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Le Entrevista a A Mami por Rafa
Se um estranho te perguntasse "qué feito", que lhe dirias?
“Olhe vai s’andando, às vezes sentada, às vezes voando!”
Desmancha lá o puzzle do teu nome, donde brotou o Mami?
Não. Existem várias teorias místicas sobre o tema. São quase todas absurdas e, como tal, devem ser incentivadas.
Foste a editora da Le Cool e debitas texto para os Guias ConVida. E agora, onde dedilhas tu?
Já escrevi para muitos lados e algumas gavetas. Agora, para além dos Guias Lisboa Convida (saem em Novembro) e os clips de Lifestyle Compal do canal FOX LIFE, ando doida com o meu novo alter-ego…
Comenta-me esse projecto que trazes aí na palma da mão, A Arqueolojista, posso contar aí com pérolas genuínas da arte de bem vender e comprar?
A Arqueolojista é melhor que Ferrero Rocher. Adora descobrir lojas e sítios velhinhos, do tempo que o “chefe e a dona eram tu-cá-tu-lá”, nesses dias dourados em que o freguês tinha nome, as coisas custavam “100 mél-reis”, os Evaristos tinham de tudo e dava para “anotar no caderninho” e ir lá pagar no fim do mês. Ainda existem tesourinhos destes por aí escondidos e A Arqueolojista vai coleccioná-los todos.
Le Entrevista a Vanessa Teodoro por Mami
Teodoro perguntou a Vanessa: «Vamos nessa?» e ela com o seu ar de desenho animado, aceitou. Foi então que apareceu (drum roll) Vanessa Teodoro.
Assino os meus desenhos como Van. O Super veio depois quando comecei a
ver que isto de querer ser ilustradora nos tempos de hoje é obra apenas
para os mais persistentes. Todos os dias são desafios, salvar capas de
revistas em perigo, campanhas publicitárias a pedir auxílio… Na vida
real sou uma miúda que andou pela publicidade, design gráfico e mais
agora do que nunca, na ilustração.
Podem ter visto meu trabalho a correr freneticamente e como se não houvesse amanhã por aí: Vodafone, TMN, EDP, Maria Clementina, B!, Playboy, Music Box, Pampero..
Como é que vim parar a esta bela cidade, perguntam vocês. Ora beem
antes do Mundial de futebol na África do Sul os meus pais decidiram
fazer o seu próprio jogo no ... piiiiiiii e foi assim que nasci! Na linda Cidade do Cabo.
Depois a malta fartou-se de celebrar o Natal no Verão e foi assim que
viemos todos contentes para Lisboa!
Agora só me falta conhecer e adorar
as outras 33987 cidades do Mundo! Quem alinha?
Le Entrevista a Jordi Burch por Mami
Sou o Jordi Burch, fotógrafo que vive em São Paulo. Sou apaixonado por
Lisboa e, porque sou apaixonado pelos meus amigos – quando chego, o que
mais interessa é estar com eles e Lisboa é um cenário de paixões.
Costumo passar o tempo na galeria Kameraphoto e gosto de tomar um vinho
no Noobai. À noite vou muitas vezes jantar ao Estrela Morena e de
seguida, encontro sempre alguém no bar Agito.
Em Lisboa só consigo fotografar pessoas – aprecio a luz "fetiche" da
cidade, mas não me dedico muito a fotografá-la. Dedico-me mais a levar
com ela.
Se pudesse mudar alguma coisa, mudaria o Martim Moniz. É a nossa Chinatown, mas é tão desprezado que se torna pouco frequentado. Se fosse ladrão por um dia roubaria o Terreiro do Paço, para o oferecer às pessoas.
Se pudesse mudar alguma coisa, mudaria o Martim Moniz. É a nossa Chinatown, mas é tão desprezado que se torna pouco frequentado. Se fosse ladrão por um dia roubaria o Terreiro do Paço, para o oferecer às pessoas.
Le Entrevista a André Correia por Mami
Olá! Sou o André.
Ando a ver os rios navegarem e as pessoas a mudarem. Arranco sorrisos
ao ritmo do sol, isqueiros solares na mão e olhos nos olhos, coração
quente e contente.
Lisboa soa-me a cidade-filme, suspensa no deixa-andar... acelerada e
apressada.
Sem saber para onde quer ir. Encanto-me a retocá-la na imaginação. Acorda, Lisboa radiante! E sorri à tua beleza. Canta e dança, às tuas gentes e ruas. Suspira aos teus fados. Deixa-te ser mas sê! Acorda e brilha corajosa, na tua luz tão deliciosa. Um sonho? Ocuparmos os telhados de Lisboa, uma-grande-festa, operação-relâmpago-inesperada, larga-escala-combinada. Grafitarmos o “Tecto” da cidade todo de cores, limpas e puras. Celebrar e criar. Maravilhar. A lembrar que é tão fácil mudar.
Sem saber para onde quer ir. Encanto-me a retocá-la na imaginação. Acorda, Lisboa radiante! E sorri à tua beleza. Canta e dança, às tuas gentes e ruas. Suspira aos teus fados. Deixa-te ser mas sê! Acorda e brilha corajosa, na tua luz tão deliciosa. Um sonho? Ocuparmos os telhados de Lisboa, uma-grande-festa, operação-relâmpago-inesperada, larga-escala-combinada. Grafitarmos o “Tecto” da cidade todo de cores, limpas e puras. Celebrar e criar. Maravilhar. A lembrar que é tão fácil mudar.
Le Editorial * 237 por Mami
Molha os pés, bate as palmas, assobia, lambe os dedos, faz o mapa
estelar dos teus sinais, dá piparotes no nariz, ressona, come terra,
boceja como as leoas, toma banho de luz apagada, rói as unhas até doer,
faz caretas mesmo feias, anda às cavalitas, gargareja, ri-te alto, anda a
olhar para o céu, faz uma cicatriz nova, gira até ficares tonto, cai no
chão, coça a cabeça, dá a mão, pica o pé, gritaaaaaa, faz cocegas,
espirra bem, dá cambalhotas, morde orelhas, morde a bochecha, salta mais
alto, fecha os olhos, beija o teu ombro, prova o acido e depois o
salgado, faz tudo só com a mão esquerda, queima-te no fogo, queima-te no
gelo, beija com bâton, chora de beleza, chora de tristeza, pára de
chorar, agora acorda, respira fundo, mais fundo ainda, ainda mais, pés
no chão, cabeça do ar e estás pronto para começar…
Le Editorial * 236 por Mami
Camaradas comunistas, fascistas, absolutistas, satanistas,
exibicionistas, saudosistas, altruístas, terroristas, accionistas,
otorrinolaringologistas, acordeonistas, alquimistas, ambientalistas,
anarquistas, intervencionistas, pensionistas, politeístas,
sebastianistas, narcisistas, capitalistas, halterofilistas, artistas,
vigaristas, neocolonialistas, vanguardistas, propagandistas,
trapezistas, surrealistas, tabagistas, niilistas, meteorologistas,
taxistas, gestaltistas, surfistas, seminaristas, evolucionistas,
sexistas, retalhistas, puristas, salazaristas, sadomasoquistas,
leninistas, epicuristas, catequistas e alguns míopes.
Le Editorial * 235 por Mami
Na rua tal há uma pacata residencial com nome de cidade ancestral. Ou “a
pensão do coração” como lhe chama o patrão da menina Assunção.
Há uma lojeca de ortopedia moderna, com imagens de morfologia externa e uma prótese de perna.
E depois há um velho baeta forreta (que ao que consta também é
proxeneta) promete penteados aperaltados e rostos bem escanhoados, por
uma nota preta.
Vizinho da velha garagem da Castrol, onde se vê futebol ao lado do calendário de uma tipa nua, só de cachecol.
O alfarrabista fez-se à pista para se dedicar ao comércio de alpista ou
para ser artista (já não sei). Livros sobre educação sexual, manuais
para o estudante mais anormal, literatura ocidental, o almanaque animal e
até o folhetim imoral, esperam novo dono com capital.
A cabeleireira Tila, é dona tranquila mas tem um filho reguila que aniquila a freguesia que ela depila com cera de argila.
Só falta a boite profana, onde o Aníbal conheceu a Ana, essa cinquentona balzaquiana, ex-paroquiana ovolactovegetariana.
E a tasca da esquina, onde a cozinheira é uma marroquina albina e franzina, que faz ordinarices em plasticina.
__ __
* Originalmente publicada a 15 de Abril de 2010, na Le Cool Lisboa * 235
Le Editorial * 234 por Mami
Deitas-te de lado na relva quente, à romana, espreguiças-te e tudo.
Saboreias pelos ouvidos, o teu Beethoven de bolso toca a Pastoral. Estás
num jardim municipal a curtir o idílico e o bucólico ao mesmo tempo.
Trazemos-te, quais ninfas Kellogg’s, o melhor branche (aportuguesamento já necessário desse hábito importado) de sempre.
Há cereais às cores e uns híbridos deliciosos entre estrelitas e chocapic que emagrecem só de olhar. Há leites das mais originais ordenhas e sumos de tudo o que tem cor. Morangos do tamanho de uvas, figos doces e nêsperas, algumas cerejas. Os ovos quentes, os queijos, as carnes frias juntam-se à orgia. Panquecas e pães pedem banhos de doce.
Esta semana, o jardim municipal é o teu cenário de Dejeuner sur l’herbe(Branche na Relva), desfruta-o em escândalo e delicia René, Miguel & Mami.
Trazemos-te, quais ninfas Kellogg’s, o melhor branche (aportuguesamento já necessário desse hábito importado) de sempre.
Há cereais às cores e uns híbridos deliciosos entre estrelitas e chocapic que emagrecem só de olhar. Há leites das mais originais ordenhas e sumos de tudo o que tem cor. Morangos do tamanho de uvas, figos doces e nêsperas, algumas cerejas. Os ovos quentes, os queijos, as carnes frias juntam-se à orgia. Panquecas e pães pedem banhos de doce.
Esta semana, o jardim municipal é o teu cenário de Dejeuner sur l’herbe(Branche na Relva), desfruta-o em escândalo e delicia René, Miguel & Mami.
Le Editorial * 234 por Mami
Deitas-te de lado na relva quente, à romana, espreguiças-te e tudo.
Saboreias pelos ouvidos, o teu Beethoven de bolso toca a Pastoral. Estás
num jardim municipal a curtir o idílico e o bucólico ao mesmo tempo.
Trazemos-te, quais ninfas Kellogg’s, o melhor branche (aportuguesamento já necessário desse habito importado) de sempre.
Há cereais às cores e uns híbridos deliciosos entre estrelitas e chocapic que emagrecem só de olhar. Há leites das mais originais ordenhas e sumos de tudo o que tem cor. Morangos do tamanho de uvas, figos doces e nêsperas, algumas cerejas. Os ovos quentes, os queijos, as carnes frias juntam-se à orgia. Panquecas e pães pedem banhos de doce.
Esta semana, o jardim municipal é o teu cenário de Dejeuner sur l’herbe(Branche na Relva), desfruta-o em escândalo e delicia
Trazemos-te, quais ninfas Kellogg’s, o melhor branche (aportuguesamento já necessário desse habito importado) de sempre.
Há cereais às cores e uns híbridos deliciosos entre estrelitas e chocapic que emagrecem só de olhar. Há leites das mais originais ordenhas e sumos de tudo o que tem cor. Morangos do tamanho de uvas, figos doces e nêsperas, algumas cerejas. Os ovos quentes, os queijos, as carnes frias juntam-se à orgia. Panquecas e pães pedem banhos de doce.
Esta semana, o jardim municipal é o teu cenário de Dejeuner sur l’herbe(Branche na Relva), desfruta-o em escândalo e delicia
Le Editorial * 232 por Mami
Hoje vimos umas andorinhas nos céus do Cais do Sodré, eram poucas mas
gritavam como loucas. Cheirámos o pólen doce das flores que ainda não
nasceram, ficámos tontos de tanto licor. Espiámos namorados aos beijos
em jardins alcatifados. Comemos morangos ilegais comprados às
escondidas, e laranjas com mel vindas da China. Hoje alguém misturou cor
de rosa com o azul do céu, e imaginem, ficou bem! Hoje choveu mas o ar
estava quente e apeteceu dançar, mesmo sem par. Hoje dissemos adeus ao
longo Inverno. A Primavera está aí toda, em calda, já não há volta a
dar. As andorinhas estão a chegar….
Le Editorial * 231 por Mami
O Carmo era um rapazote quase obeso, de carácter teso e fazia um dinheirão (sempre que não era preso). A Trindade era uma mocinha de figura atroz, filha de pais já avós, sabia bordar com nós e passava as tardes a ler Eça de …
Num belo dia, na cidade, daqueles que se acorda com vaidade e se vai tomar café ali para os lados do IADE, estes dois se encontraram, ao som da última música da Sade. Mas eis que logo se desprezaram, levantaram as vistas e passaram com o desdém que convém a quem, no fundo, não se contém.
E então, cheia de sagacidade e sem ser um segundo mais tarde, Lisboa decide abanar com vontade…
E foi assim que se acharam, naquela idade, caídos nos braços um do outro, o Carmo e a Trindade.
Num belo dia, na cidade, daqueles que se acorda com vaidade e se vai tomar café ali para os lados do IADE, estes dois se encontraram, ao som da última música da Sade. Mas eis que logo se desprezaram, levantaram as vistas e passaram com o desdém que convém a quem, no fundo, não se contém.
E então, cheia de sagacidade e sem ser um segundo mais tarde, Lisboa decide abanar com vontade…
E foi assim que se acharam, naquela idade, caídos nos braços um do outro, o Carmo e a Trindade.
Le Editorial * 230 por Mami
Íamos dedicar este editorial ao desenvolvimento da grande questão
mística enunciada um dia da seguinte maneira: “Mas afinal quem são os
estranhos fulanos que comem aquelas maçãs
ranhosas e assadas, polvilhadas de açúcar, com um pau de canela
espetado à laia de “A Espada era a Lei”?” Mas depois pensámos que devem
ser os mesmos indivíduos que chegam ao mesmo café e pedem um ovo cozido
(que está sempre refastelado numa caminha de sal). Sim, os exactamente
os tipos que chegam ao balcão e mandam vir um “Babá”, uma “Orelha”, um “Claudino”, um “Rim” ou uma “Sogra”.
Aqueles que pedem a mousse de chocolate mesmo sabendo que “caseiro” é
sinónimo de “Alsa”, aqueles que arriscam o Molotof com ar de coisa
criada na Perestroilka. E então decidimos brindar a esses lisboetas
audazes. Sem eles os nossos cafés não tinham mesmo graça nenhuma.
Esta semana esquece as empadas e os croquetes e arrisca qualquer coisa da qual te possas arrepender.
Esta semana esquece as empadas e os croquetes e arrisca qualquer coisa da qual te possas arrepender.
Le Editorial * 229 por Mami
Bravos ouvintes, antes que as amendoeiras floresçam na verde campina e
se comecem a impingir edredons e tupperwares aos velhotes, há coisas
que devemos fazer:
Andar com um ananás para todo o lado, comprar o serviço de loiça Couve Verde que está a sair com um jornal qualquer, beijar a estátua do Fernando Pessoa na boca, fazer da tua avó sócia do Bacalhoeiro, comprar o fato de galinha para usar no concerto do Mika, fazer uma manifestação a favor do casamento entre raças inter-galácticas, usar uma t-shirt a dizer “seja esquelecticamente feliz, pergunte-me como”, ir ao Martim Moniz comer uma sopa de Fava Rica, ser fã das minhas “Chamuças de Bacalhau”, ir ao Funicular à procura do senhor que fazia a voz do Mascarado na “Feiticeira da Lua”, encontrar o verdadeiro amor enquanto lavas a roupa na Lavandaria a moedas, ir lutar na lama do Jardim da Torre de Belém, ir aparar essa barba ao velho barbeiro da rua, fazer um jantar temático no The Great American Disaster, levar o pequeno almoço à cama a ti próprio, comer um Garibaldi na pastelaria…
Andar com um ananás para todo o lado, comprar o serviço de loiça Couve Verde que está a sair com um jornal qualquer, beijar a estátua do Fernando Pessoa na boca, fazer da tua avó sócia do Bacalhoeiro, comprar o fato de galinha para usar no concerto do Mika, fazer uma manifestação a favor do casamento entre raças inter-galácticas, usar uma t-shirt a dizer “seja esquelecticamente feliz, pergunte-me como”, ir ao Martim Moniz comer uma sopa de Fava Rica, ser fã das minhas “Chamuças de Bacalhau”, ir ao Funicular à procura do senhor que fazia a voz do Mascarado na “Feiticeira da Lua”, encontrar o verdadeiro amor enquanto lavas a roupa na Lavandaria a moedas, ir lutar na lama do Jardim da Torre de Belém, ir aparar essa barba ao velho barbeiro da rua, fazer um jantar temático no The Great American Disaster, levar o pequeno almoço à cama a ti próprio, comer um Garibaldi na pastelaria…
Le Entrevista ao Vespa Gang Mod Club por Mami
Eu sou O Rapaz do Chapéu e gosto de rebeldia, mas
com estilo. Gosto de Le Corbusier. Gosto dos filmes fragmentados do
Godard, mas também dos filmes narrativos do Samuel Fuller. Gosto de jazz
bebop, rhythm and blues e soul antigo, mas também de Stereolab. Gosto
de politica. Gosto do meu chapéu. Gosto de dançar e de ver dançar.
Eu sou a Elsa V. e gosto de Pizzicato Five e gostaria de ir ao
Japão. Gosto muito de yé yé francês. Gosto de andar de Vespa pela cidade
ou em passeios. Gosto de encontrar vestidos originais ou então mandar
fazer modelos numa costureira. Gosto de dançar e de ver dançar.
Eu sou o Professor X, gosto de ser o DJ do Gang. Gosto de
partilhar a cabine de DJ com o expert em sixties Milkshake. Gosto de ir à
Two Tone em Cacilhas ou à Graver Shop na Baixa comprar roupa. Gosto dos
Style Council. Gosto de andar de Vespa. Gosto de por as pessoas a
dançar. Juntos somos o Vespa Gang Mod Club.
Em Lisboa de dia gostamos muito de andar de Vespa para conhecer zonas da cidade e levando máquinas fotográficas para registar esses passeios. Na Feira da Ladra encontram-se por vezes coisas estilosas e baratas. Ou simplesmente andar à deriva por prazer. Há noite temos as nossas festas mensais no Europa e por vezes também as festas Dance Craze em Almada. De resto andamos à procura do groove perfeito. Quando não o encontramos fazemos nós.
Em Lisboa de dia gostamos muito de andar de Vespa para conhecer zonas da cidade e levando máquinas fotográficas para registar esses passeios. Na Feira da Ladra encontram-se por vezes coisas estilosas e baratas. Ou simplesmente andar à deriva por prazer. Há noite temos as nossas festas mensais no Europa e por vezes também as festas Dance Craze em Almada. De resto andamos à procura do groove perfeito. Quando não o encontramos fazemos nós.
Le Editorial * 228 por Mami
Esta semana queremos prestar uma curvada vénia aos Lisboeiros, que
não são outras que essas embarcações-bus a que se dá o nome de
Cacilheiros (por puro desportivismo e camaradagem entre margens). A verdade é que os Lisboeiros, que já nadam mais ou menos desde a altura
em que se começou a comprar meloas pelo cheiro, estão fartos de gente
atrasada, sentada e cansada. Eles querem mais vida.
Inundemos o Tejo de Lisboeiros temáticos. Façamos de um discoteca, de outro jardim, de outro museu ou cinema secreto, ou palco, hotel, bar.
As gentes do rio não podem ter medo de molhar os pés, vamos a arregaçar a calça e a vivê-lo bem.
A Le Cool ama os Lisboeiros, e tu? Há quanto tempo não danças num?
Inundemos o Tejo de Lisboeiros temáticos. Façamos de um discoteca, de outro jardim, de outro museu ou cinema secreto, ou palco, hotel, bar.
As gentes do rio não podem ter medo de molhar os pés, vamos a arregaçar a calça e a vivê-lo bem.
A Le Cool ama os Lisboeiros, e tu? Há quanto tempo não danças num?
Le Editorial * 227 por Mami
Ora os meus amigos bem sabem e não se enganam que há 2 tipos de gente
por aí a respirar. Os que gostam do Carnaval e os que nem pensar. Os ditos foliões, eram aqueles petizes felizes que iam mascarados ou de
Dama-Antiga (fato de 1 só peça tecido-brilhante) ou de Punk. Os que iam
de palhaço pobre ou de qualquer coisa original fabricada pela mãezinha
nos intervalos do almoço tornaram-se em fulanos não Carnavalescos,
vulgo, rezingões.
Mas chegou, enfim, a semana da loucura medieval e está na altura de fazer as pazes com o passado. São 5 dias para nos lixarmos para as conveniências. Onde eles podem, finalmente, vestir-se de mulher e perceber o que custa dançar de saltos e plastificada peitaça, e elas podem “disfarçar-se” de tudo, desde que numa versão bestialmente suínica!
E depois é só olhar para a Lecool e escolher as festas! Últimas dicas: Não vás de Avatar que te constipas. Em caso de dúvida faz o que tens a fazer mas não dês o teu número de telefone! Em suma, diverte-te como se o recreio estivesse quase a acabar. Porque está.
Mas chegou, enfim, a semana da loucura medieval e está na altura de fazer as pazes com o passado. São 5 dias para nos lixarmos para as conveniências. Onde eles podem, finalmente, vestir-se de mulher e perceber o que custa dançar de saltos e plastificada peitaça, e elas podem “disfarçar-se” de tudo, desde que numa versão bestialmente suínica!
E depois é só olhar para a Lecool e escolher as festas! Últimas dicas: Não vás de Avatar que te constipas. Em caso de dúvida faz o que tens a fazer mas não dês o teu número de telefone! Em suma, diverte-te como se o recreio estivesse quase a acabar. Porque está.
Le Editorial * 226 por Mami
Como para a semana vamos estar mais interessados no Carnaval, falamos já da coisa do Amor e fica despachado. Até porque toda a gente sabe que as efemérides são manobras de marketing
para vender produtos em stock que ninguém gosta especialmente e jamais
compraria. Ele é o Bolo Rei no Natal, as passas no Ano Novo, o Folar na
Pascoa e claro, os presentinhos de São Valentim.
Mas o Amor anda ai. Já não vem entre arco-íris em VHS’s riscados, é certo, mas ainda é bastante divertido.
Por isso, antes que Lisboa se alcatife de fofa piroseira, antes que os patos da Gulbenkian acasalem e que as galinhas do Curry Cabral ponham ovos, vamos celebrar o Amor a verde, oferecendo alfaces frescas, vivendo noites à Byron em pensões com nome de antigas colónias, lambendo ameijoas a pingar manteiga e alho em vez de ostras, dançando em meias pelos cacilheiros e por ai fora.
E se ainda não tens com quem viver esse fogo que arde sem querer, toma lá 25 ideias onde procurar. Não há como não se apaixonar.
Mas o Amor anda ai. Já não vem entre arco-íris em VHS’s riscados, é certo, mas ainda é bastante divertido.
Por isso, antes que Lisboa se alcatife de fofa piroseira, antes que os patos da Gulbenkian acasalem e que as galinhas do Curry Cabral ponham ovos, vamos celebrar o Amor a verde, oferecendo alfaces frescas, vivendo noites à Byron em pensões com nome de antigas colónias, lambendo ameijoas a pingar manteiga e alho em vez de ostras, dançando em meias pelos cacilheiros e por ai fora.
E se ainda não tens com quem viver esse fogo que arde sem querer, toma lá 25 ideias onde procurar. Não há como não se apaixonar.
Le Editorial * 225 por Mami
Temos recebido um ror de cartas dos nossos desesperados leitores
perguntando o que fazer, na urbe, nestes dias de intenso Sol e
frigorífico. Enquanto ninguém inventa um ipod com aquecimento central,
damos alguns bitaites:
#1-Levar os livros, a namorada e algum chocolate e ir hibernar para a “estufa quente” ou para a “estufa doce” da Estufa fria. Se resulta com os cactos do Arizona, não pode estar muito errado!
#2-Levar lençóis brancos e recriar a Primavera nos Alpes em pleno Jardim da Gulbenkian. Levar também um termos com Bolero bem quente para ir bebericando com prazer, ao som de musicas tirolesas.
#3-Vestir o vestido às flores ou os calções de veludo em cima da lycra do primo surfista, e ir andar de barco a remos para o lago do Campo Grande, recriando a mais linda cena da Disney.
#4-Fazer a cama nos telhados da cidade e ficar a adorar o astro-Rei, comungado com laranjas doces (pois que são o Sol em fruta).
Mas não fiques em casa. Sintetiza o Sol em alegria. Faz fotolecool.
#1-Levar os livros, a namorada e algum chocolate e ir hibernar para a “estufa quente” ou para a “estufa doce” da Estufa fria. Se resulta com os cactos do Arizona, não pode estar muito errado!
#2-Levar lençóis brancos e recriar a Primavera nos Alpes em pleno Jardim da Gulbenkian. Levar também um termos com Bolero bem quente para ir bebericando com prazer, ao som de musicas tirolesas.
#3-Vestir o vestido às flores ou os calções de veludo em cima da lycra do primo surfista, e ir andar de barco a remos para o lago do Campo Grande, recriando a mais linda cena da Disney.
#4-Fazer a cama nos telhados da cidade e ficar a adorar o astro-Rei, comungado com laranjas doces (pois que são o Sol em fruta).
Mas não fiques em casa. Sintetiza o Sol em alegria. Faz fotolecool.
Le Editorial * 224 por Mami
Eis a breve análise social aos dois tipos de pessoas vivem nesta cidade sem Mancha, neles tudo principia e finda, apresentamos… “Os Dom Quixote e os Sancho Pança.”
Os Dom Quixote, sujeitos em tudo espirituais, cavalgam numa numa
ardente demanda estética, seja a apanhar o autocarro para Odivelas seja a
cortejar as Dulcineias de Chelas. Já os Sancho Pança, fulanos assaz
materialistas, dados ao prazer e ao fazer, rebolam pela colina a pé,
ávidos de loucuras com as Dulces do Cais do Sodré.
Ainda que diferentes como um par de olhos tortos, mais amigos que eles não há, caminhando, um alcançando as estrelas, outro farejando a rua, por essa Lisboa ainda tão (romanticamente) nua.
Porque a verdade é que sem Dom Quixotes não teríamos os secretos miradouros, os verdejantes édens municipais, as exposições de vanguarda, as peças de teatro arrojadas, os ciclos de cinema intelectuais.
E sem Sanchos não teríamos os bairros típicos, as comezainas, as gargalhadas, as festas rijas e concertos que tais. Se um plantou a Alface o outro decidiu temperá-la. Sem eles não havia Le Cool, nem Lisboa. E tu, já sabes qual deles és?
Ainda que diferentes como um par de olhos tortos, mais amigos que eles não há, caminhando, um alcançando as estrelas, outro farejando a rua, por essa Lisboa ainda tão (romanticamente) nua.
Porque a verdade é que sem Dom Quixotes não teríamos os secretos miradouros, os verdejantes édens municipais, as exposições de vanguarda, as peças de teatro arrojadas, os ciclos de cinema intelectuais.
E sem Sanchos não teríamos os bairros típicos, as comezainas, as gargalhadas, as festas rijas e concertos que tais. Se um plantou a Alface o outro decidiu temperá-la. Sem eles não havia Le Cool, nem Lisboa. E tu, já sabes qual deles és?
Le Entrevista ao Pai Natal por Mami
Há quantos anos és Pai Natal?
Sou Pai Natal desde
que me conheço. Sempre gostei de oferecer coisas e de andar com
crianças ao colo. Comecei por vestir-me de Pai Natal entre amigos e
familiares, depois para os meus filhos (os da foto ao lado que nos
vendeu como gémeos… duvidoso…) e agora sou o Pai Natal da Festa dos Sem
Abrigo. De 18 a 20 de Dezembro estou na Cantina da Universidade de
Lisboa, onde todos os anos os Sem Abrigo festejam o Natal.
E essas barbas são verdadeiras?
Mais do que verdadeiras. São parte
de mim. Uma das minhas maiores preocupações durante todo o ano é ter a
barba perfeita para os dias e noite de Natal. Aparo-a e preparo-a com o
maior cuidado para estar assim. O mesmo posso dizer desta barriga que é
100% original.
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