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Le Capa * 353



Por Editor

Le Editorial * 353 por Rafa

Não morrer na praia

O Miguel chega de festivais a salivar pela Fauna festivaleira (foi um Boom que te avias), enquanto que Maria pede mais um feriado na havaiana para celebrar (porque soma três trabalhos além deste aqui). Rafa.El sempre deixado para trás a guardar que nem perdigueiro apontador, o escritório da Le Cool, tira desforra. Porque Lisboa é sempre tão preenchida que nem um cachorro quente com tudo tudo - mesmo molho de alho. Tira a teima e confirma.

Le Artista da Capa * 353, Editor

Lisboa é uma cidade-macaca porque é dependurado dos seus galhos-colina que lhe vemos os topos dos campanários todos. É um gozo topográfico. Uma sei  chalaça dos deuses que lhe arranjaram o arranjo urbanístico. Urbe em antecipa-ocupação, em equilíbrio sobre um mar que é rio que é mar, que tem até é nome de mar, mas é é estuário, é habitada por uma raça de homens que, sem racismos entre o que lhe é casa e o que lhe é verde, foram colhendo e acolhendo as partes melhores deste mundo. Se o mundo girasse uma terceira rotação, a sua translação seria em torno desta Ulissipona (corruptela, ora toma, de Ulisses e Olissipona). Ou então não, o epicentro coincidiria mesmo era com o Tejo.

Tenho dito. Agora vão de férias.

Le Entrevista a Diego Armés por João Freire


Boas. Fala-me um pouco sobre ti, o teu percurso musical e as bandas que já foste tendo (e tens).

Tive a minha primeira banda aos 16, era a típica banda da Secundária, ainda em Mafra. Chamávamo-nos Kindergarten, éramos cinco e cantava-se em inglês – em 1995 cantava-se em inglês, ponto. Eu não era vocalista. Uma ano mais tarde, formei os Shave com o meu irmão, o Marco Armés, baterista. Começámos como power trio, depois passámos a quatro. Cantávamos em inglês, porque até 1998 se cantava em inglês, ponto. Nesta já era eu que cantava.
Depois desisti de ter bandas durante uns anos, sobretudo nos primeiros tempos em Lisboa. Até que um dia resolvi desenterrar aquilo que tinha começado com o meu irmão, só que já era 2003 ou 2004 e então já se podia cantar em português, por isso tínhamos de nos chamar em português. Achámos que Feromona era um nome porreiro, mas ainda não sabíamos o que significava. Depois investigámos e concluímos que tinha sido uma belíssima escolha.