Buenos Aires. Paris na América Latina. E quem o disse, sabia-o muito bem. Conhecemo-nos há nove meses, em Vilcabamba, no Equador. O tempo de uma gestação. Tempo esse cheio de ideias, de sonhos, de projetos, de dúvidas. Por terra viajei do Peru à Bolívia, por ar fui de La Paz a Santiago do Chile, sobrevoando toda a Cordilheira dos Andes, num suspiro constante, observando todas aquelas montanhas brancas e vulcões aos meus pés. São 11h da manhã quando chego ao aeroporto de Buenos Aires. Os meus joelhos tremem.
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Le Editorial * 348 por Rafa
Logo após terminar mais uma máquina, o Miguel agita as suas roupas numa rua de Alfama. A Fauna Maria prende molas ali e aqui na corda ao vento num largo da Madragoa e o Rafa.El petisca os cueiros secos à vez para levar para o trabalho amanhã de manhã. A haver um postal definitivo de Lisboa - e há tantos postais passageiros a mostrar monumentos, fados e comidas que não mostram o fundo de cidade - esse seria um estendal a emoldurar um qualquer edifício a estuque batido pelo sol ou a arranjo azulejado, bafejado pelo vento. Como Sivan Askayo tão bem encontrou.
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* Originalmente publicado a 12 de Julho de 2012, na Le Cool Lisboa * 348
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* Originalmente publicado a 12 de Julho de 2012, na Le Cool Lisboa * 348
Le Entrevista a NunoT por Rafa (Le Cool Team)
NunoT iniciou os estudos de música aos 6 anos, compõe desde os 17, e pelo caminho licenciou-se em Economia em Lisboa. Em 2011 criou a marca Sounds Real com a qual edita produções musicais para Video, TV, Teatro, Radio e Web Blogging. Com a música faz de tudo um pouco, desde crónicas políticas em VaiUmaGasosa.com, a bandas sonoras que passaram já pelo Fantasporto e a Experimenta Design. Quando não faz música, escreve sobre ela, em LeCool.com e DIF. E quando não faz nem escreve sobre música, sai de casa e vai ouvi-la pelas ruas da cidade.
Fala-me de ti e não me omitas nada.
Bem, antes de mais e talvez melhor para começar, importa saberes (se é que não sabes já) da minha incapacidade crónica para a síntese. Escrevo demais. E quando me pega o entusiasmo também falo demais, mas o prato forte é mesmo o escrito. Mais a mais, desde que comecei a escrever mais com as teclas do que com o papel.
Fala-me de ti e não me omitas nada.
Bem, antes de mais e talvez melhor para começar, importa saberes (se é que não sabes já) da minha incapacidade crónica para a síntese. Escrevo demais. E quando me pega o entusiasmo também falo demais, mas o prato forte é mesmo o escrito. Mais a mais, desde que comecei a escrever mais com as teclas do que com o papel.
Le Entrevista com Marg Martins por Rafa (Le Cool Team)
Fala-me de ti e não me omitas nada.
Começas bem e vais direto ao assunto, quase tão frontal como eu! Digo-te que me envolvo e defendo os projetos em que participo como se fossem uma segunda pele, se apareceram, foi por algum motivo. Gosto de ajudar os outros e já fui voluntária numa instituição, mas o ambiente é a minha causa atual: desde plantar árvores, a ensinar a reciclar, participar em ações ambientais como o Clean Up The World, ou plantar árvores com o projeto oxigénio da Cascais Natura . O importante é fazer algo, por mais pequeno que seja o teu gesto, já fez a diferença e o impacto, embora pequeno, aconteceu. A bola de neve também é pouco maior que a tua mão, no entanto pode provocar uma enorme avalanche.
Além da tua brilhante prestação na Le Cool, que outras andanças me contas?
Digo-te que até 2006 a minha vidinha era casa-trabalho e vice versa, de repente acabou-se, e, quando pensamos que está tudo certo, a vida dá voltas, com as quais não contamos, mas o ser humano tem a fabulosa capacidade de se adaptar, de conseguir contornar as situações mais adversas, crescer com as mesmas e tornar-se uma pessoa melhor, pelo menos mais fortalecida até ao próximo trambolhão, claro.
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