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LISBOA DESENHADA 21

21 (13-10-2013) ► Não é bem Lisboa. Mas pode também ser. É mais uma amálgama daquilo que me povoa a mente quando nela penso. Ou então não é nada disto e estou de balelas.






FILMES COM LISBOA DENTRO (1955/1959)

[1] «Lisbon» é um filme policial do actor/realizador Ray Milland, de 1956, filmado na sua quase totalidade por aqui e ainda por Cascais, Seteais e com interiores filmados na Tobis (estaria ainda na Quinta das Conchas?). É considerado o primeiro filme de Hollywood feito em Portugal e inclui esta, «Lisbon Antigua», de Nelson Riddle, adaptada de uma música portuguesa de 1937: http://bit.ly/17Sx7f7

Le Entrevista a Dito Von Tease por La Cucarafa [ENG]

Who is, in fact, Il Dito?

“Behind the finger” there is an art director, illustrator and graphic
designer.

I’m from central Italy. Actually I live and work in Bologna, a beautiful city
known as “the red, the fat and the acknowledged” so famous for being red-
painted and political-left-positioned, for good food and for arts and culture.

I think that growing up nestling in beauty of arts, eating good food and
Italian friendly sociality have created the right atmosphere to help developing
my creativity.
Although sometimes I have the temptation to turn me from an index into a middle-finger and to flee abroad.

LISBOA DESENHADA 1

1 (3-6-2013) ► Já conta o ditado: «Gaivotas em terra, tempestade em São Bento». Mas isso é o que se diz, eu é mais estirar-me ao Sol por meia hora na borda do Tejo, ao Cais do Sodré. 


2 (4-6-2013) ► o topo do Palacete José Ribeiro da Cunha no Príncipe Real, desenhado entre quiosques e bocejos de sol.

3 (5-6-2013) o Cais do Ginjal e uma aguada de café a servir de sombreado. Não sou o Mané do Café, claro, mas Lisboa é Lisboa de qualquer maneira que a desenhe.

4 (6-6-2013) ► um detalhe apenas, um detalhe, da fachada do outro lado da rua à Pensão Amor, Cais do Sodré.

5 (7-6-2013) ► Pequeno naco de Calçada portuguesa em Arroios, enquanto esperava pelo 706. Ou como tornar uma seca de espera em algo produtivo.   

6 (8-6-2013) ► Uma experiência: coloca-te a desenhar numa qualquer rua de Lisboa e conta depois quantos turistas se juntam em apreciação. Ah pois. (Nova) Igreja do Corpo Santo, de 1770, ao Cais do Sodré, bastião dos irlandeses e onde a missa é em inglês. Isto em espera do 735.

7 (9-6-2013) ► Um momento de um outro trabalho meu, pois, em que esquematizei toda a família do café em Portugal para uma dupla de neerlandeses. Imprime ou copia, educa e guia a malta que nos visita. O «one galao» merece melhor explicação. E a meia de leite existe.  

8 (10-6-2013) ► Caracolada e imperial na Praça Paiva Couceiro. Tento dizer umas quantas palavras a louvar o feriado e só me saem: hm, hum, hmmmmmm, nhammmmm, hmm. Já agora, onde pára o Jazz na Praça?

9 (11-6-2013) ► Toma lá o dibujo de hoje e ficamos quites, tá? Aguadas de café e coiso na Leitaria Académica ao Largo do Carmo. Olhava para nenhures para evitar desconfianças. Já reparaste nos carris do eléctrico que seguem pelo caminho do Elevador Santa Justa?

10 (12-6-2013) ► Deu para vir dar uma perninha até à horta de madrugada, aqui bem junto ao Alto de São João. A árvore não tem nome, pode ser Lucille, parafraseando o BB King. Boa notícia, os morangos estão quase e as favas já as recolhi. Deixa cá ler o Almanaque Borda D'Água para a lua cheia. Meh, é a só a 23... 

11 (13-6-2013) ►  Uma esplanada e uma hora de almoço e estamos conversados. Ingredientes para o momento: qualquer naco de papel, o coto riscante disponível e um pedaço de tempo para colocar ambos, papel e riscador, dançando. Aqui, gente na esplanada de São Pedro de Alcântara, patamar de baixo e restantes parapeitos sobre a cidade.

12 (14-6-2013) ► No seguimento, aqui esplanada de São Pedro de Alcântara, patamar de cima.

13 (15-6-2013) ► E ainda, outro espaço ao ar puro de Lisboa. Largo do Carmo. 

14 (16-6-2013) ► E indo até ao Quiosque de Refresco, esplanada na Praça das Flores. 

15 (27-6-2013) Um interregno apenas, mas com uma razão e um bom regresso: uma viagem a Peniche. Peniche é um tômbolo e a caldeirada é majestosa. Na imagem: oceano, Berlenga Grande e Cerro da Velha. O Mário Viegas (de Midões) quase que voltou a ser rei.

16 (28-6-2013) ► Café e cigarros,  Jarmusch e o Benigni bem o sabiam. Junta a isso Lisboa e as suas mais do que sete maravilhas (esplanadas ao dará, um sol incandescente) e está feito.

17 (7-7-2013) ► A «malta» do domingo de manhã no Largo de São Paulo. Uns trinta e tal à sombra e uns quantos milhares ao Sol, tudo tão tórrido. Canículas! 

18 (8-7-2013) ► Nestes Diēs caniculārēs - e Lisboa está agora a 31º e sobe, upa - tenho duas mãos esquerdas. 

19 (9-7-2013) ► Qual é a estação, qual é ela: Metropolitano de Lisboa, Linha da Caravela, a uma troca do Saldanha e a três tirinhos da antiga estação do Socorro. Qual é ela? 

20 (15-7-2013) ► Um detalhe do Fontanário - Obelisco/Chafariz do Largo de São Paulo, a café e Bic, desde a esplanada do Quiosque. Inaugurado em 1849, já vinha um projecto  desde 1774 e pedidos à CML desde 1800 e vintes (é de bem pensar o quanto as obras públicas são agora mais rápidas). A bica poente destinava-se «aos homens do mar».  

LENDAS URBANAS

[1] A estátua no Rossio é do Imperador Maximiliano do México e não de D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil. Perpetuou-se a história do extravio, da troca ou até do aproveitamento da estátua de Maximiliano como rei português, depois daquele ter sido fuzilado. Anedotário popular que deve ter brotado pelo pedestal estar anos sem qualquer estátua, até lhe chamavam o «galheteiro» : http://bit.ly/16C5DJO














[2] A Ponte 25 de Abril (25 de Abril Bridge) ter sido construída pela mesma empresa que construiu a Golden Gate Bridge de São Francisco. Na verdade, essa companhia, a American Bridge Company, construiu a 25 de Abril e a Ponte São Francisco-Oakland Bay e não a Golden Gate. Curiosidade: foi esta a companhia que materializou, entre n coisas mais, o Empire State Building! Porque se mantém o mito? Pela semelhança de cores e estrutura entre as duas pontes.  Crédito foto: Almadadigital.pt

[3] ► O Elevador Santa Justa foi desenhado por Gustave Eiffel. É da autoria de Raoul Mesnier du Ponsard, engenheiro português, portuense, de ascendência francesa e que nunca foi discípulo de Eiffel. Ponsard desenhou também o Elevador da Bica, Elevador do Lavra e o Elevador da Glória e ainda os que já se sumiram de Lisboa: São Sebastião, São Julião, Estrela, Graça e Chiado. Porque se mantém o mito? Pela proximidade estética da arquitectura do ferro. Créditos da imagem: Carris