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Le Entrevista a Francisco Batista (Le Cool Team) por Rafa


Quem é o Francisco? 

Numa palavra: um paradoxo. Sou capaz do melhor e do pior. Vivo dos momentos: são os pequenos e inesperados que me deixam feliz e contente... onde o lado negativo é óbvio (não são duradouros). Aprendi a viver solto: não a dizer o que penso e quero à toa (porque tudo tem consequências), mas são ideias próprias, nem sempre partilhadas pela maioria. Aprendi que baixar expetativas (não só minhas mas das outras pessoas sobre mim) tem mais benefícios do que aspetos negativos: a desilusão é mais pequena, os problemas relativizam-se e as diferenças são aceites mais facilmente, o que me deixa menos ansioso. Nota: não deixo de ser ambicioso, por ter as expectativas baixas, mas falhar e acertar têm a mesma probabilidade e é fundamental aceitar o falhanço. Ser flexível comigo e com os outros é uma máxima que procuro pôr em prática todos os dias, o que tem sido fundamental para me sentir feliz.

Le Entrevista aos a Jigsaw por NunoT


Quem são os a Jigsaw? Falem-nos um pouco do trio de pessoas por trás dos músicos.

Os a Jigsaw são o Jorri, a Susana Ribeiro e o João Rui. Julgo que não há muito a falar acerca das pessoas por detrás dos músicos porque tentamos que a nossa música seja suficientemente sincera para justificar as pessoas que somos. Talvez fizesse mais sentido falar dos músicos por trás das pessoas.

Quando foi e como foi que nas vossas vidas entrou a música que se viria a transformar numa carreira (de cada um)? E como é que os vossos percursos musicais se cruzaram?

A música entrou bastante cedo na vida de cada um devido à importância que têm as memórias que lhe associamos da nossa infância. Contudo, é a Susana a primeira a enveredar por esse caminho, por via da formação clássica do conservatório. Quanto a mim e ao Jorri, esse caminho surgiria bastante mais tarde, quando percebemos que a nossa paixão por música não se bastava na sua audição. Os percursos cruzam-se entre mim e o Jorri em 99, quando formámos os a Jigsaw. Finalmente, os nossos percursos cruzaram-se com a Susana Ribeiro em 2005 quando a convidámos para tocar violino em algumas faixas do nosso primeiro álbum “Letters From The Boatman”.

Vitória 14


Puerto López – Ecuador.

Uma cidade de pescadores bastante simpática, no coração da tão conhecida “ Ruta del Sol”. Depois de uma longa viagem noturna desde Guayaquill, aqui eu e o Diogo encontramos um paraíso perdido. Abrimos o guia de viagem que apenas usamos para procurar alojamento, e entramos no “ Hostel Sol Inn”. E daqui não queremos sair mais. Um hostel construído de bambu, com uma zona chill out, uma cozinha aberta, imensas plantas tropicais, e o quarto - um sonho. Tudo por apenas 20 dólares a noite. Era o local ideal para terminarmos esta viagem juntos.


Le Editorial * 342 por Rafa

Lisbora

O Miguel , a Fauna Maria e o Rafa.El planeiam para junho uma de três, sendo que das três que anseiam, duas irão desembocar definitivamente na terceira. Temos Santos a repicar e três coelhos na canasta. Conferem-se as deduções em sede de IRS, atiram-se impropérios em dívida ao Estado e às Finanças e ala que a Festa se agiganta em Lisboa. Ou corremos todos os bairros e seus arraiais. Ou então metemo-nos em negócios e montamos nós a festa com uma barraca e um balcão. Der por onde se quiser, a festa da sardinha da pinga do bailarico e do manjerico será sempre nossa. E tua.

Le Artista da Capa * 342, Rui do Rosário Ribeiro

As imagens crescem a partir de memórias, desejos e sonhos.
Esta constrói-se principalmente pela personificação imaginada de Lisboa, menina e moça, uma espécie de imperatriz da cidade que transita entre os seus classicismos modernos, epopeias clássicas e rasgos contemporâneos. A história que é Lisboa não se traduz numa imagem, mas em pequenos fragmentos e detalhes do aqui e dali. São todos esses pedaços que constroem a cidade que, com uma alma mutável, nos envolve e arrasta para bem perto do seu núcleo. Toda a alma desta está em movimento e cada pulsação é um convite. Assim é Lisboa.

Bio

Rui explora, pára e pensa. Frequentemente. Depois volta atrás, repensa, faz ar de quem não sabe muito bem o que está a faltar, lembra-se do que é e continua. Altera aqui e ali e depois, quando conclui: "bem, eu acabava era isto", é quando realmente o trabalho começa a ganhar outro ritmo. É um processo estranho e peculiar que parece resultar. Rui estudou na ESAD.CR e no Reino Unido, onde concluiu a sua licenciatura em Design Gráfico. Breves experiências marcaram o seu ritmo e modelo de trabalho sendo os Estados Unidos e Itália os últimos locais de rasto profissional.


Le Capa * 342


Por Rui do Rosário Ribeiro