Swinging Sisters

Três foi a conta que o Outro fez. E no que toca a discos e a som, esta belíssima trindade anda por aí a pinchar discos como ninguém. Ou como se não houvesse o dia de depois de amanhã, diriam alguns. Dia 12 de janeiro a partir da 00h e até às 4h, o trio das irmãs ondulantes (ou ululantes, numa tradução livre deste yours truly), lança música para toda a Europa. Melhor, para um cantinho desta que lhe emprestou o nome, ali na rua que já foi rosada.

Via

Raramente me dá para colar as palavras de outros quanto a comentar algo. Mas bolas, este texto merece. Colocuspo aqui parte truncada sobre o texto de apresentação dos Via: 

"Via é um trio de fusão aquecido em copo de pé. É um quase Jazz Alternativo de cor tinta alourada, não é bem um Blues Ruby envelhecido em cascos de madeira, é mais um Folk Experimental da região de colinas agrestes, ou então um Rock Psicadélico com aroma a frutos secos, torrefação e madeira."

Bem malhado, não? Tão bem agregado conjunto de palavras, num misto de descrição de rótulo de um bom vinho, com o de paixão literária nada assolapada por algo que se apresenta, merece tanto. Merece, antes do mais, que dês movimento a esses glúteos e te desloques até O das Joanas, ao Largo do Intendente, no dia 12 de janeiro de 2013 às 22 horas. Segue lá por esta Via, as Joanas também agradecem.

Poesia no Museu

Agora uma coisa que não deves saber, certamente. Lisboa tem um Museu da Música! Longe de ficar a admirar a maior parte das vossas bocas entreabertas de espanto, digo ainda mais. E este Museu da Música, instalado entre as pernas da estação de metropolitano do Alto dos Moinhos (isto lembra-me os tempos do FIBDA na Falagueira), tem programação regular que extravasa a ideia de museu.

Fecha lá a boca, então. O ciclo de Poesia do Museu é um desses momento de programação. Dia 16 de janeiro de 2013, pelas 19h, João Miguel Fernandes Jorge é motivo de conferência por Frederico Pedreira. Lê-se também poesia de autores vários. 

A entrada é livre e, com estes transportes, não há razão para dizer algo como «Ah e tal, é longe e assim.»

Le Editorial * 374 por Nicarágua Jones

Tóristas

Eis o que um diligente e astuto estudioso da economia não poderia imaginar. Lisboa, a cidade que deu caravelas, descobrimentos, a nata e o pastel de bacalhau ao mundo, é um prodígio turístico. Take that que as comeste. Uns dizem que é a decadência romântica desta cidade-ginásio que lhes serviu de chamariz. Outros desconfiam que foi a low cost que os trouxe até aqui. Uns revelam que a noite é a mais quente deste paralelo. Uns, rapidamente disfarçando a ginjinha que lhes orla as beiças, argumentam que são as mulheres, essas sereias do Tejo, a suprema atração. Todos eles se afundam nos pratos do delicatessen luso. Nosso fado ou não, temos uma cidade rica como o caraças, venham os turistas que quiserem! / Nicarágua Jones

Le Artista da Capa * 374, Raquel Garrancho

Parte de mim é isto, uma parte necessária, presente desde que memória.

A ideia de ilustrar como modo de vida começou a ganhar terreno durante a universidade, na mesma altura em que a paixão pela minha área oficial de estudo diminuiu exponencialmente. Querendo mudar de ares, mudei de cidade, afastei-me de Lisboa e de tudo o que ela oferece e, mesmo depois de todo este tempo distantes, ainda consigo ouvir uma pequena voz afirmando que eu e Lisboa temos que passar ainda mais tempo juntas... ela ainda não me mostrou nem metade do que tem.

Podes conhecer-me por aqui e por aqui.

Le Capa * 374


Por Raquel Garrancho

Os Equatorianos

Quando penso no Equador, não visualizo o livro daquele senhor que parece estar sempre zangado com este mundo, o outro e até talvez com ele próprio. Penso na linha imaginária que divide este globo como se fosse uma laranja antes de ir ao espremedor para se mirrar em suminho.

E imagino como será um país a que essa linha deu nome, aquele logo abaixo da Colômbia (o país acima da linha). E como serão os seus habitantes? Pois, é-me totalmente desconhecido - sinto-me um norte-americano a quem perguntam sobre Portugal. Equatorianos? Hum...

Foco no Arquivo

Se eu vivesse noutra cidade que não Lisboa, sentiria diariamente uma angústia de ausência de cinema, que, de cinéfilo que sou (não cinófilo, eu é mais gatos), trataria logo de resolver com uma visita ao cinema local.

Como felizmente Lisboa ainda me atapeta os dias, desafogo essa falta por película na Cinemateca Portuguesa, a melhor coisa que me aconteceu a envolver uma projeção desde que tive um encontro imediato com "O Império dos Sentidos". Já lá vão uns aninhos. 

Fabiana Show Special

Os shows da Fabiana são já tão parte do Cais do Sodré como os afters do Europa ou a noite Panic! do Musicbox. É mobília, mas uma boa mobília, duas vezes a cada noite. À 1 e às 3h é a hora em que Fabiana se despe em torno do pivot varão, para contentamento da multidão mais colorida e com maior diversidade da noite lisboeta.

Se não conheceres ainda pede desculpa a ti próprio. De qualquer forma a noite de hoje - 9 de janeiro de 2013 - é diferente, pois a casa promete um "Fabiana Show Special". Confere?

Errático, Love


Por Rafa

Errático, Bica

Lisboa @ Night por Icea Labamba Si

Errático, Tejo

Ao transpor o Tejo. Foto por Rafael Vieira.

Errático, Alfama

Por Alfama, numa noite daquelas. Foto por Rafael Vieira.

Atividades coletivas na Horta do Monte

A Horta do Monte mantém-se ativa e lança um chorrilho de atividades no seu quintal da Graça, em celebrar a época de outono e inverno em leguminosas e verdes.

A 5 de janeiro, já este próximo sábado, portanto, das 15h às 17h, lançam-se tarefas dignas de qualquer pequeno agricultor:

- Manter limpo o espaço da horta
- Manutenção dos caminhos, escadas e canteiros
- Plantação de arbustos e árvores
- Manutenção da Compostagem
- Manutenção das árvores

Le Artista da Capa * 373, Sara A.

Eu sou o músculo da Sara, o tal que obtura a máquina quando Lisboa se insinua defronte da câmara. A cada instante, um apelo da sua imagem. Sabes onde é o Jardim Botto Machado? Se acertares, dou-te o restante músculo que me faz o braço, em abraço. Lisboa é a minha cidade, biologias e ornitologias incluídas, berço onde um grafologista encontraria certamente traços da minha persolidade em contentamentos no ponto do i.

Le Capa * 373


Por Sara A.

Le Editorial * 373 por Benjamin Juíz

Pássara

Pareceu-me ter ouvido «pássara» da boca dela, enquanto passava por mim velozmente, trocando um olhar e uma impressão em algumas letras em atropelo. Como fiquei algo impressionado e antes de perceber que era mais algo como «para a Sara», entreabri a boca, em espera de mais alguma indicação ou de que pássara seria essa. Ainda apegado ao sono mal dormido da consoada de ano novo, sou bombardeado pela primeira polémica do ano. Esperam-se mais, pois é, que a polémica por aqui é uma macieira quase em época de dar fruto. Agora fala-se em discursos e dezcursos, em discursantes e em aumentar o buraco do cinto. Eu sei lá, não dou para isto nem vou com estes pequeno-almoços, mas acho simpático pensarem nos jornalistas.

Tanta polémica fará certamente imensas parangonas de jornais. / Benjamin Juíz

Osteria

O que à primeira vista parece ser mais uma tasca no meio de um bairro histórico da nossa cidade, a Madragoa, onde se comem petiscos tipicamente portugueses, recheado de mobiliário vintage com copos e pratos do tempo da avozinha, todos diferentes, rapidamente me apercebo de uma nova realidade!

A tasca que pensava ter comida portuguesa, na verdade, é um restaurante do mais kitsch possívelonde se respira, fala e sobretudo come italiano do melhor!

A simpatia das donas é exemplar, mas o que verdadeiramente marca é a excelência da comida.