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INfusão

Ovos, farinha, leite, manteiga e uma pitada de sal. Assim estava eu habituada a fazer os meus crepes que, achava eu, eram fantásticos, lindos e saborosos e depois era recheá-los com praticamente tudo o que encontrava no frigorífico. Andava eu satisfeita com os meus crepesitos até descobrir, no espaço do antigo e emblemático Lisboa Bar, o INFusão.  
 
Que é isso mesmo: um pouco de tudo num espaço , uma fusão de sabores e de conceitos.  

SuperCaliFragilistic


A Mary Poppins iria certamente adorar e pronunciar deliciada Supercalifragilisticexpialidocious à vista e ao gosto das iguarias servidas neste espaço no coração de Alfama. É restaurante e é bar e é muito mais aindaé uma tasca atípica senhores! Serve refeições e bebidas a qualquer hora em ambiente revival da bela taberna de cidade e tu mal podes esperar para experimentar o menu degustação de 6 pratos!

Como era? Como seguia? Como dizes? SuperCaliFragilistic! Em Alfama o conforto do palato é aqui! / Ravier


Le Artista da Capa * 371, João Santos

E Lisboa é o quê? O que é que Lisboa tem? Sugere um dia perfeito pela cidade.

Lisboa é inefável! Parafraseando Jorge de Sena: "Inefável é o que não pode ser dito". Lisboa dos jardins quase secretos: descobrir o Dragoeiro no Parque Monteiro-Mor, ou curvar ao meio o Vale do Silêncio,nos Olivais; a Fonte das Quarenta Bicas no Jardim Botânico da Ajuda e o Jardim do Torel, debruçado sobre a Avenida. Os passeios à beira-Tejo, claro.

E sempre Alfama, a subir a encosta das Portas do Sol. A Mouraria adormecida; Rua da Palma Chinatown mesclada com a Índia, até ao quarteirão dos Anjos. Ou descer a Avenida Prada Vuitton Herrera e Ca., entrar pelas Portas de Santo Antão e terminar no "Mercado Africano" junto ao Palácio da Independência. Tudo isto e muito mais. Nesta cidade crescida ao Sol e lavada no Rio. Cidade antiga, fenícia, romana e moçárabe. De toda a gente... na presença e na ausência.

Le Capa * 371

Por João Santos

Le Editorial * 371 por José Repugno

Alibis

O mundo acaba lenta, lentamente, qual digestão de feijão frade na tripa. E, como qualquer feijoada que se preze, a próxima fica logo desejada. Lisboa, essa urbe semeada à beira do ribeiro Tejo, pegou e pegou bem. Floresce como nunca, acabe ou não o mundo ditado pelos maias. Aliás, não é muito de confiar no prognóstico de uma civilização que entretanto se extinguiu. Ainda antes de ter uma mãozinha dos españuelos. Portanto, se o mundo se foi ou se vai no vaticínio do povo que construiu pirâmides no Iucatão que nem autarca tuga a cortar fitas antes das eleições, não interessa. Acho que foi de sacana deixar assim a gente em sobressalto. Apontem aí no calendário: dia 22 de dezembro faz um dia que o mundo não acabou. Pelo sim, pelo não - que las hay, hay - dou um alibi para o dia 21: já comprei cigarros para o dia seguinte e é chato que sobeje. / José Repugno

O Miguel e o Rafa.El também já têm jantares de Natal agendados, assim que acabe lá mais para 26 ou assim.

Le Entrevista a Umesh Govinde por Daniela Catulo

Tem um dos sorrisos mais contagiantes da noite lisboeta. Natural de Moçambique, a sua energia transparece, e foi em Lisboa que firmou raízes e que provou ser um grande profissional na gestão de um dos bares mais interessantes e com o nome mais apelativo do Bairro Alto: O Kamasutra Bar. Começou como apanha-copos no Garage, cresceu num meio que é cheio de obstáculos e concorrência desleal, mas sempre com garra e persistência é à noite que ele pertence, como peixe na água.  

Observa uma Lisboa e um Bairro Alto diferentes daquele onde começou e gostava que o público optasse mais pela qualidade, mesmo em tempos de crise. Porque o que é realmente bom e especial, nem sempre tem que ser mais caro.

As gerações mais novas, que começam agora a sair à noite, não conhecem o brilho que tantos dizem que se perdeu na noite em Lisboa. Quais achas que foram as grandes mudanças da Lisboa em que começaste a trabalhar e a Lisboa de agora?

Muitas mudanças, principalmente no público que frequenta a noite, público muito jovem, que na sua

Le Entrevista a João Santos por Lino Palmeiro


Quando se escreve num teclado sem cedilha nem til, adensam-se as recordações da Pátria, a língua portuguesa? Era uma boa questão, mas não a fizemos. Nada que o João Santos, fotógrafo-viajante-terapeuta-português e tudo, não esteja habituado a resolver. De momento, está em Adelboden (Alpes Suícos) e foi uma conversa a teclar de cá e de lá.

Biografa-te daí um pouco. Querias ser fotógrafo desde menino?

Quando nasci já trazia o "desenho" no dedo e um olhar curioso. Sempre vi o mundo de forma diferente, mas nunca de frente.