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FILMES COM LISBOA DENTRO (1955/1959)

[1] «Lisbon» é um filme policial do actor/realizador Ray Milland, de 1956, filmado na sua quase totalidade por aqui e ainda por Cascais, Seteais e com interiores filmados na Tobis (estaria ainda na Quinta das Conchas?). É considerado o primeiro filme de Hollywood feito em Portugal e inclui esta, «Lisbon Antigua», de Nelson Riddle, adaptada de uma música portuguesa de 1937: http://bit.ly/17Sx7f7

FILMES COM LISBOA DENTRO (1980/1984)

[1] A Cidade Branca, «Dans la Ville Blanche» de Alain Tanner, de 1983, que arrebatou um César no ano seguinte. O som da cidade e de Jean-Luc Barbier [http://bit.ly/1bPi3yH], momentos antes de Paul se fazer à pendura do 28 para a Graça.

FILMES COM LISBOA DENTRO (1940-1944)

[1] Casablanca, de Michael Curtis, 1942. LÁ VÃO ► a Ilsa e o Victor de avião para Lisboa, de ‪‎Casablanca‬ (cidade que até foi portuguesa, com o nome de Casa Branca, com a devida corruptela da história via espanhóis e franceses). O Sam continuava a dedilhar, Rick e Renault ficam para trás, olhando a descolagem. Ainda que Lisboa seja apenas referência de passagem e a pista de aeroporto seja uma da Califórnia e não marrroquina, merece inclusão pelo momento histórico e simbólico.

FILMES COM LISBOA DENTRO (2005/2009)

[1] A Vida Interior de Martin Frost (The Inner Life of Martin Frost) de Paul Auster, 2007. Sim, nem mais. Filme realizado, escrito e filmado em Lisboa (e nas Azenhas do Mar) pelo conhecido autor Paul Auster. A paisagem portuguesa aparece a espaços largos, num filme teimoso que não é Lulu on the Bridge. Na foto, David Thewlis e Irène Jacob. Filme em inglês e português.

FILMES COM LISBOA DENTRO (1995/1999)

[1] Dançar até Morrer (Clubbed to Death - Lola) de Yolande Zauberman, 1996. Filme dedicado à faixa Clubbed to Death de Rob Dougan presente na BSO do Matrix. Não se localiza - não o localizei - onde é filmado ao redor de Lisboa, mas vão-se ouvindo aqui e ali e nas pausas da dança-transe que é este filme, vozes em português. Na foto, Élodie Bouchez e Roschdy Zem. Filme em francês.

FILMES COM LISBOA DENTRO (1990/1994)

[1] A Casa da Rússia ( The Russia House) de Fred Schepisi, 1990, do livro homónimo de John le Carré, de 1989. Foram filmadas cenas em Lisboa, segundo David Williams [http://bit.ly/1au19aG], no Palácio dos Condes de Vimioso, no Largo das Portas do Sol, na Rua das Escolas Gerais, 88 (apartamento da personagem de Sean Connery), nas docas e na Baixa-Chiado. Na foto, um bar que já não existe, na Rua do Jardim do Tabaco.

OLHA outro still d'A Casa da Rússia, com o Sean Connery e um «wisqui» a todo o gás. E foi apenas o primeiro. 

E ainda outro. Olha lá Alfama desde a janela do apartamento de Barley; São Miguel, o Tejo, o reflexo de Santa Luzia e o omnipresente wiskas.

[2] Até ao Fim do Mundo (Bis ans Ende der Welt) de Wim Wenders, 1991. Epopeia global de Wenders que foi editado inicialmente com 8 horas, passa também por Lisboa, ocasião a ser revisitada pelo realizador alemão. Na foto, Amália Rodrigues, em trechos do percurso do E25 e do E12. Filme em português / inglês e vários outros idiomas.

[2] A Janela (Maryalva Mix) de Edgar Pêra, 1991. Filme absolutamente lisboeta que nos é ofertado na habitual catarse misto de videoart e videoclip - é contido cinema bem linear, se bem que curvilíneo. Aqui, Lúcia Sigalho multiplica-se como actriz e a personagem Antónyo é desmultiplicada por diversos actores. Na foto, Lúcia Sigalho e Manuel João Vieira.

[3] Lisbon Story de Wim Wenders, 1994. Um sonoplasta vai descobrindo Lisboa ao correr dos seus estalidos e silêncios, por becos, pela sombra e com sol e na companhia dos Madredeus. Na foto, Manoel de Oliveira, que tem um cameo no filme. Filme em alemão / inglês / português. 

FILMES COM LISBOA DENTRO (1985/1989)


[1] Recordações da Casa Amarela de João César Monteiro, 1989. Primeiro tomo da trilogia de João de Deus, este premiado em Veneza. Poder-se-ia dizer que se representou magnificamente a ele próprio como um devasso e vagabundo que tudo nega e a nada se nega. Na foto, Luís Miguel Cintra e João César Monteiro tendo como cenário o Panóptico de Lisboa, a «oitava», ala de segurança do Hospital Miguel Bombarda.

FILMES COM LISBOA DENTRO (1970/1974)


[1] Jaime de António Reis e Margarida Cordeiro, 1974. Um belíssimo documento do mestre dos documentaristas portugueses (um, porque temos vários, mas será talvez o mais apontado academicamente). Jaime, apogeu dos artistas da Arte Bruta portuguesa, em exposição parcial no Panóptico do Miguel Bombarda, eis a sua obra.

FILMES COM LISBOA DENTRO (1960/1964)

[1] Dom Roberto de José Ernesto de Sousa, 1962. Única longa metragem de Ernesto de Sousa, perseguido pela polícia do estado e que chegou a ser duplamente premiada em Cannes. É considerada fundadora, em conjunto com Verdes Anos, do novo cinema português. Na foto, Glicínia Quartin e Raul Solnado. Para ler mais sobre o autor: http://www.ernestodesousa.com/?p=77

[2] Verdes Anos de Paulo Rocha, 1963.  Primeira longa do realizador e obra marcante (em conjunto com Dom Roberto de Ernesto de Sousa e Saltimbancos de Manuel Guimarães, segundo alguma crítica) do novo cinema, cinéma nouveau, português. Na foto, Isabel Ruth e Rui Gomes.

[3] Belarmino de Fernando Lopes, 1964. Belíssimo documentário Cinema Novo português que segue Belarmino Fragoso pelas ruas de Lisboa. Biscateiro e boxeur, nunca baixou as luvas mesmo perante o combate mais renhido, o da vida bem sucedida.


FILMES COM LISBOA DENTRO (1930/1934)

[1] Lisboa, Crónica Anedótica de José Leitão de Barros, 1930, sucessão de episódios lisboetas e de lisboetas do grande Leitão de Barros, um dos pioneiros do documentário etnoficcionado. O filme é mudo, mas as figuras parece que vão balbuciando para a câmara.

[2] A Canção de Lisboa de Cottinelli Telmo, 1933. Filme fundamental por inúmeras razões: realizado por um arquitecto, cenógrafo e cartoonista, é o primeiro filme sonoro verdadeiramente português (ou primeiro filme totalmente português a ter som) e seminal na comédia portuguesa como género cinematográfico. Na foto, Beatriz Costa e Vasco Santana.

FILMES COM LISBOA DENTRO (2010/2014)

[1] «América», de João Nuno Pinto de 2010 ► Além de entrar a Lara do Good Bye Lenin!, este é também o último filme de Raul Solnado. Mas deixa lá a trivia da coisa, o filme é simpático e até foi filmado em Lisboa e na Cova do Vapor. Reconheces?

[2] «Imagine», de 2012, do realizador polaco Andrzej Jakimowski (que também apontou o argumento) segue um professor cego e uma estudante de encontro a Lisboa. A cidade é toda deles, os reflexos, completamente nossos.

[3] «Night Train to Lisbon», de Bille August de 2013, a partir do livro homónimo de Pascal Mercier, de 2008 ► Raimund Gregorius (Irons) dá uma de perdido no eléctrico 28 a caminho dos Prazeres. Mas não dá uma de turista, não, nem tem medo dos pickpockets, esses papões que se escondem por debaixo da cama e a quem nunca pus a pestana em cima.