente dentro deste mundo.

Le Entrevista a Gustavo Behr por Marcelo Valadares


Gustavo Behr é Presidente da Casa do Brasil de Lisboa

Há quanto tempo em Lisboa? E como veio por cá parar?
Estou em Lisboa desde 1988. Vim ainda criança, acompanhando a minha mãe que vinha fazer o doutoramento dela aqui. O que era para ser temporário transformou-se num novo lar.

Como se envolveu com a Casa do Brasil?
Já conhecia a Casa do Brasil, de algum tempo. Mas quando acabei o meu curso procurei a Casa do Brasil para ver no que podia ajudar. Inicialmente ajudei dando apoio jurídico a brasileiras e brasileiros. Depois tive a felicidade de integrar a direcção.

Para já, explique-nos quais são as principais funções da Casa no contexto Lisboeta e como ela surgiu.
A CBL surgiu em 1992 mais vocacionada para a área cultural, debates e intervenção cívica. Com o passar do tempo ela se consolidou da forma que é hoje. Tem 3 vertentes: cultural; de apoio aos cidadãos e de intervenção política. A intervenção fundamenta-se sempre nas questões que vamos ouvindo dos nossos associados que nos procuram; suas preocupações e seus anseios. Fazemos chegar as suas preocupações às autoridades portuguesas e brasileiras.