A água sempre foi amiga da alma portuguesa. Ou não nos tivessemos lançado à descoberta a partir da nossa costa lisboeta, onde o mar se confunde com o rio. Seja mar, ou seja rio, conto sempre com essa linha de água para me orientar. O geográfico torna-se psicológico, porque sabe sempre bem saber que temos ali uma beira-rio onde nos podemos refugiar quando a rotina cansa. Que outras capitais se podem gabar de ter um imenso rio para desfrutar? Não muitas, é certo. Fugir para a beira do Tejo num domingo soalheiro, ou num fim de tarde mais frio. Pode ser para passear, tomar um copo, ou apenas para refletir.
Vê-se sempre um pouco de tudo. Estes são apenas alguns dos privilégios de “ter” um rio. Já dizia o nosso fado, que Lisboa é uma “toalha à beira mar estendida”. Porque, afinal, o Tejo está sempre ali à nossa espera. / Andreia Pedro (Foto por Rafa)
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Le Artista da Capa * 370, Nuno Cintrão
Após 12 anos de trabalho em web design, print, ilustração e motion graphics para agências de Lisboa, decidi tornar-me freelance e paralelamente iniciar um percurso mais artístico. Estou agora a começar, por isso toda a ajuda e contactos para expor são bem vindos.
Lisboa para mim é a cidade onde nasci na MAC (maternidade Alfredo da Costa) e é também uma cidade perdida algures entre o passado e o futuro sempre em reconstrução. É uma 5ª dimensão habitada e visitada por todo o tipo de seres incríveis. Adoro viajar mas tenho sempre de voltar aqui, passear pela calçada e imaginar argumentos para os filmes de cada personagem que encontro.
Encontra-me pelo Pinterest, pelo Behance e contacta-me por aqui.
Le Editorial * 370 por Fauna Maria
Bancos
Agora que me vejo inclinada a confiar mais em bancos de jardim do que em bancos a prazo, coloco o dinheiro no colchão e bombardeio de comida a pombalada. O Marquês de Pombal ficaria orgulhoso de mim. Ele e a minha avó Maria da Consolação, que era mestre em sopa de couve serrana e em guardar o valor da jornada entre a palha que lhe servia de leito. À palha volta o que da palha veio. Alterno entre vícios. O Instagram tem um oponente de peso no desejo de ver o Woody Allen a filmar Lisboa. Talvez filme um fadista que se apaixone por um boxer no Finalmente. Isso ou um kefrô que plante uma horta de dia. Ali para Chelas. Quem sabe. / Fauna Maria
O Miguel e o Rafa.El preferem colocar o seu dinheiro em offshores e investir em action figures do Alberto João Jardim. Não fazem manguitos, mas dançam o vira.
Le Entrevista a Luísa Jacinto por Clara Henriques
Luísa Jacinto na Galeria Alecrim 50
«A Arte é inesgotável. Nela cabe tudo».
São estas as palavras de Luísa Jacinto que nos fazem partir numa
viagem indelével pela sua exposição “O Lugar mais perto”, presente na
Alecrim 50. Luísa Jacinto traz a pintura no olhar e a certeza de que não
poderia ser de outra forma. Lisboeta de gema, resolveu quebrar
fronteiras e procurar em Londres novos rasgos, novos traços, um novo
horizonte que pudesse elevá-la na Arte.
Desta experiência, recupera agora vestígios que nem ela sabe
explicar, mas que nos é possível identificar a cada passo mais fundo na
sua obra:
«A experiência em Londres foi maravilhosa. Londres é uma explosão de
arte e, ao mesmo tempo, faz-nos mergulhar nos conceitos de pequenos
bairros, o que torna tudo mágico. Ainda estou a sentir em mim reflexos
dessa experiência, coisas que ficaram semeadas e só agora se estão a
revelar».
Le Entrevista a Maria Xavier por Pedro Alfacinha
Nesta 3ª edição a Mostra de Cinema da América Latina surge com uma imagem diferente, qual o motivo?
Surge por uma vontade de mudança, de renovação. Na 1ª edição tivemos
uma imagem, na 2ª outra e com esta é que pretendemos marcar a identidade
desta mostra. Nós procuramos associar as características da América
Latina que são transversais aos vários países, que remetem por um lado à
natureza mas também a raízes no sentido das várias heranças culturais e
também a qualquer coisa mais fresca, mais solar, mais esperançosa. Há
muito ainda a aprender com esta região do mundo que tem passado por
tantas coisas e esta mostra tem em si um sentido de esperança.
Mudar de caminho, numa altura em que os países europeus passam por uma grave crise financeira mas também de valores.
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