Le Vitória 4
6 de Maio. Eu e o fotógrafo japonês Tatsuya Kato organizámos um evento para apoiar as vítimas do derrumbe de Ayahuayco ocorrido no mês passado. Amaru Puma Condor aceitaram o nosso convite para tocar a favor da beneficência para os danificados.
Conseguimos dinheiro suficiente para alugar as máquinas para removerem toda a terra para as pessoas poderem construir as suas casas de volta. No entanto continuará a batalha de tentar proteger o resto da comunidade de que o mesmo se volte a passar, pois vivem numa zona geograficamente sensível a derrubes. Maio maduro Maio, já Zeca Afonso dizia. No meu caso diria mais, Maio duro Maio!
Le Entrevista a Miguel Honrado por El Rafa
Lisboa é a minha Cidade. Nasci na Av. da República e os meus estudos universitários realizaram-se na UNL, ali na Avenida de Berna. Lisboa esteve sempre presente, tendo nela desenvolvido ao longo dos últimos 20 anos a maior parte da minha vida profissional.
Nas Festas de Lisboa ' 11 destaco: o Festival Silêncio: um dos eventos culturais internacionais mais marcantes, surgidos recentemente em Lisboa sob o mote “Lisboa Capital da Palavra”; uma originalíssima forma de colocar Lisboa na rota das novas tendências artísticas urbanas. Tejo em Festa: Uma rubrica de programação que pretende a partir deste ano consolidar uma ligação mais efectiva do Tejo às Festas de Lisboa. O Tejo como objecto cultural e artístico.
Haverá dois pontos altos como convém a uma Festa que se propõe envolver toda a Cidade e alastrar à sua região: O espectáculo de Abertura e o Espectáculo de Encerramento, este último celebrando o Fado como Património Imaterial da Humanidade na voz de 3 intérpretes de excepção, acompanhados pela Orquestra Metropolitana de Lisboa: Cristina Branco, Camané e Carlos do Carmo.
Lisboa é uma Cidade Transatlântica. Agrada-me subir às colinas e ver como a cidade ainda hoje “se envolve” no rio.
Le Entrevista a Nuno Moura por Marta Santos
Nuno Moura por Pat
Nuno
Moura, alfacinha, nasceu em 1970. Poeta, declamador e editor e tudo.
Ex-jogador de pólo aquático, ex-professor de natação, ex-criativo de
publicidade, ex-copywriter. Alguns títulos: Não saia nem entre após
aviso de fecho de portas (Signo, 1993), Soluções do problema anterior
(& etc., 1996), Nova asmática portuguesa (Mariposa Azual, 1998), Os
Livros de Hélice Fronteira, Regina Neri, Vasquinho Dasse, Ivo Longomel,
Adraar Bous, Robes Rosa, Estevão Corte e Alexandre Singleton (Mariposa
Azual, 2000) e Calendário das dificuldades diárias (& etc., 2002). A
Naifa musicou um poema seu. Leituras cidade fora e fora desta cidade.
Gravou para a Boca. Este ano, uma nova editora, a Mia Soave. Onde andas
tu Nuno Moura?
O que é a Mia Soave?
É
o que os seus autores fazem. Ajudados por mim, pelo Pedro Serpa, pelo
Zé Luís Costa e pela Bibi Pereira, que aliás envia a sua energia através
da medula cósmica. A Mia Soave é uma editora de vão de escada, de
contratos orais, de vontades. Entre os autores e os ajudantes diz-se:
primeiro há que recuperar o investido para fazer o seguinte; depois
divide-se o escandaloso lucro em 50/50. No que respeita à Mia Soave
esses 50 serão reinvestidos em altos impostos, porque alguém tem que
passar o recibo verde que deveria ser vermelho, e em mais poesia e
música.
Actualmente já surgem muitas pequenas editoras, algumas revelam-se experiências fugazes. O que faz correr um editor?
A
vida é fugaz, portanto nada contra. O que faz correr um editor é a
preguiça. Os autores fazem o trabalho de sapa e a paternidade.
Trabalhaste em publicidade? Há coisas que um poeta não pode fazer? Estavas farto de ganhar bem?
Não
gostei que a Cofidis pagasse parte do meu ordenado. E na verdade isto
tem só a ver com o que gastas e não com o que ganhas. Quanto ao poeta,
não pode deixar de mudar fraldas a filhos e a livros.
És o declamador do momento.
De momentos, isso sim.
O que faz um poeta em Lisboa?
Cai em granizo.
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Enlaces :
Le Entrevista a Joana Soares por El Rafa
Joana, obsessivo-compulsiva ironicamente nascida num dia em que se celebra independência nos US (4 de Julho) e co-criadora do Alfama-te. Deito fumo quando não tenho tempo para respirar mas inquieto-me quando me sinto a hibernar. Licenciei-me em Psicologia mas formatei o disco imediatamente após conclusão, pela dificuldade em aceitar o que não me pode ser objectivamente provado e definido em termos únicos. Perdi-me até descobrir que o sonho de criança é que fazia sentido, estando agora nas mãos da Medicina dos Animais. Não sou pianista mas alio o saber tocar piano a ser boa analista de processos, pelo que dou aulas de piano a crianças. Estudo violoncelo e estou apaixonada pelo meu instrumento, um Quasimodo renascido. Entre o aqui e o ali perco-me por Alfama, nas caipiras da minha Espanhola.
"Olha uma placa a dizer Abrantes!" - gritava eu em qualquer ponto do país aos 7 anos, com um sorriso de espanto e profundo orgulho. Era a ovelha ronhosa da família, a única nascida na província para onde a minha família foi empurrada pelo emprego do meu pai. Ora aos fins-de-semana lá vinha eu à capital, a contragosto, visitar os avós e aliviar o saudosismo angustiado da minha mãe.
Le Entrevista com Luís Vieira por Rafa El
Apresente-se sucintamente e diga-me como surgiu - e qual é - a sua relação com marionetas.
Desde criança sempre tive um fascínio por marionetas e imagens em movimento. Era algo que me emocionava. Ver aqueles seres que pareciam vivos e, ao mesmo tempo, intrigava-me a relação existente entre quem os manipulava e as próprias marionetas. Parecia-me algo mágico. Eu nasci na Guarda, onde passei a minha infância e adolescência, onde brinquei aos cowboys no meio de barrocos gigantes e foi aqui que estudei música e acabei por ter um grupo de música que dava bastantes concertos e me fazia sonhar. Mas esta atracção pela arte do movimento talvez tenha começado com o meu pai que, quando trabalhou para o Inatel, fez alguns acompanhamentos a bonecreiros, e eu ia com ele, levava-os aos sítios para fazerem espectáculos, tal como levava películas de cinema a aldeias aonde não havia cinema. Mas o início do meu trabalho como criador e actor-manipulador já foi em Lisboa.
Le Vitória 3
2 de Abril. Uma da manhã. Três casas destruídas. Nove famílias na rua. Nove mortos, incluindo 3 crianças. Um monte de terra, por causa das chuvas colapsou e atingiu estas pessoas numa pequena comunidade chamada Ayahuayco, no centro de Cuzco.
O município ajudou-os nos primeiros dois dias trazendo tendas e mantimentos, e comparticipando com todo o processo dos funerais. E mais já é pedir muito. Um fotógrafo japonês contactou-me e desde aí temos-nos reunido procurando soluções de forma a ajudar esta gente. Por causa da segunda volta das eleições e do início da alta temporada, nada saiu nos jornais. Keiko vs Ollanta. Uma democrata capitalista filha de Fujimori, contra um ex-militar que quer nacionalizar o país e com propaganda paga por Chávez. Em menos de uma semana, o crescimento económico no Peru caiu cerca de 12%, coisa que não acontecia há mais de dez anos. Em Junho será a decisão final.
Abril. Águas mil. De dilemas e pensamentos. A Semana Santa entra e dá-me espaco para pensar. Sem razão aparente a saudade por Lisboa aperta, e dou por mim a colocar a hipótese do “Se”, nem que fosse apenas por umas semanas. Mas não. Nao posso deixar esta gente, nao posso deixar a comunidade em Urubamba. Prometi a mim mesma que só deixava o Peru quando eles fossem ter as suas casas de volta fosse de que maneira fosse.
Le Entrevista a Béatrice Dupasquier por Rafa
Béatrice Dupasquier, francesa, 37 anos, nasci na Borgonha do Sul, uma região onde comida e bebida faz parte das tradições. O meu pai ensinou-me muito cedo a importância das matérias primas de qualidade para ter bons produtos finais; sou apreciadora de bons vinhos, e gosto de viajar. Saí da França em 97, por acaso, para ajudar uma amiga em Londres e fiquei lá 2 anos.
Seguindo o sonho de conhecer a Austrália, comprei uma mochila, a passagem e fui, fiquei por lá 18 meses até ter uma proposta de trabalho para Rio de Janeiro, onde passei 6 anos da minha vida. No final de 2006 decidi que precisava de mais um desafio, e comecei a procurar outro sitio para trabalhar, outro país para conhecer e assim cheguei a Lisboa . Gosto de musica clássica e toco flauta transversal.
Sempre quis ser pasteleira, e não sei porquê - devo ter isso no sangue, mesmo pequena nunca comi muitos doces mas sempre adorei fazê-los, trabalhar os produtos e ver as texturas, as reacções químicas entre os produtos. A coisa também que às vezes me faz confusão é que no meu trabalho sou muito organizada, muito teórica, gosto das coisas feitas com regras e antes de mudar qualquer procedimento preciso verificar a necessidade do mesmo e comprovar que vai me dar melhor resultado. Ao contrário da cozinha, a pastelaria é muito rigorosa, pesa-se tudo e a ordem de mistura dos ingredientes numa receita é fundamental.
Le Entrevista a Vik Muniz por Rafael Vieira + Carla Henriques
Por Sueli Ferreira de Souza
Vik Muniz está por Lisboa a acompanhar o lançamento de Lixo Extraordinário e para viabilizar - assim o desvendou - uma exposição em nome próprio em Lisboa. Trocámos umas palavras durante o festival FESTin, que continua no Cinema São Jorge até Sábado, dia 30.
Apresente-se e fale-me um pouco de quem é Vik Muniz, o homem por detrás do artista (ou o homem feito artista).
(Risos) O homem. O Homem é um homem normal. Simples. Acho que não tem muito mistério. As pessoas tem uma tendência a fantasiar um pouco a imagem do artista. Vem do facto que tem um aspecto histórico disso, os artistas quererem fazer aprender a gostar através dos tempos. Você vai imaginar sempre vidas conturbadas. Eu tinha esse defeito, imaginava artistas cortando orelhas, nunca vendendo quadros. É uma ocupação como qualquer outra, que não dá direito a saber mais. Do ponto de vista político, por exemplo, as pessoas acham que o artista vai saber mais da sociedade. Uma pessoa que vê através das coisas, que tem uma visão aprofundada. Eu sou contra, do ponto de vista político ele não sabe mais do que o padeiro, o policial ou o torneiro mecânico. Muito pelo contrário. Tem uma visão muito superficial da maneira como as coisas funcionam, pois vive num mundo meio fantasioso. Um mundo de imaginação.
Le Entrevista ao Teatro de Marionetas do Porto por Rafa
Somos uma companhia de Teatro com Marionetas, gostamos de encontrar problemas para a seguir nos desenvencilharmos deles alegremente por caminhos desconhecidos... A congeminar diariamente e em conjunto somos neste momento 7 pessoas oficialmente com funções diferentes que passam pela Sala de Ensaios, Oficina e Produção.
Na oficina nascem os protótipos e mais tarde as marionetas ou os objectos cinéticos, no escritório fervilha estrategicamente toda a produção e divulgação dos espectáculos, e na sala de ensaios, onde pessoalmente me encaixo com mais 2 colegas actores, lá viajamos compulsiva e transversalmente em todas as direcções possíveis tentando contagiar ao máximo os viajantes.
Mas é claro que o lema é realmente não nos abstermos de fazer o que é necessário sendo que nos auto-intitulamos multi-facetados, é realmente uma característica importante. (Sara)
Não se poderá dissociar a própria história e o crescimento do grupo do papel imenso do João Paulo Cardoso? Ele era um pai - um mentor - um artista do/para o grupo? (gostava que deixassem uma pequena nota de homenagem) Eu cresci a ver os Patafúrdios e o Gaspar - eu sou formado pelo trabalho do João Paulo [Seara Cardoso].
O João Paulo foi o criador e autor central de toda a obra criada para o Teatro de Marionetas do Porto. Foi o grande motor deste Teatro, tendo criado uma obra ímpar. Um artista com uma sensibilidade extrema que revolucionou o teatro de marionetas em Portugal e as nossas vidas. As suas criações colocaram a marioneta no centro também de uma reflexão filosófica. Cada criação era uma nova invenção, uma nova revolução, dada a forma como de cada vez a necessidade e urgência em criar novos desafios para novas respostas se impunha à equipa e muito especialmente aos actores/intérpretes.
A vivência contemporânea, o cruzamento com outras disciplinas e universos artísticos criaram uma marca que jamais será apagada na memória.
O João Paulo foi um criador/Mestre, no sentido de ter uma ideia do mundo e dos desejos a cumprir, e ter todo o tempo para se dedicar a essas ideias férteis, dando-lhes forma, conseguindo contagiar e entusiasmar equipas, ensinando caminhos e formas de inovar. Um espírito inquietante, provocador nunca conformado e sempre a par do seu tempo.
A sua estética já contagiou e continuará a contagiar fortemente todos os que tiveram o grande prazer de trabalhar com ele. Todas as marionetas sentirão a sua falta.
Gostava que derrotassem por palavras a ideia pré-concebida de que Marionetas e Teatro de Marionetas é somente para crianças (irritem-se, gritem, xinguem, dêem-me exemplos, amofinem-se). Eu vejo três grandes exemplos em como não: Svankmajer, os irmãos Quay e o marionetista do filme Being John Malkovich. E vi uma criação há uns tempos no Chapitô do Teatro de Montemuro. Há obra para adultos (não quero dizer de adulto - se bem que a referência seria hilariante)?
O Teatro de marionetas é antes de mais teatro. E nesse sentido, segundo a nossa concepção, dirige-se a crianças e adultos. O preconceito não faz sentido. As Marionetas são um dos signos do espectáculo estão ao serviço das necessidades cénicas. Trabalhar com elas é também trabalhar através delas. É verdade que existe vários contextos em que se inserem. Apesar de não se dissociarem do lado infantil (que é uma vertente de bastante interesse), elas representam sempre o passaporte para um universo onde tudo é possível dentro de um jogo surreal em que a metáfora é a palavra chave.
O grande eixo criativo contemporâneo do Teatro da Marionetas está focado em Lisboa (com os seus FIMFA, Tarumba e o Museu) ou o Porto e as Marionetas do Porto têm mais do que argumentos para o contrariar? Refiram-me Festivais - participações - colaborações e sinergias que tenham com Porto e periferias.
Uma das principais marcas do trabalho do TMP, através das criações do João Paulo Seara Cardoso sempre foi a contemporaneidade. A apresentação das suas várias criações no Porto, pelo país e também com uma significativa circulação no estrangeiro, criaram uma referência incontornável.
O Festival de Marionetas do Porto, criado em 89, foi também uma das fortes referências para a apresentação no Porto de companhias com universos diversos. Posteriormente surgem outras propostas na cidade que contribuem para que o universo das marionetas exista na sua diversidade.
Pelo país existem outros pólos importantes onde as marionetas são o centro do trabalho de companhias e estruturas, com as quais o João Paulo e o Teatro de Marionetas têm mantido excelentes relações e através das quais as criações do TMP têm sido regularmente apresentadas, Bime, FIMFA… entre outros.
O Belomonte foi uma vitória? Esperam-se mais umas quantas certamente - refiram e comentem projectos que tenham e que irão avançar. Falem-me do projecto do Museu.
O Teatro de Belomonte foi inaugurado com a estreia de Miséria, integrando o Festival de Marionetas do Porto. Miséria é o espectáculo que de alguma forma marca o inicio de todo um percurso para a Companhia.
Esse espaço, tornou-se num lugar muito especial de apresentações de alguns espectáculos que ficaram em cena, e que fazem parte da memória de muitas pessoas, falamos nomeadamente de Vai no Batalha, Joanica Puff, IP5 ou Óscar. Neste espaço está reunida a equipa de trabalho, a Oficina e a Produção, e será sempre a sala de bolso da companhia, que normalmente trabalha para espaços e dimensões muito maiores.
O Museu é o último projecto que o João Paulo Seara Cardoso criou, e para o qual todos os esforços serão feitos no sentido de ver o mesmo concluído. O TMP possui mais de 1200 peças, entre marionetas e objectos cénicos com grande interesse expositivo. O Museu poderá ser um símbolo cultural da cidade do Porto.
É verdade que é difícil ser criativo fora da capital - mas a contrariedade aguça o engenho?
O Porto é uma cidade muito bonita e com uma dimensão especial. Naturalmente os artistas vivem da visibilidade, e sair da cidade é quase inevitável. Esta questão colocou-se sempre para os artistas que optaram em ficar. Ficar é o seguir o caminho mais difícil. No Porto a política cultural é algo de distante. Relativamente à criatividade, ela existe ou não.
No caso do trabalho do Teatro de Marionetas e dada a constante inquietação do João Paulo, todo o trabalho realizado com a equipa do TMP sempre teve uma forte marca que ultrapassa as questões do lugar onde nasce, ou seja, as criações têm a marca do Mundo Contemporâneo. As referências são muito largas e o facto da Companhia viajar imenso, permitiu sempre um contacto directo com as mais diversas referências. Assim, a questão da localização da Companhia no Porto, terá eventualmente a sua única desvantagem na dificuldade de ver apoiado o trabalho de uma forma afirmativa sobretudo se pensarmos na importância que representa para a cidade.
Como é ser actor de uma companhia de teatro de marionetas? É doce conjugar diariamente o verbo marionetar?
Sim, esse é um verbo que anda várias vezes nas nossas bocas... Fundamentalmente marionetar, é atirar sentidos em todas as direcções.
O nosso trabalho é muito especial e nada monótono. Os ensaios, as estreias, estar em cena, ou os momentos de pausa, constituem uma dinâmica muito rica e que está sempre em constante evolução. Numa companhia desta dimensão, os actores têm um trabalho muito activo e muito diverso. Participam muito nas questões, e são constantemente “provocados” para novos desafios.
Falem-me da companhia com um olhar mais íntimo - para o grupo e o ambiente de trabalho que têm.
Um pouco na sequência da resposta anterior, podemos dizer que trabalhar no TMP, é trabalhar num lugar especial. A dinâmica é muito intensa e variada. Até agora sempre muito impulsionado pelo centro, pelo motor que foi o João Paulo, o trabalho nesta companhia é muito estimulante e activo. A criação, o espírito de equipa, e a vontade de fazer coisas novas, são a forma como estamos nos colocamos dentro desta equipa.
Que produções futuras poderemos esperar vossas? Refiram as do Porto e também digressões.
No mês de Dezembro tivemos "Cinderela" em cena, e em Janeiro a estreia da nova produção infantil "Frágil". Ao longo do ano temos agendados vários espectáculos em digressão e faremos uma ou duas novas criações em função dos apoios que a Companhia irá ter para o seu trabalho.
Agora falem-me do Porto como cidade - é um teatro também de marionetas? Quem puxa os fios por aqui?
A cidade do Porto é como já dissemos uma bela cidade, entre o rio e o mar. Tem lugares especiais e está cada vez mais cosmopolita. É uma cidade que tem tudo para ser atraente e conquistar a vontade de viver e criar projectos. Infelizmente o olhar dos responsáveis é desviante e focado na rentabilização económica. A cultura é algo de profundamente estranho e “coisa” de gente que nada produz. Nós fazemos parte gente, somos sobreviventes inconformados com o estado de sonolência cultural da autarquia. Queremos que a cidade exista!
Sugiram-me uma noite ideal na cidade (pode ser individual a sugestão)
Gare para acabar! (Rui Pedro)
E para finalizar - convidem os leitores a ir ver uma peça das Marionetas do Porto!
Convidamos o público a descobrir a mais recente criação do Teatro de Marionetas do Porto: Frágil que estreou em Janeiro no balleteatro auditório. Esta nova criação tem encenação de João Paulo Seara Cardoso e uma forte participação do colectivo.
Fotografias por Susana Neves
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* Originalmente publicado a 22 de Abril de 2011, no Facebook da Le Cool Porto
Le Entrevista a Joclécio Azevedo por Rafa
Nasci no Brasil, em Fortaleza. Os meus pais faleceram ainda muito jovens e passei metade da vida a viajar e a viver em diversas cidades brasileiras com outros familiares. Há 20 anos fui parar ao Porto a convite de um amigo que escrevia muitas vezes a dizer que se um dia eu o fosse visitar iria me apaixonar pela cidade. E foi de facto o que aconteceu, apaixonei-me não só pelo Porto mas especialmente pelas pessoas que conheci inicialmente e que me fizeram sentir imediatamente integrado e em casa.
Já no Porto estudei Teatro mas posteriormente, quase que por acidente, comecei a desenvolver um interesse cada vez maior pela Dança e pela Performance.
Le Entrevista a Chloe McCloskey por Rafa
Vim do Canadá, estou em Londres e vou para... França; para fugir ao Casamento Real? Oli, o meu lindo companheiro, levou-me de fim-de-semana a Lisboa no passado Outubro para celebrar um aniversário.
Sou a Publishing Editor da Le Cool London. Ajudo o nosso editor - Mat Osman - a fazer o nosso magazine semanal que faz chegar aos londrinos o melhor da música, cultura, noite, comida e experiências que a nossa cidade tem para oferecer. Também materializo o nosso podcast, o nosso novo blog e eventos de quando em quando. Gosto também de escrever sobre comida, viagens e sobre a cultura hip hop.
Paixões e sonhos que Lisboa te tenha despertado - delicatessen da comida, bebida e noite. What rocked your socks?
Por onde começar? Tivemos uma estadia incrível. Ficámos em Santa Catarina num lindíssimo e moderno apartamento com uma cortina controlada por controlo remoto.
CICLO PARIS NO CINEMA
Paris no cinema é luz, bicicletas com cestos em flor, baguettes. Miúdas com pernas longas e franja, croissants, charme em estado puro. Paris no cinema é a Françoise Hardy no corpo e alma de Isabel Huppert, mexilhões e um copo de vinho do vale do Loire. Paris no cinema são bocas perfeitinhas e inocentes, mais perfeitinhas que inocentes, macarrons e a voz de Jean-Paul Belmondo. Cafés em que apetece viver e a língua mais freudiana do mundo. Paris no cinema é o Claude de há quatro verões, que acabou tudo com uma frase lacónica e a quem pedi que repetisse. Três vezes. Hoje entardeço em Paris, dentro e fora da película.
Onde: Instituto Franco-Português | Avenida Luís Bívar, nº 91
Quando: Às 19h
Quanto: Entrada livre
* Originalmente publicado a ??, na Le Cool Lisboa * 000
Onde: Instituto Franco-Português | Avenida Luís Bívar, nº 91
Quando: Às 19h
Quanto: Entrada livre
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* Originalmente publicado a ??, na Le Cool Lisboa * 000
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