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INfusão

Ovos, farinha, leite, manteiga e uma pitada de sal. Assim estava eu habituada a fazer os meus crepes que, achava eu, eram fantásticos, lindos e saborosos e depois era recheá-los com praticamente tudo o que encontrava no frigorífico. Andava eu satisfeita com os meus crepesitos até descobrir, no espaço do antigo e emblemático Lisboa Bar, o INFusão.  
 
Que é isso mesmo: um pouco de tudo num espaço , uma fusão de sabores e de conceitos.  

Le Entrevista a Umesh Govinde por Daniela Catulo

Tem um dos sorrisos mais contagiantes da noite lisboeta. Natural de Moçambique, a sua energia transparece, e foi em Lisboa que firmou raízes e que provou ser um grande profissional na gestão de um dos bares mais interessantes e com o nome mais apelativo do Bairro Alto: O Kamasutra Bar. Começou como apanha-copos no Garage, cresceu num meio que é cheio de obstáculos e concorrência desleal, mas sempre com garra e persistência é à noite que ele pertence, como peixe na água.  

Observa uma Lisboa e um Bairro Alto diferentes daquele onde começou e gostava que o público optasse mais pela qualidade, mesmo em tempos de crise. Porque o que é realmente bom e especial, nem sempre tem que ser mais caro.

As gerações mais novas, que começam agora a sair à noite, não conhecem o brilho que tantos dizem que se perdeu na noite em Lisboa. Quais achas que foram as grandes mudanças da Lisboa em que começaste a trabalhar e a Lisboa de agora?

Muitas mudanças, principalmente no público que frequenta a noite, público muito jovem, que na sua

O Ni

E que tal uma cachupa? Para os saudosos da cachupa do Poço dos Negros, naquele lugar escurinho, meio clandestino, em que ir comer uma cachupa às 4h da manhã parecia mais uma missão secreta, têm agora uma deliciosa cachupa à altura de comer e chorar por mais. Para quem ainda não conhece esta relíquia gastronómica de Cabo Verde, venham descobrir o “O Ni”. Recém inaugurado, junto à Gulbenkian, o Ni que é de cabo-verdianos que põem muito amor nos seus pratos, oferece-nos a versão da cachupa rica e a pobre (a que tem por cima o ovo estrelado).

Le Entrevista a Lady M por Daniela Catulo


Ela é uma das DJ´s nacionais que mais tem actuado nos últimos anos. Uma verdadeira Lady que nos dá música e nós adoramos. Ela é Lady M – de Mariana. Gosta de passar House, Deep House e Vocal, passando pelo Tech e Electro-House. Cheia de energia e vivacidade, Mariana não pára de surpreender de norte a sul do país e fora dele também: Luxemburgo, Suíça ou Tunísia foram alguns dos destinos por onde esta Senhora já passou e deixou a sua marca, animando pistas de dança e levando-as ao rubro.Em 2004 juntou-se à colega Miss Pink de onde nasceu o projecto L&M CONNECTION que também tem merecido o destaque da imprensa. A DJ continua a seguir a sua paixão, caminhado e dançando e animando-nos por onde quer que passe. Podem ouvi-la já no próximo sábado na Pré-Halloween Party no Ground Zero da Discoteca Kaptal, onde partilhará a cabine com o DJ Óscar Baia ( do recém encerrado Kremlin), e com as Djs Lyla VS Allure e  DJ Star.

Numa semana em que foi anunciado o fecho de uma das casas míticas da cidade, o KREMLIN, existe um ar um clima de mudanças para a noite lisboeta, de reinvenção, de adaptação a um novo contexto social. O que achas essencial que aconteça para que bares e discotecas se mantenham na corrida sempre com qualidade?

De facto encerrou uma casa mítica no panorama não só de Lisboa como arrisco-me a dizer Nacional. Na minha opinião todos aqueles que vivem na e da noite deviam rever as suas estratégias e essencialmente primar pela qualidade em todos os aspectos.

Le Entrevista a Filipe Caetano por Daniela Catulo


Açoriano de São Miguel, veio para Lisboa há treze anos para estudar e por cá ficou. Filipe Caetano respira música, vive no meio dela e não se imagina sem ela. A música foi tomando um papel cada vez mais importante ao longo dos anos. Como qualquer jovem, frequentava festas, clubes, discotecas, mas Filipe não era apenas um party-boy, ele estava atento à alternativa e ao que de melhor se fazia no meio e foi aguçando o gosto e a experiência.

Filipe é DJ FLiP, é um dos elementos dos DOUBLE DAMAGE (juntamente com o colega Rodrigo Schanderl), é dos membros do Distotexas, Faz parte da banda PMDS (o primeiro álbum está quase a sair, fiquem atentos!) trabalhou com a emblemática Rooster Agency e ainda participa em vários outros projectos com actuações ao vivo.

Uff! Querem mais razões? O resultado de todo este percurso musical, contactos que foi estabelecendo e influências? A fundação, em Novembro de 2010, do SPACE Lisboa – juntamente com Rodrigo Schanderl e Jari Marjamaki.

Le Entrevista a Bruno Muratori por Daniela Catulo


Bruno Muratori é o jovem carioca responsável por trazer a Lisboa o sol e o charme do Rio de Janeiro. Tudo isto traduzido num grande sorriso, numa energia contagiante e em festas e mais festas!

Para quem ainda não ouviu falar na FLUX, ou nas últimas festas - sensação do Konvento ( Grupo K), então está na hora de seguirem a corrente, até porque neste Carnaval Muratori em parceria com Diogo Aragon, brinda-nos com um Ultra Emoti-ON: uma maratona de festas em 3 dias e uma inovação : “Bacalhau com Farofa”: um cortejo pelas ruas do Bairro Alto em que o melhor dos dois países se une e em que finalmente podemos pôr de lados tentativas frustradas para termos por cá um carnaval brasileiro. Abraçar o que é nosso é importante também e é nisso que Muratori acredita: na união, na partilha de culturas, sempre pela música, pelo convívio saudável e por um grande companheirismo.

Le Entrevista a Michael Santos aka Mikie Wilde por Daniela Catulo


O que mudou na noite de Lisboa nos últimos 10 anos?
Está menos segura,  sente-se mais tensão no ar e as pessoas estão mais individualistas. Antes era mais presente o sentido de grupo, de interacção pela música e pelo puro convívio. Hoje também, há qualidade de casas e músicos  mas menos profissionalismo e seriedade, qualquer um pode abrir uma casa ou ser artista e isso faz com que por vezes a essência a e a pureza desta profissão se perca.

E o que é ainda se mantém mágico em Lisboa?
A cidade de noite é mágica por si só. Fica ainda mais misteriosa e envolvente. Isso nunca se perde.

4 Da People é o teu nome de produtor, É isso que sentes quando crias música, que é feita para o mundo?
Completamente. A música é de facto a linguagem universal, que liga pessoas de todo o mundo, de culturas distintas, não precisa de tradução ou legendas. E a pessoas são a minha a energia, é para elas que quero passar a mensagem para que a também elas a espalhem, a mensagem do amor, da amizade e harmonia que tanta falta fazem ao nosso mundo.