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Le Entrevista a João Ferreira, director artístico do Queer Lisboa, por Pedro Alfacinha

O Pedro Alfacinha trocou umas palavras com João Ferreira, director artístico do Queer Lisboa 17, que corre na cidade até dia 28 de Setembro.

O Queer Lisboa já é um festival crescidinho e está quase a atingir a maioridade, o que mudou nos últimos anos?

Um festival tem sempre que adaptar-se e acompanha a sociedade, as mudanças políticas que vão ocorrendo e tem que estar sempre atento ao que se passa à sua volta. Tem que estar atento aos espectadores, que vão mudando, chegam novos, novas gerações e tem que ser sempre um reflexo e uma observação atenta da sociedade. 

É algo orgânico, tem que ir mudando. Depois há outros factores que operam essa mudança, o facto de no início sermos o único festival que havia em Lisboa, olhávamos para a programação de uma certa forma, uma preocupação política diferente e depois com a evolução das mentalidades e das leis e devido ao facto de haver mais festivais em Lisboa, a programação também tem que se adaptar. É um dos bons desafios do festival, não deve nunca estagnar.

Le Entrevista a João Ferreira por Pedro Alfacinha


O Queer Lisboa vai já na 16ª edição, qual o balanço que é possível fazer?

Olhando para estes 16 anos o festival cresceu, mudou muito. Quando apareceu erao único festival de cinema a acontecer em Lisboa. Estávamos em 1997 e houve uma necessidade de mostrar muitos filmes que tinham sido realizados até aquele ano. As primeiras edições ficaram um pouco marcadas por isso. Nos primeiros anos entrou muito cinema independente como o François Ozon e mesmo os filmes do Almodóvar.

Com a vinda do DOC para Lisboa e com o aparecimento do Indie isso acabou também por transformar um pouco o festival. Teve que se repensar toda a programação porque os filmes acabavam por ficar distribuídos por esses festivais.

Le Entrevista a João Ferreira (Queer Lisboa) por Rafa.el


João Ferreira, director do Festival Queer Lisboa | Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa fala sobre a 15ª edição do Festival mais antigo de Lisboa que percorre a cidade de 16 a 24 de Setembro, pelo pólo habitual do Cinema São Jorge e prolongando-se este ano até ao Teatro do Bairro. Este ano sob o signo da transgressão e novamente esbatendo e expandindo os limites do que é um Festival subordinado ao cinema, em torno do Queer Lisboa 15, orbitam numerosos outros eventos que complementam o que se vai passar na tela.

O Festival mais antigo de Lisboa, 15 anos, sob o signo da trangressão. Apresenta-me o festival.

Vou começar pelo tema da transgressão, porque me pareceu um tema não só interessante como importante para a edição deste ano. Eu estou no Festival vai fazer 10 anos, o Festival faz 15. Acompanho o cinema Queer já há muitos anos. Evoluiu bastante nos últimos tempos, nesta última década principalmente, entrou para o circuito comercial e surgiram muitos sub-géneros dentro do cinema Queer. E a transgressão surge sobre uma reflexão quanto ao cinema Queer. A partir do momento em que ele toca tantos formatos e sub-géneros, qual é esse cunho que ele tem. A transgressão é o elemento que procuramos quando fazemos a selecção destes filmes. Continua a ser uma das características fundamentais do que distingue o cinema Queer.