Le Entrevista a Stefano Savio por Rafa
Quem é Stefano Savio, situe-nos a sua ocupação profissional. Sei que divide o seu tempo por Portugal entre o Estoril Film e a Festa do Cinema Italiano (que conquista Lisboa a partir de dia 14 de Abril). Partilhe qual a sua relação com il cinema.
Uma das minhas primeiras tarefas enquanto criança era de gravar em VHS os filmes que passavam na televisão e que o meu pai não podia ver porque estava fora de casa. Aos quinze anos as cassetes de vídeo já não cabiam no meu quarto. Quando tinha vinte anos fui trabalhar num dos maiores arquivos de vídeo da Itália. Durante anos enchi as prateleiras com filmes de todos os géneros. Muitos dos quais nunca foram visionados.
Le Entrevista a Filipe Caetano por Daniela Catulo
Açoriano de São Miguel, veio para Lisboa há treze anos para estudar e por cá ficou. Filipe Caetano respira música, vive no meio dela e não se imagina sem ela. A música foi tomando um papel cada vez mais importante ao longo dos anos. Como qualquer jovem, frequentava festas, clubes, discotecas, mas Filipe não era apenas um party-boy, ele estava atento à alternativa e ao que de melhor se fazia no meio e foi aguçando o gosto e a experiência.
Filipe é DJ FLiP, é um dos elementos dos DOUBLE DAMAGE (juntamente com o colega Rodrigo Schanderl), é dos membros do Distotexas, Faz parte da banda PMDS (o primeiro álbum está quase a sair, fiquem atentos!) trabalhou com a emblemática Rooster Agency e ainda participa em vários outros projectos com actuações ao vivo.
Uff! Querem mais razões? O resultado de todo este percurso musical, contactos que foi estabelecendo e influências? A fundação, em Novembro de 2010, do SPACE Lisboa – juntamente com Rodrigo Schanderl e Jari Marjamaki.
Le Vitória 2
Vale Sagrado de Ollantaytambo
Novos projectos. E um par de muletas.
Passei parte do mês de molho, por causa da queda. Mas assim que melhorei, mãos ao trabalho. Reabilitámos um albergue no Vale Sagrado em Ollantaytambo. Raparigas adolescentes que vivem nas comunidades rurais, caminham entre 4 a 6 horas até à escola mais próxima, e daí muitas vezes a meio do ano lectivo acabam por desistir, dedicando-se à producao de artesanato e roupas tradicionais. E como Ollanta nao é excepção, mais uma vez o seu desenvolvimento pessoal, intelectual e profissional nao passa do mesmo que as gerações anteriores. Um americano e uma peruana depois de viverem algum tempo no Vale aperceberam-se desta realidade. Uma antiga escola foi doada pela comunidade a estes dois amigos, que a transformaram num projecto que consistia em dar casa e comida a estas raparigas durante a semana, poupando-lhes o esforço e a perda de tempo na caminhada, podendo voltar às suas famílias pelo fim de semana.
Le Entrevista a Teresa Ricou por Rafael Vieira
Teresa Ricou em discurso directo:
Nasci em Novembro de 1946, na Praia de Granja, a Norte de Portugal, no seio de uma família burguesa.
Segunda
filha de Eduardo Ricou, médico de lepra de origem suíça, embarco, em
1949, para Luanda, com ele e com a minha mãe, Alda, brasileira de sangue
italiano e mais as minhas irmãs por essas terras de África, a levar a
cura ao corpo desses povos negros de pele e transparentes de alma. Dos
irmãos que tinha e dos irmãos que vieram somam-se sete.
E
foi em terras de Angola, a fazer casinhas e castelos e a misturar o pó
vermelho da terra com as mil cores dos sonhos que aprendi as tantas
cores que tem o Mundo, o que era a Cultura e tive a certeza do que
queria ser. Nem mulher recatada nem mulher casada, antes Tété – Mulher
Palhaço. Com espontaneidade, adquiri o gosto pela fantasia de ser, dia a
dia, uma mulher livre de preconceitos mas com sentido do mundo onde
navegamos.
De volta à metrópole, vivia já os meus 17 anos,
os meus pais inscrevem-me no Instituto de Cultura Alemã e depois na
Alliance Française do Porto e depois num outro colégio para depois eu
voltar a trocar as voltas ao predestinado e partir, desta vez para
Londres, acompanhada pelo amigo de família Joaquim Paço d’Arcos, ao
encontro dos melhores amigos de Angola.
Aqui, sem a rede
dos meus pais, aprendi a viver, a sobreviver, a lutar, a procurar, a não
dizer que a conquista da emancipação é impossível.
Fui
muita coisa. Dog-sitter e baby-sitter, guia turística, empregada de
mesa, disco-jockey. Vendi bilhetes no mercado negro para a primeira
World Coup de futebol, aproveitando para assistir, na 1.ª fila, a todos
os jogos. Até vi o Eusébio a chorar no célebre jogo com os coreanos na
companhia dos velhos amigos de Luanda a que se foram juntando outros
tantos: Carlos Monjardino, José Megre, Domingos Sá Nogueira.
Uma
amiga, Maria João Campos, ex-assistente de bordo da TAP inscreveu-me
num concurso para novas hospedeiras e levou-me de volta a Lisboa.
Casei, fui dona de casa e fui mãe.
Separada,
fui cara de campanhas publicitárias, convivi com cineastas, poetas,
escritores, pintores e intelectuais. Tudo girava à volta da Arte e das
Letras, sempre na descoberta peugada da Arte do Circo. Nos
passeios pelo Parque Eduardo VII, com o Nuno num braço e o Mundo de
tantas outras crianças no outro, fui encontrando formas de educar pela
arte, com animação. Trabalhei com elas dando-lhes aulas de pintura e, no
sótão de uma livraria partilhada com Camilo Mortágua, Padre Felicidade,
Padre Fanhais e outros revolucionários, dei os primeiros passos em
direcção àquele que viria a ser, anos mais tarde, o fundamento de um
projecto de Reinserção Social através das Artes.
Com
Calvet de Magalhães, director da Francisco Arruda, trabalhei com jovens
iniciando-os no mundo das artes e da transformação do Velho em Novo Portugal,
Lisboa, a polícia política, tudo isto me asfixiava. Fui para Paris onde
vendi jornais na rua, privei com prostitutas, travestis e turistas,
mergulhei na boémia parisiense, conheci artistas. Estudei a Arte de
fazer Rir na École Jacques Lecoq e frequentei o Gymnase du Cirque do
velho Palhaço-mestre Bonot. Aprendi sapateado, acrobacia e dança.
Frequentei a Cartoucherie de Vincennes onde os ensinamentos filosóficos e
artísticos de uma senhora chamada Ariane Mnouskine, num primeiro
estágio, os clowns, deram-me a orientação necessária para prosseguir
esta minha vida artística.
Frequentei o Musée de l’Homme
onde descobri a cultura africana, as mulheres Mumuila e dos Cuanhama
através da etnologia. Com Jean Rouche dei o meu primeiro passo no
Audiovisual. Durante o mandato de Langlais, a Cinemateca era o lugar dos
grandes encontros. Arrabal foi o desfecho e a oportunidade de
realização profissional pela mão de um grande amigo, o Novais Teixeira,
um comunista profissional do cinema exilado em Paris. Participei em
acções de animação cultural com a comunidade portuguesa e fui directora
artística da Maison des Jeunes et de la Culture de Gentilly, um modelo
de casa de Cultura que me inspirou e que, anos mais tarde, traria para
Lisboa e dar-lhe-ia o nome de Chapitô, assumindo um sério compromisso
com a vertente da Reinserção Social e Formação nas Artes.
Na
madrugada de 24 para 25 de Abril recebo o telefonema da minha prima
Ede, locutora de rádio. Corri para Lisboa e fiz a Festa da Revolução.
Integro
o Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo, cruzo-me com Luciano
Nobre, o mestre dos Palhaços e, nas Portas de Santo Antão, encostados ao
café Castanheira, deixo-me misturar com o cinzento da noite, conhecendo
os empresários do Circo, nomeadamente o Ricardo Covões.
Sou
convidada para fazer parte do Grupo Faz Tudo do Coliseu dos Recreios, a
catedral do Circo. Contratada por outros empresários e de parelha com o
Mestre Luciano Lopes, segui em tournées de norte a sul do país. De
volta à cidade, depois de ter vivido, pressentido e pensado acerca da
condição social e cultural que legava ao esquecimento a Arte do Circo,
fui escrevendo uma proposta para a criação de uma base de apoio social e
o reconhecimento desta cultura circense. Na Secretaria de Estado da
Cultura, no 1.º mandato do Partido Socialista, o Secretário de Estado
Dr. António Reis aceitou a minha proposta de integração de um
Departamento do Circo, lado a lado com o Departamento de Teatro,
passando a fazer parte da Lei Orgânica da Secretaria de Estado.
Mas
não esqueço nunca o meu objectivo: aliar as artes ao social. Não me
bastava uma mesa e uns papéis na Secretaria de Estado da Cultura, nem me
alimentava o conforto de Funcionária Pública. Não tinha desistido do
Circo, nem de dar voz aos que fantasiam esta arte, mas muitos mais
caminhos haviam para percorrer e o meu chamava-me à Justiça Social. Foi
exactamente o desejo do Ministério da Justiça que me levou aos colégios.
Nasce o Chapitô.
Com um grupo de sociólogos, pensadores e
intelectuais, reunimos esforços e ideias à volta de uma mesa. Um
pensamento comum, um sonho que finalmente se concretiza: era a
construção do projecto Chapitô a nascer dos escombros da antiga Cadeia
das Mónicas ao Castelo, em Lisboa. A 7 de Janeiro de 1981 é criada a
Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina, uma IPSS –
Instituição Particular de Solidariedade Social e mais tarde uma ONGD –
Organização Não Governamental para o Desenvolvimento de reconhecido
mérito social e cultural.
O Chapitô:
Chapitô:
Casa de Cultura – Uma Tenda de espectáculos, um Bar ao estilo vintage
de sala de estar, uma Esplanada e uma fórmula mágica para se Ser
Criativo.
Chapitô: Projecto pedagógico único em Portugal,
uma escola profissional de artes de nível secundário que não termina no
terceiro ano, mas prolonga-se através do acompanhamento que é feito pela
equipa pedagógica ao percurso profissional de cada aluno que desce a
Costa do Castelo, muitas vezes em direcção a Universidades e
Instituições de Ensino Superior sedeadas nas grandes capitais da Europa,
como Paris, Espanha, Londres e tantas outras...
Chapitô:
Projecto social pensado nos jovens e para os jovens, um local de
Liberdades e trans-inserção alicerçado na educação para a cidadania.
Através do conceito Animação em Acção, pedagogos, sociólogos, artistas e
animadores desta Casa acompanham a integração dos jovens nos Centros
Educativos Navarro de Paiva e Bela Vista sob tutela do Ministério da
Justiça.
Ainda nesta vertente, a Casa do Castelo, no berço
deste local a que alguns chamam “babilónia comedida”, recebe alguns
destes jovens, dando-lhes alternativa habitacional. Aqui encontram um
espaço que é um salto para um outro salto maior: a vida em Sociedade.
Chapitô:
Uma Companhia - projecto de convergências e diálogos que, com uma
matriz linguística e de expressão fortemente marcada pelo teatro físico -
“gesto” -, recuperou o ideal de criação colectiva, transformando peças
de autores em campos de discussão entregues ao domínio do público.
Chapitô:
Uma obra com história, memória fotográfica e videográfica; uma
Biblioteca que foi buscar o nome à poeta Luíza Neto Jorge, grande amiga
da Casa que, lado a lado com Agostinho da Silva, ajudou a dar forma ao
pequeno Centro de Documentação / Biblioteca.
Como estes,
outros amigos nos ajudaram a construir os diferentes espaços: Zeca
Afonso, Mariano Franco, Tótó Campos, Luciano Lopes, Quinito, etc. Este
espaço é, indiscutivelmente, o único testemunho fiel da História do
Circo em Portugal e no Mundo, da história da única Casa que transforma
jovens marginalizados em Líderes das Artes Performativas, privilegiado o
espaço da Rua e pisando os palco dos Teatros.
Um dos
exemplos da nossa contribuição, mais do que na cidade, na sociedade
passa pela presença da palavra “Chapitô” no discurso de políticos,
comentadores e jornalistas: - “Isto parece um Chapitô”.
Julgo que o
Chapitô é uma referência nacional à parte do ainda preconceito de uma
cultura portuguesa que, atrevo-me a afirmar, ainda é um pouco
provinciana, tradicional.
Pese embora o facto, somos
premiados sobretudo pelas culturas do norte da Europa que vêm neste tipo
de projectos modelos de sociedade onde as suas culturas são recebidas,
reconhecidas e integradas. Quanto a Lisboa, às entidades oficiais
falta-lhes o olhar mais sério e atento sobre o modelo, a realidade do
Chapitô como mais valia para o país. Não basta reconhecê-lo, é preciso
sê-lo.
Qual é o circo, qual é ele, que antes de o ser já o
era? O Chapitô… Neste mundo global, rapidamente nos reconhecem pela
bela vista sobre o Tejo, pela esplanada e todas as propostas de
restauração, mas acima de tudo, e quando não nós tentamos,
reconhecem-nos pelo projecto cultural e de acção social. Aqui deixo três
testemunhos/ exemplos do nosso trabalho transversal: acção social,
educação e cultura.
O sucesso só será sucesso verdadeiro
se for o resultado de um trabalho, passo a passo, formiguinha, para que
não seja um esforço efémero. Aliado a este sucesso estão muitas vidas e é
por isso que nada do que fazemos hoje pode cair no esquecimento amanhã.
Todo o nosso esforço tem que, diariamente, reverter-se numa realidade.
Neste pressuposto, acredito que Lisboa e Portugal mereçam um espaço como
o Chapitô. Mas é preciso que as entidades oficiais também acreditem,
ser comprometam e incentivem.
A primeira aposta é terminar
o trabalho feito com os alunos que saem agora para o 12.º ano,
fazendo-o de forma a reverter o nosso trabalho em resultados positivos
para o sistema educativo nacional. O próximo passo, em estudo, passa
pela construção do 4.º ano da especialidade e a abertura do caminho ao
ensino das artes do circo ao nível superior. Em negociação está a
criação de uma estrutura universitária e previsto um espaço com
dimensões adequadas para receber esse projecto, isto para além de manter
o Chapitô Castelo em plena acção.
Contámos com várias
parcerias na área das artes e dos ofícios do espectáculo. Sempre
mantendo um modelo integrado. Alguns empresários foram desafiados, temos
uma grande esperança no trabalho que estamos a fazer e estamos certos
que semearemos os resultados muito em breve. É tempo de investir, o
prestígio é sempre uma mais valia para o empresário e os lucros, bem
geridos e bem aplicados, revertem positivamente para a humanidade.
E Lisboa:
Para
tomar uma refeição, o Restô do Chapitô. Sempre! Fora isso, sugiro a
Bica do Sapato. Para espreitar o rio e Lisboa inteira aos seu pés, o
Castelo de São Jorge, onde, este ano, temos planos para encenar um
grande espectáculo com os nossos alunos, seja essa a vontade das
entidades locais. Um parque, ou antes um jardim, sugiro o Jardim
Botânico. Num ano em que se fala tanto da preservação da natureza e da
questões ambiental, eis um bom exemplo de preservação do bom que temos
em Lisboa e em Portugal.
Le Entrevista a Tamara Alves por Le Rafa
Fotografia por Leandro Gonçalves Pinto http://cargocollective.com/leandropinto
Intervenção por Tamara Alves
Sou uma menina que cresceu na praia, numa pequena vila que se chama Praia do Carvoeiro para ser mais específica; comecei a desenhar galinhas antes sequer de saber andar - segundo a minha mãe - e desde que me lembro que desenhar e pintar é a minha paixão.
Sempre fugi de Lisboa por me parecer assustadoramente grande para uma menina pequenina como eu. Fui para as Caldas da Rainha onde tirei Artes Plásticas na Esad e em seguida fui para o Porto onde tirei o mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na FBAUP e onde residi durante 4 anos. Estou de momento em Lisboa há um ano depois de me desafiar a perder o medo e todos os dias me apaixono pela cidade... a sua luz e dinâmica fazem com que me queira perder pelas ruas a toda a hora. O meu trabalho como artista sempre foi influenciado pela cidade e pela sua vivência, o meio urbano e pelo seu contexto.
Le Entrevista a Joana Vitória Martins por El Rafa
Joana Vitória
Martins. Pau para toda a obra, desde estilista, a monitora de atelier,
empregada de mesa, professora de arte-terapia, promotora de bebidas, a
coordenadora de projectos de voluntariado.
Lisboa, será menina e moça para sempre na minha alma e coração. Sou alfacinha de gema, no meio de mais 6 tipos de sangue. Lisboa fez-me ser quem sou, quem quero ser e aonde quero estar. Mas neste momento, Lisboa está longe, mas perto. Agora. América do Sul. Peru. Cuzco. Apesar de todas as qualidades da minha bela cidade no país à beira mar plantado, algo me faltava.
Vazio, materialismo, stress em Lisboa. Solução: viajar. Alargar novos horizontes. Enfrentar os meus medos. Novembro. Lisboa - Rio de Janeiro – Argentina – Chile – Peru em Cuzco. Dezembro. De uma vulgar viagem a Machu Pichu, resultou uma estadia na cidade perdida sem data para terminar e com muita vontade de continuar e crescer.
Lisboa, será menina e moça para sempre na minha alma e coração. Sou alfacinha de gema, no meio de mais 6 tipos de sangue. Lisboa fez-me ser quem sou, quem quero ser e aonde quero estar. Mas neste momento, Lisboa está longe, mas perto. Agora. América do Sul. Peru. Cuzco. Apesar de todas as qualidades da minha bela cidade no país à beira mar plantado, algo me faltava.
Vazio, materialismo, stress em Lisboa. Solução: viajar. Alargar novos horizontes. Enfrentar os meus medos. Novembro. Lisboa - Rio de Janeiro – Argentina – Chile – Peru em Cuzco. Dezembro. De uma vulgar viagem a Machu Pichu, resultou uma estadia na cidade perdida sem data para terminar e com muita vontade de continuar e crescer.
Le Vitória 1
Há cerca de um ano
atrás que várias comunidades no Vale Sagrado de Machu Picchu, foram
destruídas pelas cheias. E em algumas delas, o apoio que tiveram do
governo até hoje consistiu em tendas e comida uma vez num ano. Nessa
altura, Loki Hostel percorreu quase todo o Vale à procura de quem
necessitava de ajuda. Em Urubamba, numa comunidade chamada Paca
Vilcanota, encontraram Celestino, um homem de meia idade a apanhar no
chão os destroços da sua casa.
Até Junho do ano passado Loki ajudou-os com voluntários a limpar tudo o que foi destruído. Cerca de 90 famílias ficaram sem nada. Assim que tive conhecimento desta situação decidi ir visitá-los. Mulheres agarraram-se a mim a chorar a pedir por tudo para que eu fizesse algo por eles. Tive que manter o sangue frio porque estava prestes a desmanchar-me. Naquele preciso momento percebi que eu era a força e a esperança para 90 famílias.
Até Junho do ano passado Loki ajudou-os com voluntários a limpar tudo o que foi destruído. Cerca de 90 famílias ficaram sem nada. Assim que tive conhecimento desta situação decidi ir visitá-los. Mulheres agarraram-se a mim a chorar a pedir por tudo para que eu fizesse algo por eles. Tive que manter o sangue frio porque estava prestes a desmanchar-me. Naquele preciso momento percebi que eu era a força e a esperança para 90 famílias.
Le Entrevista a Bruno Muratori por Daniela Catulo
Bruno Muratori é o jovem carioca responsável por trazer a Lisboa o sol e o charme do Rio de Janeiro. Tudo isto traduzido num grande sorriso, numa energia contagiante e em festas e mais festas!
Para quem ainda não ouviu falar na FLUX, ou nas últimas festas - sensação do Konvento ( Grupo K), então está na hora de seguirem a corrente, até porque neste Carnaval Muratori em parceria com Diogo Aragon, brinda-nos com um Ultra Emoti-ON: uma maratona de festas em 3 dias e uma inovação : “Bacalhau com Farofa”: um cortejo pelas ruas do Bairro Alto em que o melhor dos dois países se une e em que finalmente podemos pôr de lados tentativas frustradas para termos por cá um carnaval brasileiro. Abraçar o que é nosso é importante também e é nisso que Muratori acredita: na união, na partilha de culturas, sempre pela música, pelo convívio saudável e por um grande companheirismo.
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