Mostrar mensagens com a etiqueta 392. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 392. Mostrar todas as mensagens

Le Entrevista a Elena Piatok (Directora Executiva da Judaica) por Pedro Alfacinha

De 22 a 25 de Maio, no Cinema São Jorge, vai ter lugar a Judaica - 1ª Mostra de Cinema e Cultura, como surgiu
a ideia de organizar esta mostra?

O projecto nasce da convicção de que, como em tantas outras cidades do mundo, existe espaço para um certame de temática judaica. Outra razão é porque Lisboa é um local onde há uma forte raiz da cultura judaica,este ano não ficou evidenciada mas é algo que quero explorar numa próxima edição desta mostra. 

Tal só foi possível com o apoio da CML, da EGEAC, do Goethe Institut, da Alambique e, claro está, do Cinema São Jorge, com quem co-produzimos este festival.

Existe um grande ênfase em apresentar filmes em estreias absolutas.

Todos eles são estreias absolutas, com excepção do documentário polaco de Marian Marzynski que já foi apresentado na Cinemateca pelo próprio realizador. Em «Nunca te Esqueças de Mentir», o mais recente filme autobiográfico do aclamado realizador, Marzynski explora, pela primeira vez, a sua infância e as experiências de outras crianças sobreviventes durante a guerra, descobrindo os seus sentimentos sobre a Polónia, a Igreja Católica, e as consequências de identidades forjadas sob circunstâncias em que a sobrevivência começa com a instrução «Nunca te Esqueças de Mentir».

O que é os portugueses conhecem do povo judeu para além das notícias sobre os conflitos entre Israel e a Palestina?

Isso é algo que gostaria de esclarecer, existe uma grande confusão entre judeu e israelista, não é a mesma coisa. Nem todos os judeus são israelitas. Há judeus em todas as partes do mundo. Nós somos brasileiros, mexicanos, polacos, romenos, americanos judeus e há os israelitas. Vão passar dois filmes israelitas mas é um festival da cultura judaica universal e milenária. Alguns filmes acontecem na Suécia, em França, na Polónia, em Israel e muitos outros países.
Nesta 1ª Mostra também há sessões para um público mais jovem e para as suas famílias, fale-nos um pouco desta vertente.

Um dos aspectos mais importantes que queremos realçar nesta mostra é a didáctica com sessões para escolas, infelizmente a programação calha numa altura de exames por isso a afluência não vai ser tão grande como esperado.

Vamos apresentar o filme «A Mala de Hana», um filme canadiano/checo que conta a história duma professora japonesa que recebe uma mala com o nome duma menina que morreu num campo de concentração e procura saber mais acerca da sua vida. Consegue encontrar o irmão dela, George, que está vivo e que vive em Toronto. Tenta passar a mensagem que as crianças estão abertas a aprender e a amar. A sessão para as Escolas vai ser na Sexta-feira às 10h30 e a S. E. Embaixadora da República Checa, Dra. Markéta Šarbochová, honra-nos com a sua presença para falar do Concurso Internacional de Arte Plástica Infantil Lidice e a sessão para as famílias vai ser no Sábado pelas 16h30.

O filme de abertura, «O Comboio da Vida» de Radu Mihaileanu fala sobre a questão do Holocausto mas faz uma abordagem diferente do habitual.

Radu Mihaileanu já é bastante conhecido entre o público português por ter vencido, por duas vezes, o Prémio do Público da Festa do Cinema Francês, em 2010, com «O Concerto» e  em 2011, com «A Fonte das Mulheres». O filme de abertura tem elementos de humor e quando vi o filme pela primeira vez na televisão polaca fiquei algo confusa e não percebi muito bem mas depois de ver alguns dos seus filmes, sobretudo «O Concerto», percebi qual era o objectivo.

Ele trata as coisas muito sérias com humor mas sem chegar ao ridículo, sem banalizar, com uma mensagem tão subtil que vai tocar todas as pessoas e vai fazer rir o público. 

Radu nasceu na Roménia, em 1958, no seio de uma família judaica. O seu pai, Mordechai Buchman, perseguido pelos nazis, viu-se obrigado a mudar de nome - para Ion Mihaileanu, a fim de passar desapercebido na Roménia de Ceaucescu. A Judaica orgulha-se de apresentar, pela primeira vez em Portugal, «O Comboio da Vida», amplamente galardoado a nível internacional, na presença do seu realizador.

Outro dos convidados desta mostra é o realizador Eran Riklis que vem apresentar o seu filme «Zaytoun».

É um realizador muito equilibrado, tem uma visão da relação israelo-palestiniana que muitos apelidam de pouco realista mas nos seus filmes ele retrata pessoas que apesar de todos os problemas conseguem encontrar almas comuns e ultrapassar as barreiras políticas que são impostas a ambos. 

É um road movie sobre um paraquedista que é feito prisioneiro e que é salvo por um rapaz palestiniano quer ir à terra dele plantar uma oliveira (zaytoun). Daí tem origem a palavra portuguesa azeitona. Quis apresentar este filme para mostrar que entre os realizadores israelitas há esta ideia que é possível conciliar as divergências existentes.

Outro filme que também retrata situações terríveis é «O Tempo Perdido» de Anna Justice, porquê a sua escolha?

A guionista deste filme, Pam Katz, é co-autora do filme «Hannah Arendt» que vai encerrar a Judaica e daí ter querido fazer a ligação entre os dois filmes. O filme de Anna Justice fala dos horrores de Auschwitz mas o que vem ao de cima é uma história de amor eterna. O argumento é baseado em factos verídicos o que traz uma carga emocional ainda mais forte a toda a história. 

Gostava também de referir o lancinante «Lore» da realizadora australiana Cate Shortland que será apresentado pela S. E. Embaixadora da Austrália, Anne Plunkett, o que para nós é motivo de grande satisfação. É um filme muito forte, que aborda o outro lado dos vencidos, neste caso os alemães. Retrata a vida dos filhos de nazis que fogem enquanto os pais são feitos prisioneiros e que são salvos por um jovem judeu que fugiu a Auschwitz. Surge a questão que é possível salvar vidas independentemente de quem são essas pessoas.

Por falar em salvar vidas um nome que me vem à memória é um diplomata português Aristides de Sousa Mendes e vão ter uma exposição no Foyer do S. Jorge para homenagear o seu bom exemplo numa altura de medos e cobardias.

Foi uma feliz coincidência pois está em a ser preparada a 2ª Fase do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes (MVASM), estive em contacto com a Coordenadora, a Arquitecta Luísa Marques, e foi possível apresentar a exposição chamada «O Caminho (da Av.) da Liberdade». Através de fotografias vai-nos mostrar o que era esta Avenida na época e como foi vista pelos refugiados judeus como um paraíso.

Falando de mulheres realizadoras e dos temas abordados, toda a programação tem uma fortíssima componente feminina, quais os maiores destaques?

Gostava de fazer destaque ao filme «O Quinto Céu» de Dina Zvi-Riklis, que vem a Lisboa para apresentar o seu fime e «Simon e os Carvalhos» de Lisa Ohlin, nomeado para 13 óscares suecos. O filme de Dina Zvi-Riklis fala de um Israel que não aparece muito nos filmes, retrata uma época antes da fundação do estado. Em relação ao filme de Lisa Ohlin a história gira em torno dum segredo. É interessante por se passar na Suécia, que não foi ocupada pelo regime nazi, mas onde teve uma certa força. 
Cada uma destas realizadoras, com a sua maneira muito especial, passa o testemunho da História. História essa que, ainda mais uma mulher, Roberta Grossman, nos traz ao longo de séculos e através de variadas geografias contida numa única canção universal, «Hava Nagila (O Filme)», documentário delicioso, hilariante, comovedor e é a estreia absoluta na Europa. E ainda mais um filme cheio de força feminina, transbordante na Alma Mahler que, com os seus devaneios, leva o desconsolado Gustav a pedir ajuda a Freud e sujeitar-se a sessões de terapia, em «Mahler no Divã».

E após o visionamento do filme os espectadores podem participar num debate sobre Freud.

Sem dúvida, o filme com a sublime música do próprio compositor serve de pretexto para um debate partindo do livro de Michel Onfray «Anti-Freud», que desmonta o mito do pai da psicanálise, e que conta com a participação da psicanalista Maria do Carmo Sousa Lima e do musicólogo e crítico musical, Rui Vieira Nery. Vão falar sobre a relação de Mahler com a música e do papel da psicanálise. 

Vamos ter um outro debate no último dia, após o filme «Hannah Arendt» com um conjunto de convidados: Esther Mucznik, Vice-Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa e fundadora da Associação Portuguesa de Estudos Judaicos, António Araújo e Miguel Nogueira de Brito, ambos professores da Faculdade de Direito de Lisboa sob a moderação da jornalista, crítica literária e escritora Filipa Melo. Neste debate vai-se abordar o Julgamento de Eichmann em Jerusalém e o pensamento político de Hanna Arendt patente no filme.

O filme «Hannah Arendt» de Margarethe Von Trotta é sem duvida o filme do ano, pode levantar-nos um bocadinho do véu?

É um filme bastante polémico mas necessário que retrata o acompanhamento in loco dum grande acontecimento, o julgamento de Eichman em Jerusalém, por parte da filósofa e pensadora política alemã de origem judaica. Aldolf Eichmann foi um dos grandes responsáveis pela «Solução Final», que levou ao extermínio de seis milhões de judeus. Nos artigos publicados no prestigiado jornal New Yorker Hannah Arendt considera que Eichmann não é um monstro mas apenas um homem comum, um simples burocrata que se refugia em ordens superiores tornadas leis e que prescinde da capacidade humana de pensar. Eis Adolf Eichmann, a banalidade do mal em si mesmo.

Esta mostra não podia encerrar de forma mais alegre e descontraída, o que preparou para o último dia?

Preparámos uma divertida surpresa, cortesia de Woody Allen para todos os espectadores que assistam ao filme «Hava Nagila», está garantida muita diversão. A Judaica encerrará em beleza com um concerto de música Klezmer pelos fabulosos Lisbon Klezmer Brass que sem dúvida vai encher a Sala Montepio com entusiastas que queiram sentir ao vivo, a alma e o espírito do que esta Judaica representa.

Para terminar gostava que dissesse quais as suas expectativas para esta 1ª mostra e que desejos para o futuro.

Espero que esta mostra tenha muito sucesso e que se possa repetir e vir a crescer. Deixo o desejo de concretizar no futuro algumas iniciativas que este ano não foram possíveis, como a de organizar um concerto sinfónico com músicas de compositores judeus, muitos deles desconhecidos e também quero dar mais realce à rede de Judiarias existentes em Lisboa. 

Estou contente porque já apareceu um artigo no Jerusalem Post a falar deste festival, já chegámos à Terra Prometida. Expresso a vontade de que esta mostra faça parte do roteiro habitual dos festivais em Lisboa.

_ _ 

Judaica – 1ª Mostra de Cinema e Cultura : http://www.judaicacinema.org

__ __ 

* Originalmente publicada a 22 de Maio de 2013, na Le Cool Lisboa * 392

Le Entrevista a Gilbert Peyre por Rafa [PT]

«Cupidon, Propriétaire de l'Immeuble situé sur l'Enfer et le Paradis», o espectáculo que sinaliza a tua primeira vinda a Portugal como um artista com a (tua) «Cie P.P. Dream & Gilbert Peyre», abre o festival FIMFA Lx13 (Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas). Que podemos esperar desta estreia?

«Cupidon» baralha as regras, faz descobrir um mundo desconcertante, estranho e pouco habitual, onde a tecnologia toma parte do sonho. Uma caixa é aberta e fala-se de sexo, de amor, de loucura, mas nem tudo é tão bonito como as imagens nos fazem crer... 
É um trabalho de arte encenado, as esculturas animadas também são actores, é uma exposição transposta para um palco de teatro, com os códigos de um espectáculo ao vivo e de ópera. Diversas imagens aparecem, som também, com a música de Gérard Pesson incluída no som das máquinas ao longo da peça e a de Raphaël Beau, com a canção de Caruso, no momento em que avança «La Jupe et le Pantalon»
Como descreverias a tua relação com o marionetismo, vê-la como uma boa representação (projecção) da natureza humana e dos relacionamentos? Naturalmente que não funciona sem diversão, imagino que terás imenso prazer ao escrever os espectáculos e ao materializar os personagens. Como explicarias o teu processo de criação? Haverá espaço, durante o espectáculo, para improvisar linhas e a actuação?

Desde a minha infância que coloco em movimento tudo o que encontro; a minha forma de criar é assim, eu mostro objectos com movimento. Convoco imagens, eu «sou» um cirurgião plástico e tenho visões como pintor, como escultor. Reutilizo objectos, imagens que me agradam e recrio um puzzle com as minhas esculturas; reinvento uma história, ao longo do tempo, da minha inspiração. Já tinha criado playlets [pequenas peças] em 1998, com Achilles Orsoni e a vestimenta com as lâmpadas dinâmicas; ele cantava em playback o texto de Yves Garnier com a sopano Lydie Morales e já avançava com um pequeno carro.


Então, o «Cupidon» começou em 2007 com Achilles Orsoni (Cupidon), o texto cantado pela soprano e apenas com o armário, símbolo religioso, e durava apenas 15 minutos. Para a sua criação no BIAM em 2009 com Pantin, a duração passou a 1h e fui rodeado com uma equipa técnica e artística. Os primeiros actores a actuar comigo, Corinne Martin e Achilles Orsoni, gravaram vozes sem que lhes explicasse o que eu queria expressar. Flora Marvaud criou a iluminação; Fabien Caron o som em completa osmose comigo; para a criação do vestuário, falámos muito com Morgane Olivier, a fim de não refazer o «Alice au Pays des Merveilles». Aqui não existe improvisação; tudo é gravado, trabalho ao milímetro; os actores têm auriculares e obedecem a ordens; o texto é sempre cantado em playback. Mas a tecnologia melhorou.
 
Os dois manipuladores (Juliet Zanon and Bachir Sam), que operam objectos por controlo remoto, os lugares da Noiva / Fiancée e do Cupido / Cupidon, às vezes divertem-se a ir um pouco mais longe das suas acções, mas a sua liberdade é restringida pela tecnologia. Eles permanecem solidamente com os actores Cupido / Cupidon (Jean-Yves Tual) e a Noiva / Fiancée (Marie De Oliveira), que trazem as suas próprias emoções, caem, jogam com o olhar, a cara, os braços. Mas a parte inferior do seu corpo permanece estático, eles estão sentados de joelhos, numa posição que tentaram tornar o mais confortável possível. No último Festival Materia Prima em Cracóvia, o seu jogo foi explêndido, havia amor, o que levou todo o público a aplaudir de pé.


Só a Governanta (Gaëlle Fiaschi) é que caminha normalmente,  mas numa saia tão justa que a obriga a dar pequenos passos. Se coordeno os meus actores como marionetas, espero não ser um manipulador!

Não sou alguém que possa comunicar, devotar-se a falar sobre a sua arte; assim, os meus textos falam por mim e o humor também, sempre, porque a vida sem humor seria impossível. Assim como sem amor, também.

O teu trabalho tem sido descrito e comentado como uma comédia mecânica (muito como o «Cirque Calder»), um circo, uma parada, uma liturgia. E Gilbert Peyre como um génio, um inventor, um mestre do do-it-yourself. Além de todos estes agradáveis atributos e cumprimentos, o do-it-yourself tem um grande papel no desenvolvimento dos teus espectáculo e o epíteto de genialidade não existe sem razão. Como é que o DIY surgiu e será que conscientemente se pretende algo com ele?

Venho de uma grande família, não estudei e saí da minha casa aos 14 anos para trabalhar. Tive diversos trabalhos mas, tive problemas de alimento, que apenas a arte foi bem sucedida em aplacar. O encontro com a minha mulher Laurence em 1984, também me ajudou a abri-me mais aos outros.


E eu, que trabalhava a sós na minha oficina, surgi daí para me envolver de técnicos e actores. Em 1996 criei a minha companhia, a P.P.Dream, com a minha mulher e montei sozinho a «Ce soir on tue le Cochon». Para o «Cupidon» em 2009, o Visconte de Bartholin suportou-me financeiramente e trouxe parte da equipa técnica. Actualmente, Loïc Guyon, o gestor geral, empresta profissionalismo à organização.

A palavra génio, são os outros que a pronunciam; eu, eu trabalho, eu avanço, com dificuldades, porque mostrar notavelmente «Cupidon» necessita de energias; a equipa aceita a nossas condições, não somos subsidiados; eu tomo um plano de espectáculo assim que cumpro e animo esculturas! Não procuro financiamento antecipadamente. Com Laurence, fizemos tudo na companhia, mas a isso chegámos!

Eu não prego o do-it-yourself, mas se há algo a dizer, a sair, é necessário aprofundar. Não tentar usar meios demasiado caros a princípio. Agora, a mais pequena das coisas que construo tem custos, como o pneumático por exemplo, porque nada é reutilizado. Mas estou rodeado de pessoas muito generosas, como Fabien Poutignat (Loupi Electronique) e Robert Breton, engenheiro de electrónicas.

No meu trabalho como artista, tive sempre montanhas a nivelar, tudo é feito com intenso trabalho, gostaria de ser mais suportado financeiramente; felizmente, algumas instituições culturais exibiram o «Cupidon» em Paris, durante 2009-2010. E, desde então e a cada ano, há um festival estrangeiro que «batalha» para o apresentar. Diz-se que criar em dificuldade é mais vantajoso, mas há 9 pessoas na equipa do «Cupidon», já não estou sozinho. Iremos exibir «Cupidon» em Paris, na tenda do Cirque Electrique de 11 a 22 de Setembro. Será uma nova aventura...

_
Fotos por Krzysztof Wojcik

__ __ 

* Originalmente publicado a 17 de Maio de 2013, na Le Cool Lisboa * 392

Le Entrevista a Laura Heit por Rafa [PT]

A tua apresentação no FIMFA Lx13 (o Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas) chama-se «The Matchbox Series». Como começaste a utilizar este meio, as caixas de fósforos, nas tuas performances? Acho que se pode dizer, a brincar, que és fumadora?

Oh não, não sou fumadora. Adoro um copo de vinho e tudo aquilo que é miniatura. Criei este espectáculo depois de um longo tempo a trabalhar em teatro de grande escala, um processo que era muito colaborativo e que requeria objectos enormes, como marionetas gigantes e máscaras.

Eu queria criar algo pequeno que pudesse ensaiar eu própria, e fazê-lo como poucos materiais. Sempre gostei de caixas de fósforos e então usei-as como um palco, e todos as marionetas cabem dentro delas.


Le Entrevista a Laura Heit por Rafa [ENG]


«The Matchbox Shows» is the name of your presentation in the FIMFA festival (FIMFA Lx13 - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas). How did you started using this curious medium of «performance»? I guess one could say, jokingly, that you are a smoker?

Oh, no I am not a smoker. I do love a glass a wine and all things miniature. I created this show after a long time working on very large scale spectacle theater, a process that was very collaborative and required lots of very large objects, like backpack puppets, stilt walking creature costumes, and masks. 
I wanted to create something small that I could rehearse by myself, and make by myself with very few materials. I have always liked Matchboxes so I used the boxes as the stage, and all of the puppets fit within them.


Le Artista da Capa * 392, eLa

nada mais a dizer,
a completar,
a preencher.
apenas
o vejo :
Ribeira das Naus

Le Editorial * 392 por Ana Ema

A voz off do Metropolitano de Lisboa é o maior turn off matutino na sua versão em inglês. De cada vez que sigo para o trabalho pelas manhãs e me calha a tradução fico-me ali, rindo, quase aparvalhada. Uma explosição gotejona decibelada a tropeções pelo altifalante: «Mind your accent on the platforms», que tal um nativo para não soar cansativo? «Beware the sound of your voice», que tal mais ensaio para não sair assim descabelado? Enfim, ao menos que me desenhe um sorriso ao dia, esta senhora e a sua voz, meio dengosa, meio roufenha, em prendado portuglish. / Ana Ema

O Miguel e o Rafa.El sentem as levas de frio, alternadas com os picos de sol e andam abananados com a coisa.

Somosparceiros de comunicação do LandArt Cascais 2013, do FATAL, do FIMFA, do África Mostra-se, do Alfama-te, do Café Improv, do Pecha Kucha Night Lisboa e daMadame. E sonhamos em ser do Woody Allen =)

Le Capa * 392

por eLa