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Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros

Lisboa e Tróia não se fizeram num dia, mas Lisboa continua a cantar e Tróia foi-se, em canto de cisne, com Átridas e Helenas a tiracolo. É na nossa cidade também, como em Roma ou Petra, que cada calhau levantado revela outro. Bem mais antigo. Um sumário de tão sumarenta história, guardado na arca frigorífica da história e do manto de pedra que serve embasamento a Lisboa. E onde lhe topar os objectos, os artefactos e as estórias da história? No Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros - NARC. Que até estará em horário alargado de 28 a 30 Set, incluído nas Jornadas Europeias do Património. / Fauna Maria

Le Artista da Capa * 408, Rafael Vieira

Tenho uma colecção de hipnotismos quanto a Lisboa. Antes, nesse longíquo antes, ouvi-a descrita em canção como a cidade dos loucos. Um estribilho que sabia ser e interpretava como tal, dedicado não tanto a males de mente, mas a bens de coragem. Uma malta que era, ainda à distância e agora confirmando, loucamente apaixonados pela sua cidade.

A moldura alpina em recortado de colinas contra o horizonte, hipnotiza. A garganta do Tejo e as casas de Maluda a tocar-lhe os cabelos de margem, hipnotiza. A história de todos os becos e todos os filmes que falta deles fazer e todos os livros que falta deles escrever, hipnotiza. A cor dos cacilheiros e dos barcos, em bandeira muito própria e em aguada reflectida sobre o nosso Tejo, hipnotiza. A ponte que é mais nossa do que dos postais ou os eléctricos que reconhecemos pelo chilrear montanha-lusa abaixo, hipnotizam. E as gentes alfacinhas, em todos os seus cambiantes de mais ou menos verde, continuamente, me hipnotizam.

A ti não?

Le Editorial * 408, por Fernando Mondego

MONSTROS DE LISBOA

Ali ao lado apontam-se alguns animais que semeiam Lisboa de vida, desejada ou não. O capista chama-lhes monstros, mas não é por mal, é por carinho. Mas também, assim, me o mote para deslizar umas perguntas. Não se arranja por um mito de monstro no Metro, como no Mimic? E não temos uma história do Castelo, como um Vlad Tepes? Ou alguma gárgula em desfaçatez, como um corcunda na ? Um Yeti das arcas do Mercado da Ribeira, um Gojira do Tejo ou um Sasquatch em Monsanto? , nem que seja um gambozino em Alfama! / Fernando Mondego

Miguel e o Rafa.El recusam comentar erecções. Perdão, eleições.

Somos parceiros de comunicação do Alfama-te, do Pecha Kucha Night Lisboa, da Madame, do QUEER LISBOA 17, de Até Amanhã! em cena no Teatro da Trindade e da LISBON WEEK. A Le Cool Lisboa não se rege pelo AO90.

Le Capa * 408

por Rafael Vieira