Taberna Moderna
Fomos à Taberna Moderna.
E logo pensei eu: viva a inovação e a criatividade no conceito, que hoje em dia em Lisboa todo o buraco que abre, tem logo o nome de taberna ou tasca ou coisa que o valha. Falei (ou pensei) cedo demais. Em primeiro, esta tasca é uma taberna refinada com direito a sentar o rabiosque em cadeiras Philippe Starck e outros quantos modelos concebidos para a Vitra e com um chandelier que se começa a cobiçar mal se entra. Em segundo, tem um Gin Bar, de seu nome Lisbonita, onde se servem dezenas de espécies de gin. Depois de beber um cítrico copo de Martin Miller’s fiquei rendida a este novo espaço.
Sukhothai
A gastronomia tailandesa tem o seu devido representante nos escaparates da restauração lisboeta. O Sukhothai
- que deve o nome ao reino primordial que gerou o Sião e antecedeu a
Tailândia - é um portento dos sabores do longíquo Oriente.
Afastados que estamos geograficamente, foi o tempo de ligação entre Portugal a Tailândia, que nos foi aproximando. Depois de mergulhar num vinho nacional servido a jeito e duma entrada deliciosa de camarões marinados, eis o principal.
Afastados que estamos geograficamente, foi o tempo de ligação entre Portugal a Tailândia, que nos foi aproximando. Depois de mergulhar num vinho nacional servido a jeito e duma entrada deliciosa de camarões marinados, eis o principal.
Le Editorial * 356 por Rafa
Lisboa e a Oitava Colina
O Miguel , a Fauna Maria e Rafa.El encontram-se em pleno Largo Camões enxameados de calor e vertendo de água tanto como a bebem sedentos. O tempo é mesmo de amarguinhas e de sombra. No pouco espaço que temos de conversa - preferimos parar mesmo - surge a ideia. As ideias.
As tais das sete maravilhas de Portugal deviam é ser as sete colinas de Lisboa, não?
E que tal, depois de tanta estátua a homens e a reis e a pénis análogos, porque não uma referências aos montes que fazem Lisboa. Queremos é um monumento às sete colinas!
O Miguel , a Fauna Maria e Rafa.El encontram-se em pleno Largo Camões enxameados de calor e vertendo de água tanto como a bebem sedentos. O tempo é mesmo de amarguinhas e de sombra. No pouco espaço que temos de conversa - preferimos parar mesmo - surge a ideia. As ideias.
As tais das sete maravilhas de Portugal deviam é ser as sete colinas de Lisboa, não?
E que tal, depois de tanta estátua a homens e a reis e a pénis análogos, porque não uma referências aos montes que fazem Lisboa. Queremos é um monumento às sete colinas!
Le Artista da Capa * 356, João Mel
Retirei de Lisboa uma das suas faces mais visíveis, a sua epiderme de azulejos. Muito antes de Pixelejo, ainda antes de Typo&Tiles e do Recuperarte, o azulejo já se deixava ir preenchendo como calhava nos seus espaços desfalcados. É tão normal - e adoro esse caos - de ir encontrando em Lisboa painéis na fachadas com 2, 3 e 4 tipos diferentes de padrões.
Este instantâneo - de que não me recordo o local, pois foi há tempos, numa dessas deambulações, é puro, é padrão único, é vosso. Já visitaste o magnífico Museu do Azulejo?
Este instantâneo - de que não me recordo o local, pois foi há tempos, numa dessas deambulações, é puro, é padrão único, é vosso. Já visitaste o magnífico Museu do Azulejo?
Le Entrevista a Julie & the Carjackers por NunoT
Julie & the Carjackers nasce em 2009 da ligação neural de dois cérebros com uma visão da música muito específica. João Correia e Bruno Pernadas, pressente-se, olham para a música através de linhas pautadas. E mesmo que assim não seja fazem-no como se assim fosse. E porquê?, perguntam. Simplesmente porque se percebe que pensam realmente na música que fazem. Pensam-na profundamente. Vão às entranhas de cada pista e instrumento nos seus temas. Vão ao detalhe de cada compasso, de cada linha melódica ou do break rítmico entre a quadra e a ponte que desemboca no refrão. Tudo na sua música faz sentido melódico, harmónico e rítmico. E isto, meus caros, é qualidade na arte de compor e fazer arranjos, que é coisa que o tempo e a tecnologia se tem encarregado de pouco a pouco fazer esmorecer na música de hoje, frequentemente limitada a dois ou três bons acordes de guitarra, ou um beat forte, ou mesmo um simples timbre poderoso "sinteticamente manipulado".
Le Editorial * 355 por Rafa
Lisboa, Cidade-luz
O Miguel , a Fauna Maria e Rafa.El vão pensando em formar um grupo coral alentejano. Dão as mãos por detrás das costas, encostam-se em perfeição ombro com ombro (as poses de equipa de futebol bem alinhada deu jeito) e balanceiam-se em formação. Património da humanidade somos nós, que materializamos o canto e devolvemos-lhe tudo em sorrisos. Belo fado que te bate também à porta, o de seres parte da cidade mais preenchida deste lado do hemisfério.
O Miguel , a Fauna Maria e Rafa.El vão pensando em formar um grupo coral alentejano. Dão as mãos por detrás das costas, encostam-se em perfeição ombro com ombro (as poses de equipa de futebol bem alinhada deu jeito) e balanceiam-se em formação. Património da humanidade somos nós, que materializamos o canto e devolvemos-lhe tudo em sorrisos. Belo fado que te bate também à porta, o de seres parte da cidade mais preenchida deste lado do hemisfério.
Le Artista da Capa * 355, João Mel
É uma muralha dos anos 60 a 80, encimando uma avenida que era nada e hortas até então.
O Padrão dos Descobrimentos é um monumento dos anos 40 ao nosso quattrocento, esta visão - em máquina LC-A de 1981,clássico também, portanto - é um monumento à pujança construtiva de Lisboa. Belo ou feio, preenchido, com pouco verde,excessivamente alto, maciço, seja o que for, tenho para mim esta vista como belíssima.
Tu, tira as conclusões que quiseres. E adivinha onde é.
Babete Gastrobar
Na sequência de um evento publicado na Le Cool - semana da arte no Babete Gastrobar- surgiu um convite à degustação de que nos oferece este recente espaço na nossa cidade do sol.
Situado no início das Escadinhas do Duque (para quem as desce), lugar este cada vez mais multicultural, o Babete Gastrobar emerge como um espaço de inspiração brasileira que alia os ambientes de bar, boteco e restaurante, dito por Adriana, a chefe de cozinha e co-proprietária. A apresentação do espaço e projeto pessoal Babete Gastrobar foi-nos imediatamente feita pela própria, que conhecemos na entrada enquanto acompanhávamos a pintura ao vivo de um mural que desenhava o encontro entre o senhor Oswald de Andrade e um Índio, evento no âmbito da semana da arte.
Le Entrevista aos ÖLGA por NunoT
Fiéis a um estilo de rock que parece ter um pé aqui e outro além. Mais concretamente um pé em hoje e outro até há mais de 50 anos. É indie rock na sua definição mais pura. E assim dito pouco parece ter de especial. O que os torna diferentes, é que os Ölga fazem isto há mais de 10 anos. E lembremo-nos todos onde estávamos em 2001. A eletrónica de dança e de ambientais relax estava na crista da onda e tocava omnipresente em todo o par de colunas stereo implantadas em qualquer espaço público. O electro clash devia ainda começar a surgir daí a uns 2 ou 3 anos, e para o rock sólido com camadas eletrónicas a la DFA faltava ainda meia década. Portanto aquela espécie de rock "à antiga" feito com sons de hoje, que atualmente se faz e ouve um pouco por todo o lado, o revivalismo rock, carregado de imagens sonoras (e vídeo) psicadélicas, já os Ölga conhecem desde que decidiram fazer música juntos.
Le Artista da Capa * 354, Editor
E aí segue uma boa foto da Lisboa fora dos postais de férias que ilustram álbuns, visitas, escapadinhas, chegadas, partidas, passagens, aportagens, acostagens, viagens, estadias, visitações, aparições e demais vistas da cidade. Uma foto mal comportada, blagh!
Lomo por máquina de 81 e zona bem dentro da cidade, mas fora do polígono centro.
A quem acertar o nome da rua e bairro, dou a hipótese de fazerem uma capa para uma Le Cool próxima.
No entretanto, segue a semana, enquanto me emborracho de sol.
Lomo por máquina de 81 e zona bem dentro da cidade, mas fora do polígono centro.
A quem acertar o nome da rua e bairro, dou a hipótese de fazerem uma capa para uma Le Cool próxima.
No entretanto, segue a semana, enquanto me emborracho de sol.
Le Editorial * 354 por Rafa
Lisboada
Lisboada que é o mesmo que dizer arruada, porque é Lisboa é terra de festividades e a rua sempre lhe foi tanta. Mas seguem uns pequenos pedidos, poucos, ligeiros. Miguel, que até gosta de corpos desnudados porque são sinónimo de verão, pede que ao menos nos transportes públicos voltem a colocar as Tshirt. Só porque roçar por roçar é sempre melhor roçar com a língua num gelado. Fauna Maria , recém chegado de Cem Soldos, acredita que mais um festival em Portugal e a este salta-lhe o pipo. Ah, e deixem de gritar impropérios às 5 da matina. É que a menina tem o sono solto e não tem pachorra para maus vinhos. Rafa.El , experimentando o Metro que chega - iluminados tardios - ao Aeroporto, não deixa de admirar a admirável galeria de caricaturas, cara toma, cara lá.
Lisboada que é o mesmo que dizer arruada, porque é Lisboa é terra de festividades e a rua sempre lhe foi tanta. Mas seguem uns pequenos pedidos, poucos, ligeiros. Miguel, que até gosta de corpos desnudados porque são sinónimo de verão, pede que ao menos nos transportes públicos voltem a colocar as Tshirt. Só porque roçar por roçar é sempre melhor roçar com a língua num gelado. Fauna Maria , recém chegado de Cem Soldos, acredita que mais um festival em Portugal e a este salta-lhe o pipo. Ah, e deixem de gritar impropérios às 5 da matina. É que a menina tem o sono solto e não tem pachorra para maus vinhos. Rafa.El , experimentando o Metro que chega - iluminados tardios - ao Aeroporto, não deixa de admirar a admirável galeria de caricaturas, cara toma, cara lá.
Le Editorial * 353 por Rafa
Não morrer na praia
O Miguel chega de festivais a salivar pela Fauna festivaleira (foi um Boom que te avias), enquanto que Maria pede mais um feriado na havaiana para celebrar (porque soma três trabalhos além deste aqui). Rafa.El sempre deixado para trás a guardar que nem perdigueiro apontador, o escritório da Le Cool, tira desforra. Porque Lisboa é sempre tão preenchida que nem um cachorro quente com tudo tudo - mesmo molho de alho. Tira lá a teima e confirma.
O Miguel chega de festivais a salivar pela Fauna festivaleira (foi um Boom que te avias), enquanto que Maria pede mais um feriado na havaiana para celebrar (porque soma três trabalhos além deste aqui). Rafa.El sempre deixado para trás a guardar que nem perdigueiro apontador, o escritório da Le Cool, tira desforra. Porque Lisboa é sempre tão preenchida que nem um cachorro quente com tudo tudo - mesmo molho de alho. Tira lá a teima e confirma.
Le Artista da Capa * 353, Editor
Lisboa é uma cidade-macaca porque é dependurado dos seus galhos-colina que lhe vemos os topos dos campanários todos. É um gozo topográfico. Uma sei lá chalaça dos deuses que lhe arranjaram o arranjo urbanístico. Urbe em antecipa-ocupação, em equilíbrio sobre um mar que é rio que é mar, que tem até é nome de mar, mas é é estuário, é habitada por uma raça de homens que, sem racismos entre o que lhe é casa e o que lhe é verde, foram colhendo e acolhendo as partes melhores deste mundo. Se o mundo girasse uma terceira rotação, a sua translação seria em torno desta Ulissipona (corruptela, ora toma, de Ulisses e Olissipona). Ou então não, o epicentro coincidiria mesmo era com o Tejo.
Tenho dito. Agora vão lá de férias.
Tenho dito. Agora vão lá de férias.
Le Entrevista a Diego Armés por João Freire
Boas. Fala-me um pouco sobre ti, o teu percurso musical e as bandas que já foste tendo (e tens).
Tive a minha primeira banda aos 16, era a típica banda da Secundária, ainda em Mafra. Chamávamo-nos Kindergarten, éramos cinco e cantava-se em inglês – em 1995 cantava-se em inglês, ponto. Eu não era vocalista. Uma ano mais tarde, formei os Shave com o meu irmão, o Marco Armés, baterista. Começámos como power trio, depois passámos a quatro. Cantávamos em inglês, porque até 1998 se cantava em inglês, ponto. Nesta já era eu que cantava.
Depois desisti de ter bandas durante uns anos, sobretudo nos primeiros tempos em Lisboa. Até que um dia resolvi desenterrar aquilo que tinha começado com o meu irmão, só que já era 2003 ou 2004 e então já se podia cantar em português, por isso tínhamos de nos chamar em português. Achámos que Feromona era um nome porreiro, mas ainda não sabíamos o que significava. Depois investigámos e concluímos que tinha sido uma belíssima escolha.
Le Artista da Capa * 352, Homem-macaco
Homem-macaco a.k.a. Helena Carvalho
Designer freelancer, de galho em galho explora os quatro cantos do mundo - Macau, Barcelona, Londres, São Paulo -, onde se alimenta de inspiração para além de deliciosas bananas!
Lisboa é a cidade com menos palmeiras que mais histórias lhe conta. Um dia cruzou-se com um crocodilo que queria dançar com uma raposa...
Lisboa é uma fábula que se escreve longe e conta-se perto.
Lisboa é uma fábula que se conta ao ouvido.
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* Originalmente publicado a 9 de Agosto de 2012, na Le Cool Lisboa * 352
Le Editorial * 352 por Rafa
Lizhboa
Miguel, Fauna Maria e Rafa.El orquestraram umas férias que metem mares nunca dantes navegados, algumas ilhas a que vão chamando de taprobanas por de cima dos óculos raybantes e alguns Hanno albinos de presente perante areais ou prados infinitos a fazer salivar assalariados que o acolhem como um dos mais utilizados wallpaper. Parece que agora é a altura ideal para tomar uma viagem, este é aquele momento em que vem ao de cima aquela angústia bem tuga de, nas palavras desse grande poeta e barbudo Variações: "estou bem aonde não estou / porque eu só quero ir / aonde eu não vou".
A cura e a resposta? É soltares-te por aí. Em viagem, digo.
Miguel, Fauna Maria e Rafa.El orquestraram umas férias que metem mares nunca dantes navegados, algumas ilhas a que vão chamando de taprobanas por de cima dos óculos raybantes e alguns Hanno albinos de presente perante areais ou prados infinitos a fazer salivar assalariados que o acolhem como um dos mais utilizados wallpaper. Parece que agora é a altura ideal para tomar uma viagem, este é aquele momento em que vem ao de cima aquela angústia bem tuga de, nas palavras desse grande poeta e barbudo Variações: "estou bem aonde não estou / porque eu só quero ir / aonde eu não vou".
A cura e a resposta? É soltares-te por aí. Em viagem, digo.
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