Mostrar mensagens com a etiqueta 339. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 339. Mostrar todas as mensagens

Le Artista da Capa * 339, Nikki Dodds

Out of this world : Lisbon

alguma coisa neste bloco de apartamento que representa um tipo de utopia - tão perto, mas tão longe (fisicamente), fotografado isolado da realidade da sua envolvente, parece equilibrado e próspero.

Lisboa

Passei dois meses em Lisboa no final de 2001, inicialmente para tomar partido de ter mais tempo para criar e por causa do meu interesse em ver os projetos sociais em curso de regeneração urbana na Amadora.

Uma falta de planeamento (e, portanto, de expetativas) gerou uma experiência honesta e completamente extraordinária. Os locais e os rostos de Arroios e dos Anjos tornaram-se familiares e assumiram o aspeto de "casa." Passei dias a caminhar com a câmara, afortunada com um sol de inverno e sem necessidade de localização ou de agenda.  

Le Capa * 339


Por Nikki Dodds

Le Entrevista aos Capitães da Areia por NunoT


Os Capitães da Areia vêm de outro tempo e de outro espaço. Um mundo onde reina uma espécie de boa disposição universal e constante no tempo. Há alegria, muito sol, calor e praias por todo lado. Aliás, o mundo dos Capitães da Areia é uma praia gigante sem saída e na qual o sol nunca se põe. E claro, muita onda para surrar ou simplesmente para nos deixarmos molhar até ao tornozelo. No mundo dos Capitães tudo é alegre, colorido, democraticamente perfeito. Vêm do tempo em que a maior preocupação era o fim de um amor de verão, e um espaço onde todos são Capitães de tudo. Até o último dos marinheiros é capitão no seu solo. Afinal se o indomável mar não pertence a ninguém, a terra, essa é de todos.

A Le Cool quis visitar a praia dos Capitães, onde, claro, não há telefones nem grandes sinais da tecnologia. Por isso mandaram-me à frente num barco à vela sem capitão, nem remos. Sem saber como, lá cheguei, e sem perceber bem porquês quatro Capitães me esperavam na praia de onde me acenavam frenética, quase histericamente. Lisonjeado e excitado por tão efusiva ainda que misteriosa recepção, visto que não anunciara a minha chegada, coloquei o barco de vento em popa para acelerar o meu encontro com os Capitães. Percebi tarde o significado dos seus acenos, e não pude evitar um brutal embate num tramado de um rochedo que mal se via em hora de maré cheia. Mas se há bom sítio no mundo onde encalhar é na praia dos Capitães da Areia. Há música fresca todos os dias e a boa disposição salta de acorde em acorde, de batuque em batuque.

Le Entrevista aos RED Trio por Pedro Tavares


Acrónimos chave para a entrevista:

Gabriel Ferrandini GF
Hernâni Faustino HF
Rodrigo Pinheiro RP
Le Cool - Pedro Tavares 

Como se formou o RED Trio?
(risos)
RP Epá, responde tu!

GF (risos) O Hernani tinha bué vontade de tocar connosco.

HF Eu tocava em situações de bandas em Ad hoc.

RP Todos nós.


HF Tocava com coisas de circunstância e comecei a pensar, pá, porque não fazer uma banda mesmo e convidar duas pessoas para tocar, um trio. Então, eu depois conheci o Rodrigo num concerto do Hot Clube onde tocámos juntos num septeto ou octeto, já não me recordo, do Ernesto Rodrigues e pronto. Depois combinei com ele e conheci o Gabriel na altura em que apareceu aqui na Trem Azul. Estava a estudar bateria e precisava de um sitío para ensaiar.

Le Editorial * 339 por Rafa

Lisboa, para a mesa do canto

A mesa do canto é, de longe, a melhor. É ideal para quem observa, pois é omnisciente. É perfeita para quem quer observar, é o canto do espião. Evita punhaladas pelas costas, que os costados estão protegidos. É tanto a última a ser servida, como aquela onde a gente mais se demora, pois é protegida por um mar de gente e o caminho até chegar é quase a Rota da Seda. É um lugar redondo, recôndito, circular e cadeirão do reino das vistas. E é onde queres estar se, certamente, te apetecer correr os dias de Lisboa. O Miguel , a Fauna Maria e o Rafa.El preferem mil mesas do canto a um lugar ao balcão. Sai uma Le Cool para 47 mil mesas do canto!

Le Entrevista a Sérgio Graciano por Pedro Alfacinha


Como surgiu a ideia para realização deste filme (Assim Assim)?

Sempre me atraiu filmar sobre essencialmente relações humanas, é um caminho que gosto, contar histórias de pessoas. Falei com o Pedro Lopes para escrever e assim nasceu a ideia do filme.

Porquê o nome "Assim Assim"?

Porque não há nada mais português do que isso, nunca estamos nem bem, nem mal, estamos sempre assim assim.

O que Lisboa tem de tão especial para atrair o olhar da câmara?

Para já, é a cidade onde nasci e cresci e tenho um grande fascínio por ela. É das cidades mais bonitas que existem. Mais que suficiente para fazer um filme com Lisboa como pano de fundo.